domingo, 4 de dezembro de 2016

Episódio 6- Minissérie- As Piratas também Sonham:Pirata X Pirata




Desta vez os marinheiros holandeses estavam revoltados. Armados com machados e facas e até algumas espadas, esperaram  as piratas subirem a bordo. E foram com tudo em cima delas !
Eram liderados pelo que perdera o filho, e seu olhar era absolutamente furioso.
Foi para cima das garotas com tudo e a luta foi selvagem e  totalmente descontrolada. As piratas estavam sendo massacradas, e só mesmo Ariadne conseguia avançar um pouco.
Diante de uma derrota iminente, Marlene mandou atirarem com os canhões no costado do navio holandês, dez de uma só vez.
Ouviu-se um estrondo surdo, e o navio mercante balançou violentamente e iniciou-se um incêndio a bordo; As piratas que restavam fugiram para seu navio, o pranchão foi retirado e o Aranha do Mar bateu em retirada, em desabalada fuga.
O resultado fora desolador: vinte e quatro piratas mortas, quatro feitas prisioneiras e quarenta holandeses mortos.
A revolta dos mercadores foi tamanha que, merco com o navio em chamas, estupraram barbaramente as quatro presas. Logo o navio inteiro era consumido pelas chamas, e apenas um dos holandeses conseguiu escapar a tempo em um bote: justamente o que perdera o filho e que , cego de ódio, matou sozinho seis piratas. Com o sol a pino, ele observava seu navio afundar, e jurava vingança,jurando dedicar a sua vida a matar todos piratas, fossem homens ou mulheres, que encontrasse na sua frente, viveria para a morte e queria matar o máximo possível antes de morrer.
Na água, não longe dali, os tubarões faziam seu festim sanguinolento   , devorando vivas as piratas recém estupradas, e os seus estupradores também, eles não distinguiam entre holandeses e piratas, simplesmente arrancavam pedaços das pessoas na água até elas morrerem e continuavam depois que elas morriam. Outros marinheiros foram sugados e tragados pela sucção causada pelo afundamento do navio e morreram afogados. Van Derlest, o marinheiro que perdera o filho , agora contemplava um horizonte sombrio e um futuro idem e incerto: no meio  do nada, sem água, sem comida, sozinho e ainda divisava uma gigantesca tempestade que se divisava ao longe, que prometia fazer do mar um inferno.
Já no Aranha do Mar, o clima era pesado: a tripulação fora reduzida para apenas quarenta e seis piratas e várias estavam feridas. Para piorar, Marlene, impiedosa como sempre , mandou chicotear todas as que retornaram da batalha e sobreviveram. E depois foi para sua cabine e levou Ariadne consigo, onde ela mesma deu uma tremenda surra em sua Imediata.
A tripulação estava revoltada, e mesmo ensanguentada e arrebentada, Ariadne teve de fazer das tripas coração para sufocar o motim, com muita violência, descontando nas revoltosas  sua própria raiva de sua capitã.
Mas era na verdade uma relação e amor e ódio. Ela idolatrava Marlene e a amava com uma paixão platônica, românticamente, mas sem coragem de se confessar.
Quando, em meio ‘as suas roupas ensanguentadas, ela achou que não poderia ficar pior, ficou, pois a vigia gritou do alto de seu cesto:
-Tempestade ‘a vista !
A preocupação de Ariadne era justificada: ninguém ali era experiente, ne sabia o que fazer numa tempestade.
E pior: tinham uma Capitã inexperiente e arrogante, para não dizer preguiçosa.
Ariadne bateu na porta da cabine de Marlene e pediu instruções.
-Você é a imediata! Se vire ! Eu vou é dormir!
Enquanto isto, no Black Marlin, também Diana, de sua posição de vigia, avistou a tempestade.
-Tempestade ‘a vista !
-Onde?
-Bem a frente Capitã !
-Dá para desviarmos?
-Não é muito larga, Capitã !
-Direção das Ondas?
-Vem direto para nós, de frente !
-Obrigada, Diana.
-Vamos ter de seguir em frente então, não vamos poder fugir da tempestade, Imediata. Garotas, recolham as velas e desçam ! Diana, desça também !Bianca, amarre-se no pedestal do Timão e mantenha o curso sempre em frente! O restante, amarrem-se no costado o mais forte q eu puderem !
Estas eram as ordens e orientações que qualquer Capitão experiente daria para enfrentar uma tempestade naquela época, e que Ariadne, Marlene e sua tripulação não sabiam.
E a tempestade alcançou o  Black Marlin !
Os vagalhões eram enormes e o navio subia e descia com violência, e balançava muito também. Era um caos assustador, os trovões eram trombeteantes , os ventos uivavam seus rugidos de morte, e os raios dançavam em volta do navio.
As mais assustadas eram as crianças, e também, as mais sujeitas a serem tragadas pelo mar. Elas estavam abraçadas a Hellen, Carmen e  Long Legs Laura, e firme mente amarradas ao costado também.

(Por continuar)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Episódio 120- Depois daquela fria manhã de Outono





Alheio a tudo isto estava Hideo, com seu estômago roncante, e seus pensamentos de como a vida era injusta para com ele.
Começou a sentir tonturas e vertigens, as pernas cederam para a fraqueza de fome e ele caiu desmaiado no chão.
Quando acordou, estava numa cela de uma delegacia de polícia.Havia sido preso como indigente !
-Finalmente acordou, garoto vagabundo !
Era a voz do policial que tomava conta das celas.
-E...eu..eu não sou vagabundo...
-Explique isto ao Delegado ! Venha !
Disse o carcereiro.
Aos tropeções, tamanha sua fraqueza, ele chegou na frente do delegado, e contou sua história.
-Muito bem, então você não tem mais residência fixa,sua escola disse que você abandonou o curso e foi jubilado. Sinceramente, não sei o que fazer com você, rapaz, poiscomo não tens mais endereço fixo , nem emprego, nem escola,vais sempre ser classificado com um indigente. Por um lado, não é certo que fiquemos gastando dinheiro público te dando abrigo e te alimentando numa cela em que deveria estar ocupada por gente bem mais perigosa do que você, por outro lado, você não tem o suficiente para pagar uma fiança, não tem para onde ir, e não pode ficar solto nas ruas como mendigo ou indigente por aí, com certeza vai ser preso de novo e de novo, só dando prejuízo com o Estado, prendendo a você e gastando nossa gasolina preciosa e nosso trabalho com você, você entende o quanto nos dá de trabalho e prejuízo e que a culpa é toda sua? É uma pena que isto seja contra a lei, mas , o certo mesmo era você se suicidar e parar de ficar dando trabalho e prejuízo de uma vez ! Bom...mas não tem jeito...suma-se daqui e depressa, se o virmos de novo, teremos de prendê-lo novamente !Lembre-e de que indigência é crime, então procure não cometer outros crimes piores, ou você terá de ser levado para um presídio !Joguem-no para fora!
Diante das palavras duríssimas do Delegado, o policial o pegou com nojo pela gola da camisa e o chutou para o meio da rua, como um cachorro viara latas escorraçado.
Agora Hideo mal se arrastava na rua e seu estõmago doía de fome. Passava em frente de uma doeceria, com uma miríade de doces maravilhosos e pensou em entrar e gastar tudo o que lhe restava em um doce, mas uma vendedora na soleira da porta do comércio o olhou com desprezo e raiva, e ele ficou com medo de chamarem a polícia e ele continuou se arrastando no meio da multidão sem rosto, que até tropeçava nele rudemente, como se ele fosse invisível e o olhar de censura de todos para com ele o deprimia ainda mais !
Mas estava já tão desidratado que nem chorar conseguia mais...
Pensamentos suicidas permeavam sua cabeça !
Não, não era um ato suicida, no entanto. O corpo exaurido de Hideo não suportou mais e cabaleou para a esquerda e caiu na rua, junto ao  meio fio.
Uma brecada violenta. O impacto de aço contra aço.
Uma mulher sai do carro e corre para ver o corpo inerte.De sua bolsa pega um estetoscópio.
Sim, o corpo ainda respira com dificuldade e o coração bate  fraco.
A mulher não tem dúvidas: pede ajuda aos transeuntes, que o colocam no banco de trás do carro dela.
Ela deixa um pacote de dinheiro com o dono do carro de trás e vai embora com o porta malas amassado.
Chega ao hospital.
Coloca-o na maca e o manda direto para a UTI. Alguém pergunta quem pagará e ela se responsabiliza pelos custos.
Quando Hideo acordou, horas depois, estava com sonda alimentar na veia de um braço, soro no outro e um monte de fios o ligando a equipamentos sofisticados.Ao olhar para o lado, reconheceu aquele rosto da mulher que o salvara: era a médica que desde sempre atendia Maki !
-Doutora ...
-Calma, Hideo, você está muito fraco ainda.Está com sintomas de desidratação aguda e desnutrição. Mas já está sendo medicado, está em boas mãos agora !
-Mas eu não...
-Sim, sim, não se preocupe, estou pagando sua estadia e seu tratamento  do meu próprio bolso, fique tranquilo, não me deverás nada.É minha obrigação como médica salvar sua vida e cuidar de você !
-Muito obrigado, Doutora Kaori !Não sei nem como agradecer ‘a senhora !
-Sou muito jovem para ser chamada de senhora, mas de nada. Quanto aos seus agradecimentos, veremos isto depois que você estiver salvo.Por enquanto, tome esta sopa revigorante e altamente nutritiva e  depois durma e repouse bastante.Deixe que do resto cuido eu.

(Por continuar)

Episódio 69- Sensibilidade de Viver :Interlúdio ETP



Foram a um restaurante chinês e Lune se esbaldou no bolinho de carne de porco agridoce.
-Doçura, não sei como você não enjoa desta comida doce !
-Takeo-kun, você já sabe há muito que eu amo misturar doce com salgado!
-Ah, sim, eu me lembro daquele sanduíche caseiro que você fez uns tempos atrás com pão, hambúrguer, presunto, queijo cheddar, banana, tomate, abacaxi, manga, pasta de amendoim, geléia de morango, creme de avelâs e coalhada !
-Huhum, estava uma delícia !Amei de paixão!
-Isto apesar do sanduíche ter ficado tão grande  que você quase não conseguia mordeê-lo e no fim, se desmontou todo !
-Ai, não, amor, não me lembre disto...sujei todo o meu vestido...
-Ah, mas o Sartre-neko-san adorou, ficou lambendo os pedaços que caíram no chão!
Respondeu Takeo com uma risada.
-Bobo !
E Lue mostrou a língua para ele.
-Tem certeza que é a Maki-san que é a imatura?
Agora o tempo fechou. O beiço de Lune ficou enorme e seu olhar para Takeo não foi nada amistoso.
-Você me chamou de quê?
-Não, nada não, amor, foi só uma brincadeirinha...
-Você quer tanto assim levar um tapa na cara, Takeo?
-Não, claro que não...
-Então cale a boca !Cale esta bendita boca !Não, me peça desculpas!Aaaah, nem sei mais, agora já me estragou meu dia mesmo, droga !Vou ao toilette, estou apertada !
E ela se dirigiu ao banheiro.
Agora ela estava de péssimo humor, e entrou com tudo banheiro adentro, completamente distraída, imersa em seus pensamentos raivosos, quando, sem querer, esbarrou seu ombro no braço de outra mulher.
-Ai ai !Doeu, sua grossa !
-Problema seu ! Respondeu Lune para a mulher.
-Grosseira, mal educada !
Alaune fechou a porta de seu cubículo com força, na cara da mulher.
-Ei, o que é isto, garota ? falta de respeito é esta?
-Sai da minha frente e me deixa em paz, ou te dou um tapa na cara quando eu sair daqui ! Gritou Lune.
-Agora você me deixou furiosa !Chega ! É muita provocação, sua arrogante, metida !
A mulher, ensandecida, deu um forte chute na porta do banheiro, arrombando-a e quebrando o salto de seu sapato ao fazer isto.
O barulho foi alto e o susto foi grande. Lune já tinha terminado e já tinha se limpado, e estava vestindo a calcinha quando a mulher invadiu o box, com o outro pé do sapato de salto alto na mão.
Veio com tudo para cima de Lune, tentando acertar o salto no rosto dela, mas Lune segurou seus braços.
Mas ela estava assustada: agora ela não teria uma Sakuya para defende-la, e sua espada estava em casa!
Porém, elas não eram as únicas mulheres no banheiro e as que estavam em frente ao espelho seguraram as duas antes que uma tragédia acontecesse.
Enquanto isto, na mesa, Takeo aguardava sem saber de nada, quando a gerente do estabelescimento chegou com cara de poucos amigos, dizendo:
-O senhor está convidado a se retirar , junto com sua mulher!
O tom de voz dela era forçosamente educado, tentando ser polida, mas havia raiva nos olhos dela, indisfarçável.
-Eeee?O que aconteceu?O que foi que eu fiz?
-Por favor senhor, não argumente, por favor , apenas retire-se.
-Mas eu nem paguei a conta ainda...
-Se o senhor continuar arguementando comigo, serei forçada a chamar os seguranças.
O olhar arregalado  de Takeo era de quem não estava entendendo nada.
Repentinamente ele viu Lune sendo segura por dois enormes seguranças pelos braços, se debatendo e gritando:
-Me larguem, seus brutamontes !
A gerente , numa frieza impassível, retirou uma nota de um talonário e a entregou a ele, dizendo:
-Aqui está o valor da conta de vocês e a conta da porta do banheiro que sua mulher quebrou !Por favor  pague, e acompanhe sua esposa para fora deste estabelescimento e nunca mais apareçam aqui !
-Quem quebrou a porta foi a louca que invadiu meu box !Não é justo que paguemos por ela !Me larguem, seus gorilas !
Os seguranças pareciam estátuas, sequer expressão tinham.
Takeo tirou da carteira seu cartão de crédito platinum ilimitado, pagou e disse;
-Vamos embora, Lune-san, este estabelescimento é rude enão merece nossa presença! Fique tranquila que nossos advogados vão processar esta espelunca, afinal, como sabe, sou filho e herdeiro do Império Industrial Soryu!
Ao ouvir isto, e receber o cartão de visitas do Grupo Soryu, a gerente ficou de queixo caído , pálida e trêmula.
Gaguejando, ela falou para os seguranças:
-Larguem ela, po...podem ir...
Lune  ficou abraçadinha com Takeo.
-Vamos logo embora daqui, Lune-san.
-Na..não, po...po...por favor, fiquem, por favor nos perdoem, foi nossa falha, po...por favor não...não nos processem...podemos perder nossos empregos, fechar...por favor..
Agora a gerente suplicava de joelhos para Takeo, inclinando o torso para a frente, com o rosto encharcado de lágrimas.
Takeo, com seu olhar autoconfiante, olhou para Lune, que com o olhar, consentiu.
-Vamos embora, já pagamos a conta. Por ora talvez não processemos, mas aqui nunca mais voltaremos.Passar bem!
-Por favor, senhor, nos perdoe, me perdoe, por favor, por favor...
O rosto da gerente estava até roxo de tanta vergonha, pois estava todo mundo olhando, e um a um os clientes iam pagando e deixando o restaurante em silêncio, olhando com cara feia a gerente desesperada.
Takeo e Lune saíram do restaurante e pegaram o carro.
-Amor, me diz, afinal de contas, o que realmente aconteceu?O que você aprontou lá?

(Por Continuar)