segunda-feira, 3 de abril de 2017

Episódio 48-Admirer Voyages !





Não demorou e Nádia curou o busto de Dina, que se vestiu de novo e voltou para a ponte.
Lá chegando:
-Capitã, estamos quase chegando em Junai, já !
-Que bom, Amber, vamos ver se conseguimos contato com eles e...
Mas não foi possível ela terminar de falar, pois mal Dina se sentou em sua poltrona, soou o Alerta Vermelho !
-O que aconteceu,Wendy?
-Capitã, todos os sistemas de defesa planetários de Junai se armaram e estão apontando para nós !
-Frida, levantar escudos defletores ao máximo, já !
-Sim, Capitã !
-Senhora, mensagem do Planeta Junai para a senhora !É do Marechal-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de Junai !
-Abra um canal para le !Imagem na tela, Stephanie !
-Sim, senhora !
-Aqui fala o Marechal Hatoshiro Isakawa, Marechal Supremo Comandante em Chefe das Forças Armadas do Planeta Junai !
-Olá, Marechal, aqui é a Capitã Dina Russel Janessey, da nave KSS Admirer, do Planeta Terra !Viemos para uma visita oficial e diplomática ao seu planeta !
-Admirer, recue, ou sua aproximação de nosso  Planeta será considerado um ato e uma declaração de guerra entre Junai e a Terra !Vocês não são benvindos aqui !
-Marechal, nossa intenção é pacífica, viemos em paz...
-Como vieram em paz, se destruíram milhares de nossas naves?Recuem, já disse, ou abriremos fogo !
-Marechal, nós não queremos a guerra, por favor, sejamos civilizados, vamos dialogar diplomaticamente?
-Eis aqui nossa diplomacia ! Fogo !
Os canhões de solo, gigantescos, milhares deles, atiraram seus raios lazer super potentes na nave, que foi atingida em cheio, com um estrondo !
-Frida, relatório de danos !
-Dez das um bilhão de camadas foram destruídas, Capitã. Devemos revidar?
-Não, isto só colocaria este planeta contra nós...
-Capitã, três mil naves espaciais deles estão ligando seus motores e saindo de suas bases e estações espaciais, para nos atacar!
-Iiih, mas que povo mais cabeça dura! Marechal,me ouça por favor, desculpe termos destruído suas naves, estávamos nos defendendo e defendendo o Planeta Ecchia !
-Os Aliados de Ecchia são nossos inimigos ! Rendam-se agora, ou serão destruídos!
-Capitã, a Flotilha terrestre está se deslocando para cá ! O Almirante Pulitzer está na linha !
-Ai, que droga, mais esta agora ! Abra um canal para ele !
-Capitã, que raios você pensa que está fazendo aí?A Comandante Pauline não a instruiu a não ir a Junai?
-Instruiu, mas eu deliberadamente a ignorei, Almirante !
-Como a ignorou?Onde está ela?
-Na prisão da nave, por desacato e desobediência !
-Capitãaaa !Você enlouqueceu? Prender uma agente da DEPOMIS? Você não vê que provocou uma situação de guerra?
-Não enlouqueci, Almirante, apenas me enchi daquela chata insuportável !Sua prostitutazinha está presa e bem segura ! Quanto ‘a situação aqui, deixa comigo, eu dou conta sozinha, pode deixar !
-Pode deixar, uma ova, Capitã !Uma nave terrestre foi atacada pelo planeta e isto é uma declaração de guerra! Temos de atacar os Junai agora !
-Não, Almirante, não há razão para atacarmos o Planeta, um monte de gente inocente vai morrer !
-Deixa de ser hipócrita, Capitã !Você não pensou nos milhares de Junai que você matou nos seus últimos ataques ‘as naves deles !
Dina se calou. Agora ele tinha razão...
Mas Pulitzer continuou:
-Uma frota de guerra inteira, inclusive com naves bombardeiros, está vindo para cá, para destruir o Planeta. Teremos de ir nos aguentando até lá !Levante suas armas e lute, Capitã !É uma ordem superior expressa !
Dina tinha vontade de chorar, e mal se continha, então respondeu:
-Sim, senhor, senhor...Frida, armar todos os lasers e torpedos e os direcione ao Planeta, mire nas armas deles.Aguarde minha ordem de atirar.
Poucos segundos depois, a Flotilha chegou, já com escudos levantados e armas para fora. Metade das naves mirou no planeta, a outra metade, na frota inimiga que vinha chegando.
-Frida, atirar !Fogo !
Milhares de raios e torpedos foram disparados contra o planeta, e se chocaram com os escudos defletores do planeta, que absorveram o choque, mas ficaram muito danificados.
As demais naves terrestres atiraram também.
Desta vez os escudos não suportaram e  as armas foram atingidas, assim como as cidades, num verdadeiro bombardeio.

(Por continuar)

Episódio 6- As Piratas também sonham:O Resgate de Amélie




-Muito obrigada !
-Cuidado para não molhar a cama, por favor...olha, o almoço já está pronto, e vou trazer um prato de comida para você. Eu sei que a comida de navio pirata é ruim, mas infelizmente é a única coisa que há para comer, então peço desculpas por isto.
-Tudo bem, Bes...pai, eu aguardo aqui então, não tem outro jeito mesmo...
-Vou indo lá e já volto, filha.
E lá se foi ele e dali a pouco ele voltou, com o prato de comida.
-Como vou comer com mãos acorrentadas?
-Eu , se você não se importar, vou te dar comida na boca, do mesmo jeito que se faz com uma criança.Por favor, abra a boca.
Amélie abriu.
Bestini pegou o ensopado com uma colher e a colocou na boca dela, que engoliu.
-Argh !Você tem razão, a comida de vocês é horrível !
-Desculpe, filhinha...
-Não fique triste, vamos lá, estou com fome !
E ela comeu até o fim.
Bestini tirou um pano do bolso da calça e limpou a boca dela.
-Muito obrigada, papai !
O velho pirata se derreteu todo !
“Papai” parecia ser a palavra mágica para ela conseguir tudo o que queria !

-Quer arrotar?
-Pai, deixa eu te ensinar uma coisa sobre as mulheres: meninas são bem educadas, não arrotam !
-Desculpe, filha !
Eeeh, mas que paizinho mais inexperiente , não?
Amélie brincou.
Bestini baixou os olhos:
-Desculpe...
-Deixa para lá...agora eu preciso fazer algo constrangedor, o senhor sabe, minhas necessidades líquidas...
-Entendi, entendi, seu penico está aqui, acho que as correntes alcançam para você fazer ao lado da cama.
-Sim, pai, mas...é que...é que você não pode olhar, pois terei de levantar minhas roupas, entende?
-Eu vou ficar do lado de fora, de costas para a porta, e não vou deixar ninguém entrar. Quando você terminar, é só gritar , está bem?
-Você está se saindo um bom paizinho, viu?Muito obrigada !
Ele saiu, e fez como o prometido. Dez minutos depois, ela o chamou e ele entrou e recolheu o penico.
Amélie estava visivelmente constrangida e envergonhada, mas já estava vestida.
Ele levou os dejetos para fora, os jogou ao mar e lavou o penico com suas próprias mãos, com o maior carinho.
Depois entrou de novo na cabine e o colocou ao lado da cama de novo.
-Agradecida, papai ! Agora quero dormir um pouco.
Bestini colocou os lençóis em cima dela, até o pescoço, e lhe deu um beijo carinhoso na testa.
-Durma bem, meu anjo.Tenha belos sonhos, filhinha...
Ele então saiu do quarto, e Amélie murmurou:
-Ain, Bestini é um amor ! Cuida direitinho de mim !Ai, ai...
O tempo passou, e o final da tarde estava chegando e era o cair da noite que Amélie e Bestini mais temiam.
E foi quando o Imediato bateu na porta, acordando-a.
-Oi, pode falar, pode entrar...
-Filha, aqui está seu jantar.Olha, daqui a pouco o Sol vai se por, e o Capitã irá dormir. Eu fiz de tudo para cansá-lo o mais possível, e tentarei atrasar a chegada dele o máximo que for possível também. Eu estou muito preocupado, pois eu tenho a certeza de que ele tentará alguma coisa contra você  e temo por tua integridade...não posso ser mais específico do que isto, mas creio que como você é uma menina inteligente, já entendeu...
-Entendi sim, pai, muito obrigada por seus esforços, mas infelizmente não é algo que você possa evitar,infelizmente,e e não é algo do qual você possa me proteger, e aprecio sua preocupação...
Bestini tinha os olhos marejados.
-Minha criança, você é sagrada para mim, eu não consigo pensar, não consigo imaginar, me dói tanto, ai, filha, filha, que destino cruel...
Amélie o abraçou com ternura.
-Eu estarei bem, papai, eu vou sobreviver, eu juro...
Bestini finalmente foi embora, e o sol já estava quase dando lugar ‘as estrelas, quando o Capitão chegou.
-Agora sim, agora você é minha !

(Por continuar)

Episódio 1- Minissérie- O Mundo Secreto de Kaspar Kasperger



 O Mundo Secreto de Kaspar Kaperger
(Minissérie)

Episódio 1


Alemanha, 1974:

Ah, ninguém sabia ainda o verdadeiro Kaspar Kasperger que existia dentro do Kaspar Kasperger, os dois, um público e outro privado, eram muito diferentes entre si, mas ao mesmo tempo muito iguais em muita coisa, sobretudo a Essência de Ser.
Naqueles meus saudosos tempos de menino, Kaspar viva ali, naquela pequena vila perdida no interior da Alemanha, uma cidadezinha dominada por sua Universidade, um velho conjunto de prédios em que seu pai trabalhava, perdido em meio a uma floresta de buretas, pipetas, frascos, balcões e geladeiras daquilo que na época muita gente  achava “um trabalho meio louco de cientista”.
Na verdade talvez Kaspar fosse muito mais que um simples menino, por conta do seu Mundo Secreto que ele guardava a sete chaves dentro de si, porém, não deixava de ser um menino!
-Kaaaspaaaaar ! Era o que ele ouvia sempre que ele  aprontava alguma coisa, mas seus pais sabiam sempre exatamente onde podiam  encontra-lo: na garagem de casa!
Eles achavam que ele não batia muito bem da cabeça, por ficar tanto tempo ali, de costas para eles e de frente para os carros, sentado no degrau em silêncio, com um olhar que a eles parecia perdido no nada, sozinho, isolado, parado ali por horas!
-Mas que raio de menino diferente era aquele, por que ficava todo dia daquele jeito? Porque será que ele nasceu assim?
Eles diziam um ao outro !
Na verdade isto fazia parte do seu Mundo Secreto, no entanto, numa coisa eles tinham razão: ele já nascera assim, e desde que ele se  conhecia por gente sempre foi e sempre gostou de ser assim, aquele menino obstinadamente diferente, recusando-se terminantemente a ser como todos os outros, inconvencível !
Aquela parecia uma manhã de domingo como tantas outras, e ele desceu as escadas e tomou o café da manhã correndo e foi direto para a garagem, como ele sempre fazia.
Lá ele entrava no seu Mundo Secreto e lá ele se divertia!
Naquelas dependências ficavam dois automóveis Mercedes: uma 450 SEL 6.9, verde e uma perua 280TE, marrom.
Às vezes eles ficavam para fora da garagem, no jardim, onde dava para ver os carros dos vizinhos , estacionados dos lados de minha casa.
E ele sempre teve fascinação por automóveis desde a mais tenra idade, era uma fixação, eu colecionava revistas de carros, tinha uma coleção de carrinhos de ferro, e sabia tudo sobre eles, detalhes técnicos que muito adulto nem tinha idéia, ou não se interessava em saber. Uma das coisas que ele mais adorava era percorrer as ruas da vizinhança, olhando os carros que estavam estacionados e os que  andavam por ali.
Naquele dia, como sempre, ele se sentou no degrau da soleira que separava a cozinha da garagem, e começou o seu ritualzinho diário:
- Bom dia, Bigodão !
-Ow, bom dia, Kaspar! Está um lindo dia hoje, não?
Ele olhava o 450 SEL 6.9 e o identificava com um senhor de fartos bigodes, pois ele tinha, logo acima do para choques, umas lâminas de metal com borracha, que ele chamava de sobre para choques, que pareciam bigodes do lado da boca, ou seja, da grade, e abaixo dos olhos(faróis).
-Bom dia, Teresa!
Ele agora falava com a 280TE. Ele a chamava de Teresa, por que ela tinha as letras T e E no nome e porque um dia ele assistiu um filme que tinha uma moça extraordinariamente bonita que se chamava Teresa. Como era um nome muito diferente dos tradicionais alemães, ele gostou dele e quando a perua chegou, logo a chamou de Teresa.
-Bom dia, Kaspar, como você está bonito hoje !
-Obrigado, Teresa, você é muito gentil !
-Eh, rapazinho, alto lá ou eu vou ficar com ciúmes! Ela é minha esposa !
-Deixa de ser bobo, meu bem, ele é só um menino, não está vendo? E ele não é carro como nós!
-É verdade, é verdade, criei uma situação meio constrangedora, desculpe, Kaspar!
Kaspar riu e respondeu:
-Imagine, Bigodão, fica tranquilo!
-Obrigado. bom, e aí, Kaspar, quais são as suas novidades de hoje?
Ele ia responder, mas o vizinho da esquerda tirou seu BMW da garagem e o deixou estacionado no jardim, próximos dos seus carros.
É, na verdade eram dos seus pais, mas ele os considerava seus, pois eram seus amigos de quem ele gostava muito!
-Ah, mas tinha que aparecer este bendito dentuço convencido !
Disse Bigodão, contrariado, com desprezo.
Kaspar chamava os BMW de dentuços por que sua grade parecia dois dentes incisivos salientes no meio da boca.
-Ah, qual é, ô, do bigode? Convencido é você, com esta estrela enfiada no nariz, mais parece um nariz empinado!

(Por continuar)