quarta-feira, 4 de julho de 2018

Episódio 31- Sensibilidade de Viver: Gestação



Lune ao chegar na universidade estava melhor do que na noite anterior, mas preocupada...conseguiria ela seguir o conselho do marido e se recuperar de seu trauma e não se abalar com as pressões?
Outro dia muito pesado, no entanto, esperava por ela:
A fofoca de que ela recebera uma baita bronca da Diretora já corria a Universidade inteira, inclusive todo o conteúdo da reunião, e, claro, suas inimigas aumentaram em muito este conteúdo para pior.
Assim que entrou na sala dos professores, os olhares tortos, as risadinhas maldosas e os cochichos e murmúrios se alastraram no recinto.
Nagisa logo chegou com outra provocação:
-E aí, bebê, já levou bronca da mamãe ontem?As chineladas doeram/Mostra seu traseiro sujo para a gente ver as marcas...
-Não houve bronca nenhuma, a Diretora não é minha mãe, é só uma corrupta como vocês,e chineladas são invenção sua, e se insistir em me provocar, te processo por calúnia e difamação !
-Ih, olhem só, a boneca criancinha mimada bebê chorão está bravinha!Não adianta espernear, neném, nós é que temos o Poder, você não tem!
-Ah, não tenho? Está a fim de apanhar de novo?
-Não se atreva a levantar a mão para mim, sua vagabunda ! Está afim de perder seu emprego, é?
-Vagabunda é você, que fica fazendo provocações gratuitas ao invés de trabalhar , atrasando as outras !E não, não estou nem aí com perder o emprego, será bom deixar este antro só para te dar a surra que você merece !Toma !
-SPLAAAAFT !
Lune deu um enorme tapanão em Nagisa!
-Ora, sua...
Sua inimiga lhe disse, furiosa, e desta vez ela reagiu e as duas se engalfinharam feio com chutes, socos, unhadas e mordidas.
-Eu vou contar para a Diretora ! Você vai perder seu emprego !Nós temos o Poder, você não !
Disse outra professora.
-Eu não estou nem aí, não ligo a mínima para este maldito emprego, pombas !
Rugiu Lune para ela.
-Ah, claro que não, você é a única madame aqui que chega de Mercedes,deve ser filhinha de papai riquinha e mimada, não sei o que você está fazendo aqui !
Respondeu outra colega.
-Não sou madame, nem filhinha de papai riquinha , nem mimada, mas eu tenho Poder sim!Sabem com que que sou casada? Com o filho e herdeiro das Indústrias Soryu, Takeo Soryu, está na minha certidão de casamento, aqui, ó ! E posso pagar advogados bem mais caro que a Diretora, e se quiser, peço para meu sogro comprar de vez esta espelunca , e despedir todas vocês ! E aí, quem tem o Poder agora,vadias imprestáveis?
Agora todas se calaram, inclusive a colega que Lune  segurava pela gola.
Ela largou a colega, depois de deixar Nagisa cheia de hematomas, já que a tinha espancado sem dó nem piedade, colocando para fora toda a raiva e fúria que represava deste a tarde anterior.
Diante do silêncio e dos olhares de medo das  colegas, Lune se sentiu aliviada e muito mais tranquila: a raiva passou, o nervosismo também, e ela foi para a classe dar sua aula.
Claro que as colegas dela foram direto se queixar para a Diretora, que estava pronta a chamar Lune para uma demissão sumária, quando soube com quem Lune era casada e quão poderoso era seu sogro.
Ela, diante da sua panelinha de fofoqueiras e promotoras de intrigas, colocou as mãos no rosto, e disse:
-Não podemos demití-la, ou a coisa vai ficar feia para nós, e o sogro dela pode perfeitamente arruinar esta universidade.Temos de arrumar outra maneira de puni-la e de fazê-la sofrer...eu vou pensar em alguma coisa, mas por enquanto, teremos de aturar as loucuras dela!Apenas nunca se esqueçam: ela é nossa inimiga, mas não devemos subestimá-la !
Enquanto isto, Lune estava tranquila, dando sua aula.
Nem lhe passava pela sua cabeça que estava grávida, e se arriscou muito brigando fisicamente daquele jeito.Por sorte, a gestação ainda estava muito no começo, mas poderia ter sido grave. No entanto, nem ela mesma sabia de onde tirara tanta força para ferir tanto sua oponente, que teve de ir para a enfermaria da Universidade e acabou perdendo um dia inteiro de aulas.O ódio, no entanto , crescia em Nagisa, e ela era uma verdadeira usina geradora de boatos e fofocas das mais cruéis possíveis, e já preparava um monte para Lune.
Por sorte, ninguém na Universidade sabia ainda que Lune estava grávida !
No intervalo, ela recebeu os olhares tortos de preconceito e desprezo de suas colegas, e pior, ela notava agora: tais professoras estavam fazendo a cabeça de seus alunos contra ela!
Depois do intervalo, outra colega dela, ao entrar  na sala 1-C, percebeu um cochicho entre as alunas.
-Posso saber o que vocês três estão cochichando?
-É que o Sato-san é apaixonado pela Lune-sensei, sensei, e até tentou pedir ela em namoro, mas ela o recusou, por que é casada !
-Huuum...sei, sei...
Disse a Professora , com um brilho nos olhos.
No fim do expediente, ela correu a contar para a as colegas o que ficou sabendo, e para a Diretora também, e esta viu nisto, uma excelente oportunidade para fazer uma campanha de desqualificação contra Lune:
-Muito bem, esta informação foi muito importante, Hayose-san...vamos, com base nisto, agir em várias frente: primeiro: vamos espalhar um boato de que Lune-kouhai está tendo um caso com este aluno e de que ela já abriu as pernas para ele. Vamos inventar que ela aceitou ele em namoro e está traindo o marido dela com ele, vamos dizer que ela o leva todas as tardes para o almoxarifado do Ginásio e que transa com ele todo fim de expediente, e que o leva ao Motoel todo fim de semana ! Vamos fazer montagens fotográficas dela nua com ele, e mandar para o celular dela ! Melhor ainda, vamos descobrir o número dos celulares do marido e do sogro dela, e mandar as fotos pornográficas falsas dela para os celulares do marido e do sogro dela, e para a polícia também, falando que ela é pedófila e transa com menores de idade !Vamos ferrar de vez com a vida desta infeliz, que ousa nos desafiar !
Hayose vibrou com o novo plano e no final do expediente, começou a espalhar os boatos para  a universidade inteira, inclusive para os alunos e as alunas !
Tempos problemáticos esperariam por Lune a partir do dia seguinte !

(Por Continuar)

terça-feira, 3 de julho de 2018

Episódio 292-Admirer Voyages !


 A Admirer e a Exploiter já estavam longe da Regency, sendo que a Exploiter ia na frente, já que saíra de órbita antes.
Foi quando, naquela noite, na Admirer, uma mensagem de socorro doi recebida:
-Capitã, acabei de receber um chamado de socorro de um transpacial que está bem próximo de nós,é uma nave da Classe Prestige, pertencente ‘a Giant Spacelines , o Capitão quer falar com a senhora!
-Na tela, Stephanie !
-Olá, boa noite, Capitã, aqui quem fala é o Capitão  Archibald Anchor, da  nave transpacial civil KCS- COnfortable- E, Classe Prestige, da Giant Spacelines !
-Boa noite, Capitão, aqui é a Capitã Dina Russel Janessey, da nave de reconhecimento militar, equivalente ‘a cruzador médio KSS Admirer em que posso ajuda-lo?
-Então, Capitã, tivemos seríssimos problemas técnicos em nossa nave, que se encontra ‘a deriva, com motores de dobra e ZARP inoperantes, que nosso engenheiro não pôde  resolver, pois houve um vazamento de radiação atômica dentro da Engenharia e ele e todos os engenheiros morreram lá dentro, pois selaram a Engenharia para a radiação não tomar toda a nave! Mas não sabemos até quando o selo vai suportar, e pior, estamos transportando cerca de mil crianças a bordo, em uma excursão escolar  ao Planeta Splendia !
-Puxa, mas  então vocês estão muito fora da rota, o Planeta Splendia fica  quatro mil anos luz daqui na direção oeste !
-Sim, a explosão na engenharia danificou nosso sitema navegacional também !
-Entendi, nós vamos ajuda-los sim, claro!Vocês está a apenas dois anos luz daqui, chegaremos em um instantinho ! Mandarei para aí minha equipe da Engenharia !
-Muito obrigado, Capitã ! Capitão Archibald desligando!
-Estamos a dois minutos de distância para estarmos dentro do alcance de nosso teletransporte, e três minutos de obter contato visual no alcance máximo de zoom de nossa câmara frontal !
-O que não nos deixa muito tempo, Amber ! Stephanie, chame a Isolda e peça a ela para reunir suas melhores engenheiras e irem todas para a sala de teletransporte agora ! Depois avise a Francesca , para teletransportar a equipe para a  KCS Confortable !
-Sim , senhora !
Não demorou, e a Admirer saiu da velocidade ZARP e parou na frente da grande nave civil transpacial de 704 metros de comprimento.
-Stephanie, por favor avise o Capitão Archibald que já chegamos e estamos enviando nossos engenheiros !
Ela obedeceu imediatamente, e segundos depois disse:
-Eles estão agradecendo e disseram que estão com o teletransporte prontoCapitã !
-Que bom,diga a ele que agradecemos também.
-Tem alguma coisa estranha nesta nave, Capitã...como uma nave destas, bem maior que a nossa, foi dar um problema tão grave destes assim do nada?
-Ah, deixe de ser desconfiada, Amber, acidentes acontecem...
-Sei, sei...
Não demorou muito, Stephanie recebeu uma chamada de Isolda, que ela repassou para sua Capitã, que a atendeu rápido:
-Pode falar, Isolda !
-Capitã, para a maior segurança das crianças, já que vou ter de abrir o lacre deles, recomendo que todas as crianças e toda a tripulação da Confortable seja evacuada para nossa nave, e recomendo que fiquemos a pelo menos um dia- luz de distância deles, por precaução!
-Mas são mil crianças e mais trocentos adultos, não dá para teletransportarmos tanta gente de uma só vez...
-Teremos de usar as navetas e procurar transportar o máximo possível em todas elas, até completar, só com a nave vazia vou poder abrir o lacre !Ah, e peça para a tonta da Francesca para me enviar trajes anti-radiação também , quatro !
Dina suspirou e depois respondeu:
-Tudo bem, faremos assim então, pedirei sim !Sua Capitã, desligando ! Amber, por favor, engarregue-se desta operação e organize tudo para mim !Dóris, reverta os motores de dobra, um quarto de ré, por favor !
-Sim, Capitã!
Responderam as duas citadas.
A nave se afastou da outra, e a operação, complexa começou.
Na Confortable, as professoras colocavam as crianças nas navetas, superlotando-as, e navetas da Admirer também chegavam para complementar as do transpacial.
O vai e vem de quase trinta navetas levou mais de duas horas para completar a transferência. Sasha ficou encarregada de vigiar e orientar as crianças para que não fossem em áreas restritas da nave. A “Guia Turística” da nave ficou sendo Irisa, que se divertia falando da nave para as crianças, explicando tudo o que podia ser explicado.
Ela nem notou, mas dentre as crianças havia um garoto que não tirava os olhos dela o tempo todo,Terry.
O conserto da nave civil levou seis horas, para a alegria da criançada e tristeza das professoras, já que não havia acomodações para tanta gente, e civis não podem ficar como passageiros em naves militares sem altos consentimentos.No entanto, um generoso jantar foi servido a todos.

(Por Continuar)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Episódio 30- Sensibilidade de Viver:Gestação



Lune chegou em seu apartamento se sentindo péssima!
Um vazio e uma consternação traumática tomavam conta dela, sem falar no cortante sentimento de culpa por não ter reagido ‘a altura na hora e não ter tido reação.
Aquela paralização não era do feitio dela,, então, por que não teve coragem de reagir, se reagia contra muito mais gente, algumas destas pessoas bem perigosas, como Kotomi.
Teria ela virado uma covarde?
Ela se cobrava que deveria ter agido com fúria na hora e sentia raiva de si mesma, não se conseguia perdoar!
Ela se deitou na cama e começou a chorar copiosamente, com desespero, e tinha a incerteza, a dúvida, se iria aguentar aquela pressão e aquele ambiente opressor que a reprimia.Ela não sabia se não pedia as contas, se não ia parecer fraca, ou mesmo se não teria parecido fraca na frente da Diretora, e ao mesmo tempo, um sentimento de frustração e impotência lhe atravessavam a alma como uma lança em brasa!
A dor era demais para aguentar sozinha e ela tinha de colocar tudo aquilo para fora, urgente-Ah, como sua amiga Rina, já falecida, fazia-lhe falta nestas horas !
Foi em meio a este turbilhão que Takeo chegou em casa.
Lune ouviu o bater da porta, e , instintivamente, correu para ele como louca e o abraçou com uma força sobre humana.
-Amor, o que aconteceu?Por que está assim?
Perguntou o marido dela, abraçando-a também.
Lune descarregou sua cacheira  de lágrimas no ombro dele, que, sem entender nada, acariciou seus cabelos e suas costas com carinho, e aos poucos ela foi se acalmando.
Os dois se sentaram no sofá da sala e só então Lune contou todo o ocorrido no trabalho e tudo o que estava sentindo.
-Anjinho, meu anjinho, calma,meu bem, estou aqui com você...puxa, que barra pesada você passou...fica assim não, querida, não se culpe, olha, existe muita gente muito cruel e insensível no mundo, e esta é a realidade, o trabalho...tem sua parte bacana, mas é estressante e algumas vezes humilhante também...eu sei que você agiu contra  a sua Natureza, mas a imprevisibilidade das pessoas, as surpresas, muitas vezes nos pegam desprevenidos, e ficamos sem saber por que agimos assim diante de alguém ou de alguma situação muito ruim...a Diretora foi muito insensível e cruel com você, e pessoas que pensam como ela não são boas pessoas, tem prazer em serem cruéis e fazerem sofrer, mas, sabe anjo, pessoas muito autoritárias assim são também dependentes, elas precisam desesperadamente  se sentirem obedecidas, e precisam sentir as demais pessoas humilhadas, subjugadas a elas, se elas não tiverem a quem mandar, elas ficam histéricas, furiosas- e aí, perdem a autoridade, a moral e se colocam numa posição de inferioridade, onde podem ser combatidas.Então, meu bem, olhe nos meus olhos...
Lune olhou e ele continuou:
-Não se curve a ela, não a obedeça! Desafie-a ! Mostre a ela que você não se abateu, reagiu,Não deixe de ser a você mesma por causa dela, afinal, esta não é a única universidade desta cidade. Desafie abertamente a autoridade dela trabalhando do jeito que você quer, se comportando como você, e descobrirá que ela blefou. Ela não vai querer te demitir, pois senão, ela perde a oportunidade de tentar te domar, te dominar, te controlar, então, você não deve ser do jeito que ela quer, mas do seu próprio jeito, e faça isto com orgulho! Se for demitida, você procura outro emprego,mas ao menos você deu o troco, e sempre é hora de mostrar as outras pessoas quem você realmente é!Eu confio em voc~e, querida, tenho certeza que consegue !
Tudo o que Lune conseguiu responder foi:
-Obrigada...
Takeo deu-lhe um beijo na testa.
-Procure se distrair, descansar, por hoje, minha amada. Você passou por um stress e um trauma muito fortes hoje, mas amanhã você irá se sentir melhor. E eu estarei sempre ao teu lado para te apoiar, te ajudar, e te dar todo o amor e carinho de que você precisa, pois você é o que há de mais precioso para mim e minha vida!
Lune esboçou um fraco e desengonçado sorriso, todo torto ao olhar pare ele novamente.
Para quebrar o gelo, ela lembrou:
-Ih, eu esqueci de passar na loja de  kombinis congelados na volta hoje, ficamos sem jantar !
-Aaaah, ficamos não, minha querida...eu passei lá e comprei para um mês inteiro, está tudo ali, em cima da mesa da sala !
-Oh, Takeo-kun, você é mesmo um doce...muito obrigada...
-Fique aqui no sofá descansando um pouco, doçura, eu vou guardar os congelados e providenciar nosso jantar !
Diligentemente , Takeo correu a guardar tudo e deixar o kombini do dia separado, para depois esquentá-lo no micro-ondas, enquanto arrumava a mesa.
Em poucos minutos estava tudo pronto.
Ele então chegou na frente de Lune, ajoelhou-se e a carregou nos braços como uma princesa e delicadamente a colocou sentada na cadeira.
Ele então acariciou seu rosto com carinho e beijou-lhe a testa e as bochechas com ternura e cuidado , e sentou-se também, para servi-la.
Lune estava encantada com tantos mimos e tanto carinho !
Mas ainda não estava legal e sua postura denotava isto: coluna vergada para a frente, cabeça baixa, olhos baixos, ombros caídos.
A vontade de Takeo era abraça-la e beijá-la sem cessar, inundando-a de carinhos e carícias, mas ele sentiu que ela precisava de um tempo para ela e então a deixou quieta.
Ela ficou silenciosa durante o jantar, depois, ao contrário do que de costume, não quis tomar banho, e foi dormir bem mais cedo que o normal, logo depois do jantar.Nem mesmo de roupa se trocou. Ficou com a calça social , a camisa social e o terninho, e até o sutiã, que costumava tirar, deixou. Apenas afrouxou a cinta, deixou a calça aberta e folgada, e desabotoou o terninho e a blusa, sem se importar com a lingerie aparecendo.E ficou com as meias, embora tenha tirado os sapatos.
Dormiu rapidamente, enquanto  Takeo a olhava, preocupado.
Quando ele percebeu que ela j´´a até roncava, saiu do quarto e foi ao outro quarto ficar no computador.
Algumas horas depois, foi dormir também, mas se virou do lado contrario e ficou de costas para ela, para não incomodá-la e não sentir desejo por ela, pois ele sabia: naquela noite, ela iria querer tudo, menos sexo !

 No dia seguinte,Takeo acordara antes dela, e deixara o café da manhã prontinho.
Na verdade, dormira pouco e mal, preocupado com sua esposa, então acordara bem antes do que de costume-tão cedo, que ainda estava escuro lá fora !
Finalmente Lune acordou, e já estava tudo pronto.
Ela tomou o café da manhã ainda em silêncio, pensativa, e tirou as roupas com que dormira , do corpo e as colocou no cesto de roupas sujas, na área de serviço, e , completamente nua, passou por Takeo sem dizer palavra, enquanto ele colocava a louça para lavar.
Ela foi direto ao banheiro e iniciou seu banho.
Foi quando percebeu: Takeo já tinha deixado toalhas e tapetinho novos e limpos no banheiro e preparado tudo para seu banho!
Ao terminar de se lavar, se enxugou, enquanto Takeo recolhia a roupa suja dele e  guardava a limpa  no armário.
Uma coisa chamou a atenção de Lune: pela primeira vez, não percebia no marido aquele olhar tarado para o corpo dela nú. Parecia que já tinha se acostumado e já não lhe chamava mais a atenção.
Aquilo lhe causou uma estranha sensação: sentia falta de se sentir desejada, e se perguntava se ele teria perdido o interesse sexual nela.
Ele então foi tomar banho, enquanto ela deixara suas roupas, que escolhera, prontas em cima da cama. Mas ainda não se vestiu.
Quando ele saiu do banho, ela estava sentada na beirada da cama, de costas para ele, ainda nua em pelo.
Ele estranhou, pois ela não costumava ficar tanto tempo sem roupas.
-Querido?
Disse ela, se virando para ele, levantando da cama e ficando bem na frente dele, no exato momento em que ele ainda não tinha vestido nada;
-Sim, amor?
-Olhe para a minha virilha...você acha que já está na hora de depilá-la?
-Ah, anjo, isto é você quem tem de decidir... se quiser depilar, ótimo, se não, tudo bem também...
-Por que  comigo nua na sua frente, você não se excitou ainda? Você perdeu o interesse em mim?
Takeo ficou sem graça diante da armadilha emocional. Se ele não se pronunciasse inteligentemente, ele sabia que a próxima pergunta dela seria se ele ainda a amava ou se tinha deixado de amar a ela. Mas ao mesmo tempo, não podia correr o risco de agarrá-la e tentar fazer amor com ela, pois aí ela acharia que só o corpo dela interessava a ele,e que na verdade, ele não a amaria.Afinal, ele sabia como ela era !
-Claro que eu tenho interesse em ti, minha amada, mas tudo tem a sua hora certa,e eu estou me disciplinando para respeitá-la e não pautar nosso relacionamento apenas no sexo. Mas isto também é uma forma de demonstrar amor !
Ela pareceu não ter aceitado isto muito bem, o que o deixou inseguro.
Ainda com uma pose meio depressiva, ela se aproximou dele em silêncio e o abraçou, e os dois corpos nus se tocaram e se roçaram, e ela colocou o rosto no ombro dele. Tudo indicava que ela fosse chorar.
Entretanto, ela começou a esfregar o corpo dela no dele e aproximou-se ainda mais, até que as virilhas se encontrassem e roçassem uma na outra.Os seios dela se comprimiram forte junto ao peito dele.
Agora sim, Takeo não suportou mais e se excitou- e ela sentiu isto, e só então se desligou do abraço, olhando para a virilha dele para ter certeza de que ela o tinha excitado sexualmente.
-Obrigada, fofo. Agora precisamos nos trocar para irmos trabalhar !
Ambos se trocaram, se arrumaram e cada um pegou na garagem seu próprio carro e cada um foi para seu próprio trabalho, despedindo-se antes com um simples selinho.

(Por Continuar)