sexta-feira, 3 de março de 2017

Episódio 24-Admirer Voyages !





Mais tarde, terminado o jantar, Dina dispensou a todas para que ficassem ‘a vontade, e se dirigiu aos seus aposentos.
Quando já estava quase pegando no sono:
-Alerta vermelho ! Alerta vermelho !
Dina deu uma palminha no seu uniforme para acionar o comunicador e disse:
-O que foi agora, Irisa?
-Alerta de Intruso ! O filhote de Cuneiápode escapou de seu receptáculo e está solto pela nave, e está atacano a tripulação !
-Avise a Sasha imediatamente, Irisa, vamos ! Onde o monstrinho está agora?
-No hangar traseiro, Capitã, em meio ‘as navetas !
-Estou a caminho !Droga, não posso nem descansar direito !
Dina se vestiu correndo  e no meio do caminho achou Sasha, acompanhada de seis guardas fortemente armadas. Ela portava um fuzil lazer de grosso calibre com lança granadas iônicas acoplado.
-Vamos, não temos tempo a perder, Sasha !
-Capitã?
-Sim, Irisa?
-O Cuneiápode não está mais no hangar, foi para a Engenharia !
-Isolda ! Ah, não ! Sasha entrou em desespero!
Foi quando deram de cara com Lola, nos corredores.
-Capitã, não podemos matar o espécime ! Eu trouxe um lançador de rede de contenção de energia com escudo defletor portátil, e um novo recipiente, para que o capturemos !
-Se for necessário, teremos de mata-lo, Lola ! Mas vamos logo !
Finalmente elas chegaram na Engenharia.
Duas engenheiras auxiliares estavam mortas, e Isolda, desesperada, estava acuada em um canto .
A luta ia começar !
As oito tripulantes cercaram o pequeno animal.
Mas o que Isolda disse, espantou a todas:
-Cuidado para não acertarem os painéis de controle da Engenharia! Nem os equipamentos !
Sasha, com seu fuzil, mirava diretamente no animal, assim como suas subordinadas.
Lola preparou seu lançador de rede de energia.
Clima de tensão e expectativa !
O filhote de Cuneiápode flutuava no ar e se virou de frente para suas adversárias. Tinha seus tentáculos vermelhos expostos para fora e balançando nervosos.
-Jogue a rede, Lola !
-Sim, Capitã !
Ela apertou o botão e a rede de energia saltou na velocidade da luz.
Porém, o monstrinho foi mais rápido e se desviou.E atacou !
Uma das guardas saltou na frente de Lola e os tentáculos envolveram a cabeça dela.
Ela gritou desesperada de dor e logo se ouviu um  sinistro “crack”: eram todos os ossos do crânio da moça se quebrando, e o cérebro dela explodiu, os olhos e a língua saltaram para fora e a mandíbula também se partiu em pedacinhos.
Neste momento as demais atiraram com seus fuzis nele, e para a surpresa de todas, o ataque não surtiu  nenhum efeito!
As garotas engatilharam os lança-granadas iônicas.
-Parem, se atirarem com isto, vão explodir a Engenharia e a nave inteira junto !
Disse Isolda.
O Cuneiápode começou a sugar todo o ferro do corpo da guarda morta, e foi quando Lola viu a chance de jogar a rede de novo.
E jogou !

O Cuneiforme se desviou e foi na direção de Isolda , e Sasha imediatamente saltou na frente dela já atirando.
Como o Cuneiápode estava de frente para os tiros, desviou-se dele, e Lola novamente atirou a rede.
E desta vez, acertou !
O monstrinho ficou preso na malha de energia, que se materializou em um novo recipiente de contenção, com escudos defletores, impedindo ele de escapar.
O recipiente chocalhou muito, mas desta vez ele estava preso mesmo.
Lola recolheu o recipiente e o levou de volta a seu laboratório.
-Vo...você...você me salvou...salvou minha  vida...se...se você não tivesse saltado, eu...eu..eu estaria morta! Oh, Sasha...Sasha...você quase deu sua vida por mim...por que?Porque?
-Por que eu a amo, sua boba...eu teria tranquilamente dado minha vida por você para te proteger, se a Lola não tivesse prendido o monstrinho...
-Ai, Sasha...Sasha...desculpe, desculpe minhas grosserias com você!
E Isolda abraçou a Chefe da Segurança.

(Por Continuar)

Episódio 15-As Piratas também Sonham: O Destino do Belingerance !



Mais dias se passaram, e o aprendizado de Desirée continuava, e ela estava se saindo uma excelente pirata.
No entanto, sobreveio uma gigantesca tempestade, que exigiu muito da tripulação e o esforço para não afundar foi enorme.
Mas Bianca se revelava excelente timoneira e conseguia sempre colocar o navio de frente para as ondas enormes, e depois de uma exaustiva noite inteira de lutas, a tempestade passara.
Porém, o navio estava completamente fora de sua rota.
Na manhã seguinte, June mandou Bianca descansar e colocou outra timoneira no lugar dela.
-Capitã, onde estamos? Não parecem nossas águas de sempre...
-Também não tenho idéia, Imediata...olhe estas gaivotas, elas são de outra raça, não parecem as mesmas  dos mares que costumamos navegar...
-Terra ‘a vista !
Gritou Diana, de seu cesto de vigília.
-Obrigada, Diana !
-De nada, Capitã! Opa, estou avistando canoas ao longe?
-Canoas?
-Sim, Capitã, do tamanho do nosso bote, mas diferentes.E as pessoas nelas parecem africanas !
-Africanas/Será que fomos parar na costa da África, Juliette?
-Vai lá saber...
-Timoneira, sempre em frente, vamos conhecer estas terras !
-Sim, Capitã !
Não demorou o navio se aproximou da costa da ilha e as canoas chegaram perto.
-Mas são mulheres !
Disse Juliette.
June chegou ao costado do  lado bombordo e acenou para as nativas.
Uma delas levantou-se na sua canoa, onde mais duas estavam a remar, e com notável equilíbrio, firmou-se e gritou:
-Por favor identifiquem-se !
-Vocês falam inglês como nós?
-Sim, os ingleses tentaram nos colonizar uma vez, além de tentarem servir-se sexualmente de nós, mas foram expulsos daqui. Mas aprendemos a língua deles!
-Eu sou a Capitã June Ashton, uma pirata, e minha tripulação é inteiramente feminina !Fique despreocupada. Uma tempesatade nos tirou de nossa rota e fomos parar aqui por acidente. Não temos intenções de colonizar, enm más intenções .Desejamos apenas visita-los.
-Neste caso são bem vindas ! Vamos escolta-las ‘a nossa Rainha, Kwella !
-Muito obrigada, será uma honra ! Poderia apenas me dizer onde estamos?
-Esta é a Ilha de Zwanebebe, próxima ‘a costa do sul da África !
-Woow, fomos parar longe mesmo !
-Por favor, sigam a nós ,Capitã !
Assim, o navio aportou perto de uma das praias e foram várias viagens de bote e nas canoas das nativas para levar a tripulação quase inteira para terra. Apenas dez piratas ficaram a tomar conta do navio.
A ilha era um verdadeiro paraíso tropical, com praias verdadeiramente paradisíacas, espetaculares !Mais parecia um sonho!
As piratas foram levadas pelas guerreiras nativas até a aldeia, onde, no centro dela, pediram a elas que aguardassem até que avisassem a Rainha, e as nativas se dirigiram ‘a maior das cabanas, de fato, gigantesca.
Não demorou, e as guerreiras voltaram e escoltaram as piratas para dentro da cabana grande, onde,sentada em um trono de madeira revestida de peles de animais, estava a tão falada Rainha Kwella.
Ela era incrivelmente alta, com mais de dois metros de altura, corpo escultural e de músculos rijos,imponente e majestosa.
Ela se levantou e parecia até uma miss a desfilar na passarela, tal sua classe e elegância!
Era magra e jovem, aparentando ainda não ter chegado aos quarenta anos de idade, e usava uma coroa sobre seus cabelos negros encaracolados, que iam quase até as nádegas. Seus olhos, de um negro profundo e enigmático, tinham um olhar doce, mas determinado. E estava ornada de múltiplos colares de ouro e pedras preciosas, assim como brincos enormes.Uma figura impressionante !
June não conseguiu deixar de mormurar:
-Mas é linda !

(Por continuar)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Episódio 23-Admirer Voyages !




-Irisa, apareça !
-Olá, Capitã, ao seu dispor !
-O pessoal da Ponte vai jantar agora, então assuma o comando e qualquer coisa nos avise !
-Sim, Capitã!
-Vamos lá, meninas !
Elas desceram ao restaurante da nave, e desta vez, tanto Dina como Amber escolheram comida japonesa.
Foi então que, para a surpresa delas, Isolda apareceu.
-Sente-se conosco, Isolda !
-Pela regra 224.636/2197, Chefes de Setores não tem direito a sentar na mesa do Capitão.
-Ora, danem-se as regras, mulher !Sente conosco !Ou vou precisar te dar uma ordem?
-Se a Chefe da Segurança descobre, posso ser punida, e minha relação com ela é das mais tempestuosas, Capitã...
-Imagine, ela te ama, sua boba !Jamais iria te punir!
-Se ela não me punir, não será uma boa oficial, Capitã. Isto é perfeitamente lógico !
-O fato de ser lógico não significa necessariamente ser o correto, Isolda!
-Se está nas regras da R-KASF, é porque é correto, Capitã. Mais uma vez, lógico !
-Mas as ordens da Capitã se sobrepõem  ‘a lógica das regras, Isolda !
-Raciocínio ilógico e falso, Capitã...
-Aaaaah, este seu apego ‘as regras e ‘a lógica  me irritam !
-Sinto muito, Capitã... mas as regras são claras: só a Chefe da Segurança pode autorizar expressamente uma quebra  temporária de regras, desde que ela se responsabilize por isto !
Repentinamente, uma voz diferente foi ouvida:
-Pode ir, eu autorizo e me responsabilizo, Isolda !
A Chefe da Engenharia olhou para trás e deu um salto  de ré: era Sasha, a Chefe da Segurança!
-Sa..Sasha?
-Isto mesmo, Isolda, pode ir, eu garanto.
Finalmente Isolda se animou a ir na mesa da Capitã. Normalmente ela escolhia uma mesa distante e comia sempre sozinha. Acabou mais sendo por medo de Sasha, do que pelo esvaziamento de seus argumentos.
-Isto, finalmente, custava tanto assim fazer algo tão simples, Isolda?
-Desculpe, Capitã!
Sasha aproximou-se da mesa, saindo da soleira da porta, onde estivera até então, e disse:
-Isolda, eu não vim aqui só para me alimentar, apesar de que também estou com fome. Eu vim lhe pedir as mais humildes e sinceras desculpas pelo meu comportamento inadequado e meu assédio! Por favor, me perdoe !
Isolda estava corada e toda encolhida de vergonha, mas ainda assim, respondeu:
- Por favor, me deixe em paz, mantenha distância de mim...se você prometer, eu a perdoarei!
-Pedido aceito. Eu prometo, muito obrigada! Ah, e, por favor, não fique inventando regras que não existem como desculpas para sua timidez...eu, como Chefe da Segurança, conheço todas as regras de cor e sei que o que você mencionou não existe.Quem deve autorizar e se responsabilizar por quebras de regras não sou eu, mas a Capitã...
Isolda olhou para Dina com um olhar de cachorrinho que pede comida na mesa.
Mas Dina sorriu, e deu um tapinha nas costas dela e a abraçou de lado e disse, em tom alto e animado, alegremente:
-Aaaah, solte-se , mulher, vá !Se eu te pedi para sentar é porque eu autorizei e me responsabilizei, agora faz logo seu pedido e vamos todas comer !
Sasha, sorrindo, foi para a mesa onde estavam Dóris e Monique jantando.

(Por Continuar)