quinta-feira, 21 de abril de 2016

Episódio 111- Depois daquela fria manhã de Outono



- A senhora quer um chá?
-Ah, quanta gentileza, aceito sim, muito obrigada!
Disse Tani, sentando-se no longo sofá.
Dali há pouco, escutou-se um barulho de motor de carro na garagem e logo a porta se abriu: era Kaede e sua cuidadora.
-Temos visitas? Perguntou Kaede ao entrar.
-Sim, senhora, a Senhora Tani Okui é tia da senhorita Maki !
-Ora, ora, e eu achava que a Maki-chan não tivesse nenhum parente vivo !Sejas benvinda, Tani-san ! Eu sou Kaede Amagawa, a mãe adotiva da Maki-chan !
Tani fez menção de levantar-se , com esforço, mas Kaede apertou um botão na sua cadeira de rodas elétrica, que se levantou e deixou o corpo dela na posição vertical, em pé. E fez um sinal para a babá ajudar  Tani, no que foi obedecida imediatamente.
-A senhora por favor me desculpe não poder inclinar meu torso para cumprimenta-la, recentemente fiquei paraplégica, e se eu tentar me inclinar, a cadeira pode cair para a frente, com consequências desastrosas!
-Não se preocupe, Kaede-dono, fique tranquila, eu é quem peço desculpas pela visita inesperada, sem avisar !
-Imagine, toda parente da Maki-chan será sempre muito bem vinda e recebida aqui, por favor fique a vontade !
-Agradecida novamente !
Kaede retornou sua cadeira ‘a posição sentada e Tani se sentou novamente.
Seguiu-se um breve silêncio, um clima de leve constrangimento, mas vencendo a timidez, Tani recomeçou a conversa:
-Então, eu vim, por que só agora eu encontrei o paradeiro da minha sobrinha e achei que vocês precisavam saber de alguns fatos  de família importantes da vida dela ! Mas primeiro, gostaria que a senhora por favor me contasse o que vocês já sabem da vida da Maki-chan.
Kaede então contou da visita  da outra tia de Maki, Kame Okui e tudo o que ela disse sobre  a vida de Maki.
-Ah, então Kame-nee-san já contou boa parte da história para vocês! Bom, na verdade, eu não sou irmã da Kami, mas irmã do pai biológico da Maki. Ou melhor,daquele que assumiu ser o pai biológico dela, por que naverdade o pai biológico da Maki é outro !
-Eeee?Não entendi, Kani-san...
-É o seguinte: Os pais  da Maki-san eram inférteis.E a Maki e a Myumi nasceram de uma gestação por inseminação artificial, e o doador do sêmen não foi o pai da Maki-chan e sim, um homem desconhecido que doou seu sêmen para o laboratório. E depois de pesquisar muito e procurar nos registros por anos, eu descobri recentemente quem foi o doador de sêmen que deu a amostra que deu origem ‘as duas, seu nome, seu endereço, tudo !
Kaede ficou curiosíssima e não resistiu a perguntar:
-Quem? Quem?
-Tetsuo Amagawa, seu marido !
O solhos de Kaede se arregalaram e sua pele se arrepiou toda:
-Eeeeeeee? Quê? Como? Como?
-Tetsuo-san era ainda um garoto jovem, de uns quatorze anos de idade e bebia escondido. Você não sabia por que só se casou com o pai dele quando ele já era adulto. As duas, nove meses depois, nasceramNaquela noite, ele, depois de beber muito, invadiu um banco de esperma e só por brincadeira, resolveu criar uma amostra e se masturbou, e depois colocou seu sêmen numa pipeta, e a rotulou com o número de série seguinte ao da última que achou lá  e colocou sua amostra no freezer. Após isto, foi embora.
Dias depois os pais de Maki e Myumi apareceram neste laboratório e a amostra que foi inserida no útero da mãe de Maki  foi justamente a do Tetsuo-san !  As duas, nove meses depois, nasceram e o resto da história vocês sabem. Enfim, a Maki e a Myumi sempre foram adotadas, mas a Maki, sem saber, está sendo criada pelo verdadeiro pai biológico dela!
O queixo de Kaede caiu ao chão, desabou ! Era uma coincidência realmente impressionante e ela mal conseguia acreditar! Depois, secretamente, em pensamento, ela se lembrou que Maki e Tetsuo já tinha vivido maritalmente e tido várias relações sexuais entre eles, e ela mal conseguia disfarçar os ciúmes, mas ao mesmo tempo, ficava estupefata de os dois, sem saber, já tinham cometido incesto !Foi quando um pensamento começava a insistir na cabeça de Kaede: será que Tetsuo realmente não sabia que ele era o verdadeiro pai de Maki e Myumi?

(Por continuar)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Episódio 59-Sensibilidade de Viver:Interlúdio ETP



 Foi naquele dia então, que Lune começou a treinar Asuza. Foram três meses de treinamento exaustivo , sempre depois das aulas, e finalmente o aprendizado da sua colega estava concluído.
-Pronto, eu lhe ensinei tudo o que sei de esgrima. Você está pronta para sua missão suicida. Agora me deixe em paz, que estou exausta e louca para tomar um banho !
-Muito obrigada, Lune-san! Como posso te agradecer?
Disse Asuza abraçando Lune com força.
-Me largando e não morrendo.Agora, será que você pode me soltar?Este abraço não está um pouco apertado demais?
Os seios de ambas se comprimiam um contra o outro e as virilhas se tocavam, ainda que as roupas não deixassem a coisa ficar íntima demais.
-Eu te disse para me largar ! E não me venha com esta boca para cima da minha boca não, não quero saber de beijo na boca, me larga !
E Lune pisou com toda a força no pé esquerdo de Asuza, que gritou de dor e a largou.
Mas mal Lune subiu para seu quarto e trancou a porta, ela viu sua janela aberta, com a cortina esvoaçando com o vento.
-Kotomi-san?
-Huum, fizestes um bom trabalho, parabéns, você se esforçou mesmo !No entanto você só cometeu um único erro!
-Erro? Do que você está falando?
-Você disse, ao final do treinamento, que você ensinou ‘a ela tudo o que sabia.
-E qual o problema nisto?
-Você não acha que quando eu te treinei, te ensinei tudo o que eu sabia, acha? Uma Mestra jamais deve ensinar tudo o que sabe para sua discípula !Tem que ter sempre alguns conhecimentos a mais na manga !Ahahahahahahahahah !
Gargalhou Kotomi, que , tão repentinamente quanto apareceu, desapareceu.
-Ai, mas que droga ! Mas o que mais eu podia esperar de uma pilantra como ela?
Disse Lune para si mesma.
Porém, o dia seguinte reservava uma bela surpresa para Lune:
Ela acordara aliviada, pois na noite anterior, antes de dormir, telefonou para a família e para Takeo também, e, movida pelas saudades, se sentiu querida, e sonhara que os reencontrara.
Ao chegar na sala de Aula da faculdade, Lune viu a Professora fazer um pronunciamento:
-Gostaria que vocês conhecessem, em primeira mão, a mais nova aluna transferida  para esta faculdade. Ela é natural da Espanha , tem vinte e três anos de idade,e se chama Mercedes Amena ! Por favor, pode entrar, Mercedes-san !
E a nova garota entrou. Tinha a mesma altura da Lune, mas era mais cheinha, e tinha cabelos curtos negros e olhos castanhos. Não tinha lá muito quadril, embora este fosse um pouco maior que o de Lune, e tinha seios um pouco maiores também, e pernas relativamente grossas. Tinha um nariz relativamente grande, mas o chamou mesmo a atenção da classe era o tapa olho cobrindo seu olho esquerdo.
Ela não parecia muito tímida, mas ao notar que repararam no tapa olho, ela ficou um pouco nervosa e encolhida.
-Bom dia, prazer em conhecer todos vocês, estou muito feliz de chegar aqui e espero que apreciem a minha presença !
Mas Lune era diferente dos outros e das outras e percebera algo diferente, que ninguém tinha notado, algo como um certo brilho no olhar, algum detalhe no comportamento, na postura e, surpreendendo a todos ela disse:
-Sejas bem vinda , Mercedes-san ! Tem uma cadeira vaga aqui do meu lado, se quiser se sentar ao meu lado, será um prazer!
Também Mercedes percebera algo de especial em Lune que nem ela saberia descrever, mas era um pressentimento forte, uma identificação.
Ela se sentou na cadeira ao lado, colocou sua mochila no chão junto ‘a cadeira, e virou seu rosto para a nova colega.
Depois de alguns instantes nervosos de hesitação, ambas disseram ao mesmo tempo uma para a outra:
-Você é Asperger como eu, não é?
Elas mesmas pareciam espantadas pela coincidência da mesma fala ao mesmo tempo, e Lune disse:
-Sim, eu sou, como você percebeu?
-Ah, sei lá, alguma coisa em você me chamou a atenção e de certa forma que não consigo explicar, percebi, senhorita...
-Lune. Lune Tamasuki.
-Prazer em conhece-la, Lune-san! Bom, nem preciso te dizer meu nome, já me apresentei para todo mundo!
-Ok, Mercedes-San, vamos então deixar para conversarmos no intervalo, pois agora a aula vai começar.
A garota espanhola fez que sim com a cabeça e retirou seus cadernos e livros de sua mochila.
Ao chegar o intervalo, ao contrário do que normalmente acontecia, as demais garotas não vieram cumprimenta-la, nem conversar com ela. O motivo: preconceito pelo seu tapa olhos, a classe a achara esquisita.
-Eu já estou até acostumada...todo mundo estranha ele...
E apontou para o tapa olho cinza claro.
-O pessoal daqui é carregado de preconceitos e intolerância mesmo, deixe para lá. Mas você se importaria de me dizer o que aconteceu com seu olho?
-Ah, Lune-san..acontece que eu sou diabética tipo dois, e desenvolvi uma doença nos olhos chamada retinopatia diabética. Minha médica me orientou a fazer uma operação chamada vitrectomia pars plana, mas a operação foi desastrosa e saí dela cega de um olho! Antes que me pergunte, não nunca processei o médico, por que na hora eu fiquei tão arrasada que nem pensei nisto. E depois, o processo não traria minha visão de volta...
-Fico consternada por você e só posso imaginar o que você passou, Mercedes-san, mas já pude ver que você é uma garota de valor ! Vamos ser grandes amigas !
-Já somos , Lune-san !
-Você já tem onde ficar?
-Ainda não, acabei de chegar e deixei minha mala na diretoria.
-Muito bem, então, depois da aula, vamos na diretoria pegar sua mala e vou te dar carona no meu carro para a pensão onde estou residindo, e vamos ver se você consegue um quarto lá !
-Muito obrigada, você é muito gentil !
O sorriso de Mercedes constrangeu um pouco Lune, que ruborizou.
Ao terminar a aula, fizeram o combinado, e Lune apresentou a nova amiga para a dona da pensão.
-Olha, Mercedes-san, eu teria o maior prazer em recebê-la, viu?Mas todos os quartos já estão ocupados, desculpe...
Mercedes baixou os olhos e uma lágrima correu do olho descoberto.
-Não tem problema ! Terei o maior prazer em dividir meu quarto com você ! Lá tem duas camas e uma está vaga e o armário a gente organiza e ajeita !Você se importa em ser minha colega de quarto, Mercedes-san?
-Não, claro que não, muito obrigada, eu aceito sim !Posso, por favor?
O olhar para a dona da pensão era suplicante. Já o olhar de Lune para a senhora era de fuzilamento!
-Ah, se a Lune-san convidou você para dividir o quarto com ela, tudo bem ! Mas terei de cobrar de cada uma o valor cheio mensal , ok?Podem subir , e seja bem vinda, Mercedes –san !


(por continuar)

sábado, 26 de março de 2016

Episódio 110-Depois daquela fria manhã de Outono



-Vamos logo com isto, Hideo-san !
-Tudo bem, amor, vamos indo então...
Eles saíram de mãos dadas, e Maki segurava a mão dele com muita força. Mas não eram mãos dadas de um casal: ela segurava a mão dele como uma mãe segura a mão de seu filho.
Hideo via as prostitutas e  os travestis se exibindo para ele, rebolando, mas ele nem se atrevia a olhar, por que Maki estava de olho nele.
Finalmente chegaram no esconderijo de Natsume.
-Maki-san ! Boa tarde ! Veio me fazer uma visita, onee-chan? Oi, Hideo-san, venham, entrem, entrem !
-Oi, onee-san, estou procurando o papai, você o viu por aí?
-Não, não o vi, ele anda um bocado misterioso, não? Ele andou sumindo de novo?
-Isto. Não sabemos onde ele tem ido e dispendido tanto tempo...
-Já falaram com a Akane-san?
-Sim, ela também não sabe dele, onee-san.
-Muito estranho isto, viu, Maki-nee-san...
Enquanto isto, Tetsuo entrava de novo em sua Mercedes, e saía pela cidade novamente. Parou em um hotel, e fez reserva nele para quatro dias, pagando adiantado. Depois, saiu do Hotel, e voltou a dirigir pelas ruas novamente.
Neste ínterim, na Penitenciária Feminina de  Kyoto, os alarmes e sirenes tocavam: Eram Sena e Myumi, que escaparam, e, já do lado de fora, ao saírem do túnel, roubaram um BMW 328i que estava estacionado na rua.
Saíram em disparada.
-Sena-san, melhor não correr, ou chamaremos a atenção da polícia !
-É mesmo, eu que estava ansiosa para sair de perto daquela prisão horrorosa !
-Para onde iremos?
-Temos de sair da cidade, aqui seremos localizadas facilmente, Myumi-san.
-Mas na estrada tem polícia também !
-E quem disse que vamos pegar rodovia?
Súbitamente, a periferia da cidade terminou, e elas adentraram uma verdadeira trilha de terra, que nem dava para se chamar de estrada.
A suspensão e os bancos duros do carro o faziam sacolejar e os impactos das rodas nos buracos mais pareciam coices nas costas.
-Ai, não sei não se vou aguentar até chegarmos...
-Não reclama, Myumi-san !Olha ali, tem um casebre abandonado ali !
De fato, após atravessarem uma boa distância de floresta, encontraram uma casinha velha, que parecia abandonada.

Mas não estava. Havia ali, um senhor de idade, de uns oitenta e tantos anos, que as saudou:
-Olá, moças bonitas, precisam de alguma informação?Estão perdidas?
Myumi fez menção de sacar sua arma, uma pistola Beretta 9 mm.
-Calma, não precisa, deixa ele comigo.
Depois de sua resposta, Sena desnudou-se completamente na frente do ancião.
-Não, eu estou sem ver homem há muito tempo, e quero fazer amor com o senhor !
Sena agarrou o velho, tirou as roupas dele, deitou-o no chão, e sentou-se na virilha dele.
Os olhos dele eram de deslumbre e espanto e logo começaram
.Cinco minutos depois, o idoso arfava, arfava, ficara vermelho e começou a se sentir mal. Sena continuou forçando-o aos movimentos de coito e repentinamente, o corpo dele, após um grito abafado, amoleceu. Ele tivera um ataque cardíaco, e falecera.
-Pronto, já o matei ! Me ajude a me livrar do corpo dele, Myumi-san !
Bem longe dali, no entanto, Akane recebeu em sua viatura, a informação de que Sena e Myumi tinham fugido da prisão.
Ela mais que depressa ligou no celular de Maki:
-Alô?Oi, Akane-san, boa tarde !
-Maki-chan, eu tenho más notícias para você !
-Você encontrou o papai? Mataram ele?
-Não, Maki-chan, fique tranquila, não é isto ! Mas ele sua família correm perigo !
-Como assim, Akane-san?
-A Sena e a Myumi fugiram da prisão !
Ao ouvir isto, Maki ficou pálida com cera, e desmaiou !
-Maki-san !
Gritou Hideo, que a amparou nos braços. Natsume atendeu ao telefone:
-Aqui é a Natsume-san. A Maki-nee-san, desmaiou, o que aconteceu de tão ruim?
Akane explicou.
Enquanto isto, uma senhora de aproximadamente setenta anos de idade, bastante obesa, apertava a campainha da Mansão Amagami.
A babá atendeu a porta.
-Olá, sou Tani Okui, tia de Maki Okui. Vim visita-la.
-Pois não , senhora, Maki-dono não está, nem o marido dela, nem o pai adotivo dela, nem mesmo a mãe adotiva, só as filhas dela estão aqui.
-Tudo bem, eu espero eles chegarem, posso entrar por favor?
-Pois não, senhora, entre, por favor !

(Por continuar)