sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Episódio 15-Minissérie- As Piratas também sonham:Kraken !



 
Foi quando o Capitão deles apareceu com uma menininha que aparentava dez ou onze anos de idade , e colocou uma faca encostada na garganta dela.
-Saiam do meu navio ou eu mato ela !
-Maldito, você tem coragem de fazer uma criança refém?
Respondeu June.
-Ela não é mais criança ! Ela já faz meses que é a nossa escrava sexual, para divertimento meu e dos meus homens !
A menininha estava com um vestido em farrapos, que não escondia quase nada do corpo dela.
-Monstro, você não é gente, é um monstro, desgraçado, toma !
E June atirou com suas duas pistolas de pederneira. Os tiros acertaram a cabeça do capitão, que explodiu numa nuvem de sangue e caiu morto.
June pegou a menina pelo braço e  gritou:
-Ela já está a salvo ! Matem todos estes desgraçados que arruinaram a vida dela !
Com o maior prazer as piratas obedeceram sua cabitã, e toda a tripulação foi massacrada com selvageria e ferocidade. Nenhuma das piratas podia se confirmar com o triste destino da menininha. Todas, menos Léa. Esta não matava para vingar a menina, matava pelo puro prazer de matar.
Enfim, pilharam o navio e tudo o que havia de valor e serventia nele, e saíram do navio inimigo., que ficou ‘a deriva, vazio.
Agora, com as coisas mais calmas, June interrogou a menininha:
-Como você se chama, minha criança?
-Melissa, senhora...
Disse ela toda envergonhada.
-Olha, Melissa, eu sou a Capitã aqui e somos todas piratas. Não precisa se assustar, nem ter medo, aqui neste navio só tem mulheres.Alias, temos aqui uma outra criança, uma menininha triste, que não tem com quem brincar...Hellen, por favor, traga a Celine!
-Sim, senhora, Capitã.
Não demorou, ela trouxe a menina, que continuava chorosa e triste.
-Oi, meu nome é Melissa, e o seu?
-Eu sou a Celine...
-Eu sou órfã de pai e mãe, e você?
Perguntou Melissa.
-Eu também...
Celine continuava cabisbaixa, de olhos baixos, cheios de lágrimas.
-Por que você está triste, por que não tem ninguém com quem brincar?
-Não é só isto...eu...meu papagaio, Anette, que eu amava, que foi minha grande companheira na vida, sobretudo depois que perdi meus pais, morreu, foi assassinada por um bando de gaivotas...
-Sabe, Celine, eu também estou muito triste, e também não é só por não ter com quem brincar. Na verdade, eu, naquele navio, era o brinquedo, que aqueles homens brincavam comigo, com meu corpo, você perdeu seu papagaio, eu perdi minha...minha...nossa, quanta vergonha...eu...eu me sinto tão suja !
E Melissa contou para Celine todos os abusos sexuais e todos os estupros, inclusive coletivos, que sofreu.
Os olhos de Celina  se arregalaram, sua pele , seus cabelos, seus pelos se arrepiaram de horror e seus olhos ficaram ainda mais encharcados, ao ver os olhos inundados da outra menina.
-E...e...eu, que boba que sou...chorando por causa de...
Celina não conseguiu completar a frase. Abraçou Melissa fortemente e uma chorou no ombro da outra.Quando se refizeram, Melissa disse:
-Olhe, você perdeu seu papagaio amado, sua companheira, mas...você ganhou uma amiga ! Uma nova companheira, eu quero ser a sua Anette para sempre estar com você na sua vida !
Aquilo calou fundo na alma e no coração de Celine, que ficou visivelmente emocionada, e respondeu:
-Então serei sua Anette também !
-Amigas?
Amigas !
E as duas se abraçaram de novo, fraternalmente.Agora seriam como irmãs, e onde uma fosse, a outra iria também !
Toda a tripulação  se emocionou e todas gritaram ao mesmo tempo, junto com a Capitã:
-Doravante seremos suas amigas também ! Conte sempre conosco !Seja benvinda, Melissa !

(Por continuar)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Episódio 14-Minissérie-As Piratas também Sonham:Kraken!"




Joanna ficara profundamente pesarosa com o luto e o pranto de Celine.
O tempo todo, enquanto as duas serviram o almoço, ela ficou pensando em uma maneira de alegrar e animar a menina.
Seu coração se despedaçava ao vè-la chorar daquele jeito e se sentia de mãos amarradas, por que sabia que a menina queria ser deixada em paz e ficar sozinha naquele momento de dor.
Várias vezes ela ofereceu a comida, mas  Celine recusou todas. Inconformada,foi ter com a Capitã, e pediu por uma conversa na cabine. E lá ela explicou a situação e o quanto ela estava preocupada.
-Joanna, minha amiga, eu sei que você tem um grande coração, um coração de ouro...eu também fico muito preocupado com ela e também me sinto impotente como você...sabe, acho que faz muita falta uma amiga da idade dela com quem brincar, ela é criança ainda...
-Verdade, Capitã, isto eu acho que faria muito bem a ela, aqui ela é a única criança, rodeada de adultas...
-Aham, ou de adolescentes, o que é o meu caso. Mas eu, como Capitã, não posso ser amiguinha dela, nem brincar com ela, você entende, não entende? Pelo meu posto, eu sou obrigada a bancar a adulta o tempo todo , na verdade, nem infância tive direito...
-É, eu vou continuar pensando em alguma coisa então, Capitã...
Mal Joanna e June abriram a porta da cabine, soou a voz de Diana:
-Navio ‘a vista ! Navio ‘a vista !
June correu para o centro do navio e disse:
-Consegue identificar, Diana?
-Sim, senhora, um galeote inglês, civil, provavelmente comercial !
-Opa, maravilha, justo o que precisamos, ação !Garotas, postos de batalha, postos de batalha ! Todas a seus postos !
Juliette logo estava junto de sua Capitã.
-Para onde nossa vítima está indo, Diana?
-Diretamente em frete, senhora Imediata !
-Muito bom, então ainda não nos viram, maravilha!Diana, eles tem muitos canhões?
-Não dá para ver direito, Capitã, mas este tipo de embarcação não costuma ter muitos não, e parece que todas as janelas dos canhões estão fechadas!
-Muito bem, Bianca, curva gentil a bombordo, e meninas, todo pano, agora !
Não demorou e o Black Marlin começou a navegar mais rápido e fez a curva.
-Bianca, agora curva bem fechada , a estibordo !
-Sim, senhora, Capitã !
O navio fez um “u” e logo alcançava a popa do navio inimigo, já bastante próximo.
-Atenção, canhoneiras, atirar, fogo !
Após ouvir a ordem da Capitã, os canhões rugiram e as balas acertaram a cabine do Capitão britânico em cheio, destruindo-a.
E por falar nele:
-Homens, deem todo pano, timoneiro, curva para estibordo, bem aberta ! Canhoneiros, abrir janelas e preparar canhões !
.Porém, o Black Marlin tinha agora uma vantagem que o navio inglês não tinha:interceptou uma corrente marítima, que o acelerou ainda mais!
-Capitã, eles estão fazendo uma curva a bombordo bem larga !
-Obrigada por avisar, Diana! Bianca, curva bem fechada para estibordo !
O navio pirata fez a curva e estava mais próximo agora.
-Curva a bombordo agora, Bianca, bem aberta!
-Capitã, as janelas dos canhões estão se abrindo !
-Então precisamos atirar rápido!Agradecida de novo, Diana !Imediata, os nossos canhões já estão prontos de novo?
-Sim, senhora!
Agora os dois navios estavam paralelos.
-Então, atirar ! Fogo !
E os canhões do Black Marlin atiraram de novo, sem dar chances do outro revidar.
Uns tiros acertaram o centro do navio, bem nos canhões inimigos e outros acertaram o mastro central.
O navio inglês balançou perigosamente com os tiros , mas se estabilizou. Grande parte da tripulação faleceu no ataque.
-Bianca, encoste nosso navio no deles ! Longo Legs Laura, Vivian, Raquel, Suzanne, atirem as cordas com os ganchos !Descer pranchão!
Em um instante, o navio inimigo foi invadido e as piratas vieram com tudo.

(Por Continuar)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Episódio 13´Minissérie- As Piratas também Sonham: Kraken !





Assim que se refez, no entanto, Celine se levantou e , cheia de revolta, tomou uma atitude de coragem, na frente de todo mundo, totalmente inesperado:
-Desgraçada ! Desgraçada ! Não era isto que voc~e queria, Léa? Não era isto, sua covarde?
Soou um
“-Oooooh !Ela chamou Léa de covarde !”
E Léa ouviu. Virou as costas para ficar de frente para a menina, tremendo de nervosa!
-Como se atreve, pirralhinha, a me chamar de covarde, bebê chorão? Quer morrer, como seu maldito papagaio, é?
-Aquele papagaio salvou minha vida !Ele era melhor que você , pois fez por mim o que você nunca seria capaz de fazer !Ele enfrentou e deu a vida dele por mim !
-Ah, então você quer me enfrentar?
E sacou sua espada, com um sorriso maléfico no rosto. Estava pronta para matar a menina , desarmada, a sangue frio !
Porém, quem apareceu, e se interpôs entre as duas, foi a própria Capitã:
-Celine tem razão. Você é mesmo uma covarde  desgraçada, sua fanfarrona !Querer matar com sua espada uma criança, e desarmada  ainda por cima, a sangue frio? Sim, tem de ser muito covarde para isto mesmo !
E June sacou sua espada.
Todas as outras piratas olharam feio para Léa, até sua melhor amiga, Vívian, todas a fuzilando com olhar de reprovação.
Léa não teve coragem de enfrentar sua Capitã e o restante da tripulação. Abaixou sua espada e a guardou de volta.
-Long Legs Laura, leve-a para a popa e lhe dê um castigo, que ela merece!
Disse June, apontando para Léa.
-E agora, todas de volta a seus postos !
-Sim, senhora, Capitã !
Disseram todas.
Mas antes, delas, Celine notara que Joanna sumira.
Logo ela voltou, com uma singela e pequena caixinha de madeira nas mãos e a mostrou para a menina, com lágrimas nos olhos.
Era o caixãozinho de Anette !
Celine abraçou Joanna, emocionada e chorou nos ombros dela.Ela era uma boa amiga , afinal, e a estava sempre protegendo!
June autorizou na hora, e junto com Juliete, assistiu a colocação cuidadosa dos restos de Anette na caixinha, e ela ser fechada, e depois a tampa amarrada com uma fita colorida , com um delicado lacinho.
-Obrigada, Anette, muito obrigada, por tudo o que você passou comigo, por me divertir, me consolar , ser minha amiga, fiel, leal, companheira, você nunca me traiu, a mim, que te criei desde o ovo...e você deu sua vida por mim, para me proteger...você me alertou do perigo, e eu, burra, não entendi, mas você me avisou, por que você me ama e sempre me amou  como eu te amo, e sempre te amei, que prova maior de amor eu posso ter do que você me presentear com sua própria vida?Eu...eu nunca vou me esquecer de voc~e, Anette, nunca !E que linda e preciosa lição você me deixou, Anette, eu a aprendi, e nunca mais vou esquecer !Au revoir, mon cherie ami, au revoir...au...revoir..
Celine não conseguiu falar mais nada e jogou o caixãozinho no mar, que, por algum tempo, flutuou ao sabor das  ondas.
Celine caiu ajoelhada no chão e desfiou seu pranto.
Mais tarde, quando o almoço ficou pronto, ela não teve fome. Estava inconsolável !

(Por Continuar)