quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Episódio 51-Sensibilidade de Viver: Interlúdio ETP



Mas Lune não sabia de nada disto. Naquela noite ela ia dormir cansada sim, mas com a alma gratificada e coração emocionada:nunca mais se esqueceria daquele abraço da mãe dela, da alegria e do sorriso de Momiji, e ela se sentia a mais feliz das criaturas!
Dormiu como um anjo e no dia seguinte seu celular a acordou com um telefonema;
-Oi?Ahn?Eeeer...quem é?O que foi?Alô, quem é?
-Sou eu, anjo, Takeo !
-Ah, Takeo-sa...saaaaaaaaaaaaaaaan !
-O que foi, amor?
Desculpe o meu grito, eu me olhei no espelho e me vi toda despenteada, com o cabelo todo armado,espetado e meu pijama todo desarrumado e me assustei !
-Ahahahahahahahah!Esta foi boa !
-Bobo !Ainda ri na minha cara...se voc~e estivesse aqui, você também iria se assustar e não ia me querer !
-Imagine, meu bem ! Nós já dormimos tantas vezes juntos, eu já cansei de ver toda despenteada e arrumada de manhã quando acorda!
-Cansou, Takeo-kun?Você já se cansou de mim? Vai me trair e procurar outra?
-Claro que não, Lune-san, nada a ver!Eu jamais me cansaria de você !
-Foi o que você disse: Estou cansado de te ver !
-Anjo, não interprete literalmente, foi só um modo de falar!
-Modo de falar?Então por que você falou nada a ver?Você quis dizer que eu e você não temos nada a ver um com o outro?Você quer desfazer nosso noivado, é isto?
A voz de Takeo mudou de tom repentinamente, para um de desespero:
-Não, amor, eu não disse nada disto, anjo !Eu quis dizer que esta história que voc~e inventou de eu não te querer e querer te trair não tem nada a ver ! Eu te amo e quero ficar contigo pelo resto da minha vida !Jamais te trairia !
-Ah, não, não trairia não, já não me traiu com a Ami, com a Ruri, com a Sasami?
-Anjo, por favor, isto é passado, eu nunca mais quis ficar com ninguém que não fosse você !
-E quem me garante que você não tenha uma ou mais amantes lá em Sapporo? Ou que não ande com prostitutas lá?
A voz de Lune agora tinha um tom feroz, de tigresa ferida !
-Eu não tenho, amorzinho, eu juro !
-Ah, não? E se eu te fizer uma visita surpresa lá?
-Eu ficaria super feliz, amaria !
-Quem?Vai, confessa, confesse suas traições, seu sem vergonha, ordinário!
Agora Lune já berrava no telefone !
-Ninguém, amor. Só você, você é a única que eu amo e quero e quero ficar !
-Só eu? Quer dizer que você não ama e não quer as outras amantes e não quer ficar com elas, só as usou e as jogou fora, por que elas eram só para transar e eu era a para casar?Takeo-kun, você não está me convencendo nem um pouco !
-Não tem outras amantes, não tem amantes, não sei de onde você tirou isto, amor!
-Está me chamando de mentirosa então, Takeo-kun?
A resposta foi um nítido choro desesperado.
-Por que está chorando, está se sentindo culpado por me trair?
-É por que te amo e não quero te perder, pombas!
E Takeo voltou a chorar.
Só então Lune se sentiu tocada e chamou por ele várias vezes, mas ouviu-se o barulho do celular cair no chão e um choro convulso, alto, desesperado.
-Takeo-kun?Takeo-kun?Takeo-kun?
Os olhos de Lune estavam agora rasos também. Nem ela mesma sabia por que ficara com tamanha desconfiança e tão insensível, fazendo ele sofrer tanto assim!
Ela sentiu que o magoara profundamente, o machucara e  repentinamente, lhe sobreveio a lembrança de que logo os dois iam se separar, cada um para sua cidade e iriam ficar meio ano sem se ver novamente, e a saudade, a culpa e o arrependimento lhe bateram forte.
-Takeo-kuuuuuuuuuuuuuun !
Ela gritou, exasperada.
-O...oi...
-Desculpe, desculpe, me perdoa, por favor...vem me buscar, por favor, quero te ver...agora !
-Estou indo ai...
Ele não a chamar de amor, anjo, etc lhe doeu profundamente no coração, e um pavor de perder o amor dele por ela lhe percorreu a espinha e seu coração doeu como se sofresse um infarto!
Ajoelhada na cama, mãos no rosto, Lune chorou com todas as suas forças !
Foi quando se lembrou de que Takeo estava a caminho, e ela ainda estava de pijama, toda desarrumada e medonha!
Tirou suas roupas voando e entrou no banho, que foi o mais rápido de sua vida, se enxugou correndo, se vestiu com as primeiras roupas que viu na sua frente em seu armário, passou batom nos lábios, se penteou e desceu as escadas feito um furacão.
-Filha, você não vai tomar café da manhã com a gente?
Perguntou Momiji.
-Não, mãe, vou tomar lá no apartamento do Takeo-kun ! Ele já está chegando !
De fato, a reluzente Mercedes de Takeo tinha acabado de aparecer em frente ao portão.
Lune saiu correndo, nem trancou a porta e já entrou no carro dele como se fosse a última vez.
Ao entrar beijou-o com a fúria de uma gata no cio !
Seu desespero foi tanto que ela subiu no colo dele e  reclinou o banco até a posição horizontal, colocou as mãos dele nas nádegas dela por baixo das roupas e esfregou sua virilha contra a virilha dele com força e agressividade.
Nem precisava dizer mais nada, palavras não eram necessárias. Depois de algum tempo, ela voltou para o banco dela, deixando a boca dele toda manchada de batom, e ele a levou imediatamente ao apartamento dele.
Lá , com breves exceções para café da manhã, almoço e jantar , fizeram amor  selvagemente por um dia e uma noite inteiros, e na manhã do dia seguinte, com ela já toda dolorida de tanto aprontar, e ele parecendo que tivesse corrida de maratona de tanto esforço físico, com os músculos doendo,eles acordaram.
O celular de Takeo estava em cima do criado mudo, e Lune resolveu espiar o telefone dele enquanto ele estava no banho.
E fuçou, fuçou, fuçou, até achar as fotos dele. Não encontrou nada de mais nas fotos datadas desde quando começaram a namorar. Até que viu uma pasta de fotos e vídeos de antes de eles namorarem e ela o conhecer.Abriu a pasta e viu um vídeo.Ela o abriu.
E ela viu cenas picantes e fortes dele transando com nada mais nada menos do que sua já falecida amiga Rina !
Lune ficou boquiaberta, pasma, surpresa, horrorizada, nãopodia acreditar no que via diante de seus olhos !
Imediatamente ela se lembrou de uma conversa que tivera com Rina no tempo em que Lune estava separada de Takeo, que tinha desaparecido logo após começarem a namorar:
“--Você não está com ciúmes, não é, Lune-san? Eu nunca namoraria meu primo...”
Depois ressou em sua cabeça uma fala anterior de Rina:
“--Existem muitas coisas da minha vida que você ainda não sabe, Lune.”
O solhos de Lune se encheram de lágrimas!
Não apenas o ciúmes de ver Takeo transando com sua melhor amiga, mas a raiva e a frustração de só agora saber que sua melhor amiga a traíra e a enganara, omitindo que já tinha ido para a cama com seu noivo !
-Mentirosa ! Mentirosa ! Você me enganou ! Me enganou este tempo todo, omitiu que namorou ele, levou ele para a cama...eu...eu ...eu nunca vou te perdoar ! Covarde, mentirosa, traidora, por que me enganou? Porque menitu para mim na maior sem cerimônia ? Como você pôde ser tão abjeta e cínica assim?Por que fez isto comigo?Por que?Por que?

(Por continuar)

domingo, 1 de novembro de 2015

Episódio 104- Depois daquela fria manhã de Outono


 
-Eu sei que é sofrido e pesado para você, Kuome-san, e desgastante também, mas sabe, as pessoas não tem direito de ter preconceito das outras pessoas, elas não podem alegar este direito simplesmente não existe1Pelo contrário, o que existe é o dever moral das pessoas de não ter preconceitos !Então, acho que você deveria enfrenta-los sim e se eles te hostilizarem, coloque toda a sua raiva e mágoa para fora e responda ‘a altura, vai ser libertador para você ! Olha, se você quiser, posso ir com você e te apoiar !
-Ai, Maki-san, você é mesmo uma irmãzinha e uma amiga de verdade para mim, sabia? Está bem, você me convenceu, eu irei lá, será um escândalo !
-Então...vamos fazer amor outra vez, que eu estou molhadinha e não é vontade de ir ao banheiro...
Disse Maki, corada de vergonha, mas com um olhar de desejo e um sorriso malandro na boca sequiosa, que arrebatou a boca de Kuome em um ímpeto e a explorou em profundidade.

Naquela mesma tarde, as duas foram ao cemitério e apareceram no velório antes do enterro.
Lá só tinha gente que elas nem conheciam. Kuome nunca tinha contato com a família de Midori e nunca tinha visto a família deles pessoalmente. Mas uma moça da idade delas apareceu e barrou-lhes a entrada:
-Sinto muito, mas o evento aqui é só para familiares! Desculpem, mas por favor se retirem, não podem entrar!
-Quem é você ?
-Sou a irmã da Midori-san, Nara. Agora  , se me derem licença, tenho pessoas importantes a atender!
-Nara-san, eu sou a namorada da Midori-san e convivi anos e anos a fio com ela, como não sou importante?
-Não discutam comigo ! Eu já dei a ordem, cabe a vocês me obedecer ! Calem a boca e saiam daqui imediatamente, ou vou chamar a polícia !
Agora foi a vez de Maki intervir:
-Pode chamar, sua preconceituosa de uma figa !Nós chegamos aqui e te tratamos com educação e você vem com esta grosseria e arrogância toda para cima da gente! Sequer nos cumprimentou ! Quem você pensa que é para mandar na gente ? E quer saber? Chama a polícia , chama sim, eu tenho uma amiga policial, a Akane-chan , que vai ter o maior prazer de te prender por discriminação !
Nara engoliu em seco. Lançou um olhar para um homem que estava no velório e ele veio até ela. Ela cochichou no ouvido dele e ele se voltou para as duas e disse:
-Senhoritas, estão convidadas a se retirarem. A presença de vocês aqui é uma ofensa ‘a nossa família! Não quero que a memória de minha filha seja desonrada por vocês. Portanto desde já aviso que se não quiserem sair daqui pelo bem, serei forçado a expulsá-las ‘a força !
-E para complementar o que o papai disse, eu não cumprimento lésbicas nojentas como vocês !Vocês virem aqui na maior sem cerimônia é uma afronta e uma impertinência imperdoável! Foram vocês que foram grosseiras e mal educadas, para não falar sem noção ao virem aqui e se atreverem a querer entrar !
Disse Nara, com escárnio e desprezo.
Mas Maki não perdoou esta:
Deu um tremendo tapanão nela, que só não caiu no chão por que o pai a amparou.
-Pois nós vamos entrar sim e vamos render nossas homenagens a ela, nojento é o preconceito de vocês!
O pai de Midori, um brutamontes, pegou Maki e Kuome pelo colarinho dos vestidos e as levantou do chão, pronto a jogá-las na rua.
-1,2,3 e ... já !
Disse Kuome, e ela e Maki acertaram dois pontapés ao mesmo tempo na genitália do pai de Midori, com toda a força!
Ele as largou imediatamente e caiu ajoelhado no chão, uivando de dor.
- Paizinho ! Gritou  Nara, chamando a atenção de todos os convidados.
Formou-se uma multidão na porta do recinto e todos olharam feio para as duas.
Diante da muralha humana que as impedia de entrar, Kuome e Maki não tiveram opção: viraram as costas e foram embora.
Foram a uma lanchonete próxima, fizeram lanchinho e passearam pela região até o cerimonial acabar. Quando acabou, voltaram para o cemitério,   e ficaram de pé defronte ao  jazigo de Midori. Fizeram orações a Buda, e depositaram flores. Ambas pediram desculpas por não ter conseguido protege-la. Kuome se ajoelhou e abraçou a lápide e chorou até as lágrimas secarem, o que também comoveu Maki, que depois a abraçou.
Quando já estavam quase saindo, uma figura se interpôs na frente delas:
-Como ousam voltar, depois de terem sido expulsas, e machucado meu pai e batido em mim, para profanar o jazigo sagrado de minha irmã?
Era Nara, e ela parecia furiosa!
Kuome não se intimidou, entretanto. Pelo contrário, tomou uma atitude surpreendente: Agarrou Nara com tudo e a beijou na boca, de língua, em um beijo erótico cheio de desejo e furor!
Nara se debateu, tentou se desvencilhar, ruborizou da cabeça aos pés, mas não conseguia se soltar.
Seu desespero aumentou quando ela sentiu uma das mãos de Kuome percorrer suas costas por baixo das roupas, descer pelas suas nádegas e alcançar o interior de sua genitália.
E mesmo contra sua vontade consciente, seu corpo se excitou incontrolavelmente, parecia fora de si, verdadeiro vulcão de desejo reprimido. Para sua própria surpresa, sua resistência parou e ela se entregou ao beijo e chegou ao êxtase, manchando o chão com seus líquidos sexuais que corriam por suas pernas como cachoeira.
Por fim o beijo acabou e Kuome disse:
-Pronto, agora você é uma lésbica como nós. E seu sabor é igual ao da sua irmã, parecia que eu estava beijando a Midori !
Nara sequer respondeu: estava tão trêmula de desejo que desfaleceu nos braços de Kuome!
Quando ela deu por si, já estava nua na cama junto com Maki e Kuome igualmente nuas, já no meio de um ménage ‘a trois.
-Kuome-san...agora eu entendo porque minha irmã te amava tanto e brigou com a família inteira para ficar com você...eu te amo !Sou sua nova namorada !
Kuome olhou com carinho e meiguice para garota  com longos cabelos pintados de verde e olhos com lentes de contato também verdes, alta, de seios abundantes, pernas bem torneadas e corpão, deitada na cama e respondeu:
-Eu também te amo !Seja benvinda ao nosso relacionamento !
Maki vibrou, super feliz pela felicidade da amiga.
Dali sairia um trato entre as três, em que ficou combinado que  Kuome e Nara namorariam, mas ambas poderiam fazer amor com Maki, ou a três, quando quisessem.
Era surpreendente a transformação de Nara, do preconceito até assumir seu lesbianismo e passar a amar quem ela inicialmente odiava!

(Por continuar)