domingo, 13 de dezembro de 2020

Episódio 16 (Minissérie)- Glória de Aço: Inquisição !

 O dia seguinte chegou. Sandrine bateu a porta do quarto  de ‘Agatha, que, preguiçosa, ainda estava deitada na cama.

-Bom dia, Majestade !

Bom dia, senhora !

-A festa ontem foi tão animada, tanta gente nos pátios do Castelo !

-Foi mesmo, Sandrine, acabei indo dormir tarde, por isto só acordei agora...

-A senhora é Rainha, não precisa dar explicações a ninguém !

-Eu já fui do povo antes, Sandrine, não esqueço minhas origens humildes, talvez por isto, por detrás dos gracejos dos vassalos e cortesãos, estão a ira e a inveja deles...mas então, ontem fui dormir cedo, depois me lembrei da festa, consegui me levantar e me arrumar a tempo e ir comemorar um pouco com eles, mas não aguentei ficar muito tempo, estava exausta...

-Eu entendo, Majestade, a senhora não quer dormir mais um pouco então?

 

-Já amanheceu, e eu não consigo dormir de dia, minha amiga. Depois, agora cedo tem a sua sagração como Baronesa, lembra?

-Jura, Majestade?Achei que fosse só uma promessa vazia, que vossa majestade iria esquecer com o tempo...

-Eu sempre cumpro minhas promessas e só prometo o que posso cumprir.Me ajude a me trocar, por favor !

 

-Pois não, Majestade; agora, fiquei curiosa: por que vossa majestade dorme nua na cama?

-Tenho o costume desde criança. Roupas me embaraçam e incomodam na hora de dormir, não gosto !

-Entendi, Majestade !

Um bom tempo depois, ‘Agatha já estava pronta, com seu vestido volumoso.

A coroa almofadada  e pesada, de ouro maciço, com pedras preciosas ela mesma colocou na cabeça.

-Vamos indo, Sandrine !

Sim, Majestade.

‘Agatha tomou seu café da manhã na sala de jantar, enquanto Sandrine se alimentou numa mesa na cozinha, junto com as demais serviçais.

Terminado o desjejum, ‘Agatha ordenou que Sandrine fosse se arrumar, e várias Aias acompanharam a ela ao quarto para prepara-la, enquanto outras acompanharam ‘Agatha ‘a sala do Trono, onde iniciou sua sessão de atendimento ao povo, sob o som das trombetas reais que anunciaram sua chegada.

O povo se curvou respeitosamente diante dela, enquanto ela se sentava no duro e desconfortável trono de ouro maciço.

Depois de duas horas de atendimento popular, as trombetas soaram de novo: era Sandrine chegando, acompanhada de Aias, toda linda e enfeitada, em um belíssimo vestido, presente real.

-Sandrine Sagasse, aproxime-se do trono!

Ela se ajoelhou diante do trono, de cabeça curvada.

Uma Aia trouxe uma coroa de louros prateada em cima de uma almofada.

-Eu, Rainha ‘AgathaI, de SilverLand, a recebo na minha Coorte como Nobre, Sandrine, Sagace!

E ‘Agatha ficou de pé diante dela, e sacou a legendária e poderosa Espada Sagrada de Exfalligur.

-Que recebas agora a graça da Glória de Aço, e que as Fadas a Abençoem, eu a sagro agora, Sandrine Sagace, como Baronesa de Sagace !Receba, pois, a concessão de terras, e o Castelete de Volaux, doravante nomeado Castelete do Baronato de Sagasse, onde , de hoje em dia, tua família morará!Povo, meu povo querido e amado, saúdem a nossa nova Baronesa !

Bradou ‘Agatha, tocando com a ponta da Espada em cada um dos ombros de Sandrine e no alto da cabeça dela. Ela então beijou a lâmina da Espada, que brilhou intensa.

Palmas e apupos irromperam na multidão!

-Doravante, ó povo,  tratarão a nova baronesa por “Sua Excelência”

O povo novamente aplaudiu as palavras de ‘Agatha.

O gesto de ajoelhar e beijar a Espada no cerimonial não era a toa, mas premeditado: simbolizava a submissão dos Nobres ‘a Coroa Real, e o fato de  Sandrine receber o título de Baronesa, mas permanecer Aia, servindo a Rainha, era outra forma de dar um recado aos nobres do feudo, de quem realmente mandava ali, e de a quem tinham de se submeter sem questionar.

 

(Por Continuar)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Episódio 58-Sensibilidade de Viver:Adendos Finais !

 _Mas você não me respondeu, senhor machão garanhão: Fosse nossa filha um menino, você se preocuparia em querer protegê-lo?

Takeo desceu os olhos e a cabeça, envergonhado e murmurou:

-Não...

-Takeo Soryu, você tem muito o que se desconstruir!

-Desculpe...

-Agora que acabamos com esta insanidade, vamos debater  seriamente, objetivamente?

-Sim, querida.

-Qual atitude tomaremos diante desta situação?

-Benzinho, acho que a gente se opor é pior. Já que é um namorico inocente, deixemos continuar.

-E se ela se frustrar? E se ela sofrer?E se ela se desiludir?

-É uma experiência de vida que poderá ensinar muito a ela, e que ela poderá aproveitar pela vida toda dela. Ao menos gerará lembranças felizes dela enquanto tiverem convivido, enquanto durar. Eu sei que você como mãe, assim como eu como pai, mas mais profundamente você, por que mãe , ser mãe é algo tão profundo e especial, não quer ver e não suporta ver nossa filha sofrer, mas...

-Certos sofrimentos são necessários, ninguém amadurece sem sofrer, você sempre me disse isto !

-Exato, Lune-san, é por aí, estamos em boa sintonia um com o outro, afinados.

-Tudo bem, deixaremos como está então. Mas apesar de este namoro ser um namorico inocente, que não vai gerar intimidade alguma, não obstante isto, eu acho que é chegada a hora da Rina-chan começar a ter uma educação sexual...

-Quem vai falar das abelhinhas e cegonhas para ela, amor?

-Isto não é educação sexual, isto é enganar, iludir a criança !Temos de falar a verdade para ela ! Ela não é boba !

-Acho melhor você explicar para ela, amor, eu ficaria muito constrangido, sem graça, sem jeito...

-Mas eu não fico. Sexualidade não tem nada demais, não vamos ensinar pornografia para ela, é educação sexual apenas, pois ela aprender na rua com amigas e amigos um dia será pior !Pode deixar, então eu explico para ela!

A expressão de alívio no rosto de Takeo foi intensa !

-Tudo bem, então...

-Ah, quando o menino vier aqui visita-la, nada de querer dar conselhos ou avisos, ameaças subliminares, etc, a ele, entendeu? Conheço muito bem este corporativismo masculino, vocês são terríveis !

-Fique tranquila, amor...

-Só acredito vendo...pfff !

Nisto, Rina apareceu de repente:

-Papai, me conta uma historinha para eu poder dormir?

-Claro, filha, vamos ao seu quarto então...

-Ó, o senhor precisa tirar o berço do meu quarto ! Já está muito lotado e eu não sou mais bebê!

-Tudo bem, filha, tudo bem...

Lune acompanhou os dois com os olhos, enternecida.

Havia uma pontinha de desilusão pela menina ter pedido ao pai e não a ela para contar histórias ao pé da cama, mas ela confiava muito no marido e sabia que ele sabia fazer isto bem.

Takeo foi com a filha até o quarto dela, e ela se deitou na cama dela. Ele puxou as cobertas para cobri-la com delicadeza, deixando só a cabeça dela para fora. Ele se sentou na beirada da lateral esquerda da cama , fez um cafuné nos cabelos dela, pegou o livro no criado mudo, e começou a ler para ela:

-“A Menina dos Mil Encantos”: Ali eram as montanhas, e repletas de verde elas estavam.

Era naquele ambiente de maravilhosa paisagem, que vivia uma garotinha muito especial...

Logo Rina estava dormindo, e não deu tempo nem de ler a primeira página inteira.

Takeo deu um beijinho na testa dela, saiu do quarto e, ainda na soleira, apagou a luz e fechou a porta do quarto.

-Fiquei te observando, encantada, meu marido...você é tão carinhoso com nossa filha...

-Ela merece, não , amor? É a nossa filha, o que temos de mais precioso ...

-Não tem como eu discordar de você desta vez...haaam...vamos parar de conversar no corredor e...

Lune agarrou o pulso direito dele e colocou a mão dele no seio esquerdo dela, e com a mão dela, fez ele apertar o seio dela, com um olhar super sensual, cheio de desejo.

Ele imediatamente a beijou na boca e a abraçou,afundando suas mãos nas nádegas dela, que colocou seus pés em cima dos pés dele, e o fez leva-la deste jeito até o quarto do casal.

Assim que a porta se fechou, os dois se desnudaram, se deitaram e o sexo começou, em um frêmito mútuo de libido incontido.

 

 

(Por Continuar)

Episódio 96- Admirer Voyages:Peregrine!

 


Valéria saiu presa do recinto e foi recolhida as celas do departamento de segurança da Estação espacial.

Foram dois anos  que pareceram vinte, para ela, de tanto que demoraram a passar na ótica dela.

Durante este período, ela teve a humilhação de ter sido transferida para o Planeta Prisional e ter de viajar durante esta transferência, em uma nave Classe Alcatraz, aquela em que ninguém queria ter de ir como prisioneiro(a).

Lá passou um ano e oito meses dos dois anos de sua pena, mourejando em uma depressão crônica, e várias foram as tentativas fracassadas de suicídio.

Mas , por fim, a penitência de sua pena terminou, no dia seguinte ao término de sua punição.

Agora livre novamente, tinha de sair logo daquele horrível planeta presídio.

Recebeu um uniforme de comandante, ainda sem as insígnias de área de atuação, um uniforme que ela odiava ter de vestir, e que só não odiava mais do que o uniforme de presidiária: como todos os uniformes do Império, era na maior parte branco, com a faixa central lilás.

Foi-lhe informado que, claro, naves classe Alcatraz não podem transportou quem já cumpriu pena, mas que era muito raro naves militares aportarem ali.Teria de sair dali em uma nave de carga, das que faziam abastecimento do Planeta Prisional.

O problema era o de que ela, por ter recém saído da prisão, não ter dinheiro para pagar sua passagem.

Ela soube que uma  velha nave de carga classe Achilles estava em órbita, e iria partir em três horas, e que sua capitã estava tomando uns drinques em um bar não muito distante da porta do presídio, na Vila Prisional.

Ela para lá foi a pé e entrou no bar e conseguiu encontrar a Capitã, Walda Welch.

Ela lhe explicou sua situação e pediu que a levasse a qualquer planeta colonizado que tivesse no caminho de sua próxima missão, e explicou que não tinha dinheiro.

A Capitã, depois dos drinques que tomara, estava já meio alta.

-Muito bem, senhorita Soleil, o que me oferece então, como passagem?

-Eu já fui capitã de corveta e fragata, tenho experiência em pilotagem, navegação, engenharia, sensores...

-Eu preciso de uma nova estivadora, tem experiência em carregar peso? Sabe manejar cargas ou só mandou as outras carregarem?Sinto dizer , moça, mas se quiser recomeçar sua carreira, vai ter de ser humilde e recomeçar de baixo...

-No início de minha carreira, quando eu era Aspirante eu trabalhei no setor de cargas de uma nave de carga militar, senhora...

-Muito bem, então se quiser ir comigo, terá de esquecer este uniforme de Comandante e vestir um de Aspirante novamente enquanto durar a viagem.Esta é a sua chance! Quer aproveitá-la ou não?

-Sim, Capitã, eu aceito e humildemente agradeço !

-Muito bem, creio que já terminei por aqui. Vou pagar a conta e você subirá comigo para a CSS Tortoise- K, a minha velha nave !

-Agradecida, Capitã, muito agradecida !

A Capitã Welsh pagou a conta e levou seu corpo obeso e já arqueado por seus quase setenta anos de idade, para fora do bar, onde tocou no seu comunicador de peito:

-Welsh para Tortoise !Duas para subir !

As duas foram teletransportadas.

De fato, a nave de Welsh era velha, fora de linha, e bastante ultrapassada. Tudo ali cheirava a mofo velho e parecia sujo e mal conservado.

Valéria sentiu enorme alívio em sair daquele planeta e voltar a pisar numa nave estelar de novo, mesmo sendo pequena, velha e caindo aos pedaços.

Welsh tinha prometido deixar a ela no Planeta Pleasant.Na órbita dele- e Valéria sabia disto- havia uma Estação Orbital Militar, a C18, onde ela poderia pedir sua reintegração oficial e servir numa nova nave. Porém, apesar deste planeta não ficar a mais de 50 anos luz do Planeta Prisional e uma viagem até lá não levar mais do que cinco dias mesmo nas naves mais lentas, a promessa não se cumpriu: Welsh foi dando cada vez mais trabalho a ela e começou a super explorá-la, e a fez trabalhar duro e muito pesado, com muitas humilhações e maus tratos , por seis meses inteiros, e Valéria não aguentava mais.

Mas enfim, a Tortoise recebeu a missão de entregar suprimentos ‘a Estação Sideral C4, e, em um vacilo de sua Capitã, Valéria fugiu da nave e se refugiou na Estação, arriscando-se próxima ao reator de fusão, onde ela sabia que as emissões eletromagnéticas  impediriam que os primitivos sensores da Tortoise a localizassem.

Ela no entanto, foi localizada pela Segurança, e foi levada a interrogatório , onde o Almirante Ivan Kushiev a esperava.

Ela teve de explicar tudo de novo, e depois de suas explanações, Welsh foi chamada ao gabinete dele, enquanto ansiosa e nervosa, Valéria aguardava em uma sala a parte.

Welsh foi enfática ao exigir sua comandada de novo, e a resposta obtida foi:

-Valéria Soleil já cumpriu sua pena e será reintegrada ‘a R-KASF oficialmente.Assim sendo, está declarada sob nossa proteção e não faz mais parte de sua tripulação.Pode se retirar!

Welsh saiu da sala bufando, furiosa, mas impotente, e Valéria estava salva.

-Tragam a Comandante Imediata Valéria Soleil de volta para minha sala!

Disse o Almirante aos seguranças.

Ela retornou.

-Senhorita Soleil, sinto muito pelas agruras que a senhorita passou. De agora em diante  a senhorita está reintegrada em nossos quadros oficialmente  como Imediata e em breve vai receber uma nomeação para uma nova nave estelar. Aliás, estou vendo aqui no meu computador, que a KSS Sabre- R, uma nave classe Catalina, está precisando de uma nova Imediata, já que o Imediato atual deles faleceu em um acidente .Eu vou lotar agora a senhorita lá e vou lhe dar esta chance de se redimir e se recuperar e recomeçar sua carreira. A Sabre sairá dentro de quatro horas, então aconselho a senhorita a se apresentar ao Capitão Tito Voskov imediatamente. Aqui está sua recomendação, e boa sorte !

-Sim, senhor, Almirante, muito, muito obrigada !

-De nada, tenho a certeza de que corresponderá ‘a confiança que estou depositando em você. Pode se retirar !

 

(Por Continuar)