segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Episódio 1- Minissérie- As Piratas também sonham:Pirata X Pirata !



As Piratas também Sonham: Pirata x Pirata !

Episódio 1

O grande navio Aranha do Mar , naquela manhã de sol, aportava na pequena ilha de Toruga, e Marlene desceu do navio sempre acompanhada de Ariadne. Foi direto a um Castelo que havia no centro da ilha. Quem mandava lá era o Duque de Toruga.
Lá, ela mostrou seu anel de ouro da nobreza e seu título de nobreza aos guardas, que a encaminharam ao Duque, que a recebeu.
Ela explicou toda a situação e disse que as responsáveis eram da tripulação do Black Marlin  e que a capitã deste navio era June “Cabelos de Fogo “ Ashton, filha do grande Capitão Barba Branca. E explicou que ela já tinha um navio, e queria ser pirata para perseguir June e sua tripulação.
-Eu entendo, entendo, Majestade ! Eu tinha um grande apreço por Bill Vulture, que a Capitã June matou, fazíamos grandes negócios, e muita gente quer a cabeça dela, não apenas Vossa Majestade. Então tenho-lhe uma proposta a fazer: que tal se tornar uma corsária? Eu lhe pagarei cem mil moedas de ouro se me trouxeres a cabeça da Capitã June para eu mostrar para todo mundo! Proponho-lhe adiantar-lhe cinco mil moedas de ouro para já, a fim de que contrates uma tripulação decente. Aqui é uma ilha prisional especial, onde somente mulheres criminosas estão detidas. Sugiro que contrate dentre elas e as leve contigo, eu permitirei, e ainda lhe darei a Carta de Corso, que lhe permitirá saquear os navios de nossos inimigos sem transgredir a Lei.
-Aceito de muito bom grado, Excelência !
-Lembre-se de que, de cada navio que saqueares, um terço entregarás a mim, certo?
-Negócio fechado, Excelência !
-Já vi que é muito bom fazer negócios com Vossa Majestade !Vamos limpar o mar daquelas bucaneiras criminosas !
-Também gostei, Excelência, podes contar comigo !
-Aias ! Costurem um traje de Capitão Pirata todo vermelho para Vossa Majestade, chapéu e botas incluso !
-Sim, Excelência !
E assim, não demorou muito e, vestida a rigor, Marlene voltou para seu navio, mas antes, arregimentou as piores bandidas da ilha, que iriam todas trabalhar para ela por dinheiro.
Quando o Capitão viu, subindo pelo pranchão, aquelas setenta mulheres vestidas como piratas, tremeu: elas estavam armadas com espadas e facilmente mataram toda a tripulação original, só restando o Capitão, que se arrependeu de ter ensinado os segredos do manejo do navio para Marlene.
Esta, chegou em frente a ele e disse:
-A Partir de agora, eu que mando no meu navio, eu sou a nova Capitã aqui, e o senhor, velho barbudo, é um homem morto !
A espada de Marlene zuniu, e a cabeça do capitão rolou pelo tombadilho.
O navio estava bem abastecido de víveres, e  ela comprara canhões novos e os carpinteiros contratados logo transformaram o navio mercante em navio pirata. Sessenta canhões foram instalados e muita pólvora e demais necessidades bélicas já tinham sido adquiridas, em poucos dias, o navio estava pronto para partir, e enquanto os carpinteiros trabalhavam, a nova Capitã Marlene treinava sua tripulação no manejo do navio, suas velas, etc.
Finalmente o navio estava pronto e soou a ordem:
-Zarpar !
As velas se enfunaram e logo o navio ganhava o mar alto !
Enquanto isto, no navio Black Marlin, a Capitã June acompanhava o progresso do aprendizado de esgrima das crianças, e estava satisfeita com o que via.
-Muito bem, Fran, Celina e  Mireille !Estão indo muito bem, vocês estão mostrando que tem talento com a espada !
-Obrigada, Capitã !
Disseram as três em uníssono.
-Estão bem adiantadas, Capitã, tenho orgulho delas, estão se esforçando de verdade !
-Eu também tenho muito orgulho delas, Hellen!Você as está treinando muito bem !
O sino de bronze tocou chamando para o almoço, e a tripulação se reuniu na primeira galé para receber seu prato de comida.
Léa estava num canto próximo da popa do navio, conversando com Vivian, a sua melhor amiga, talvez, inclusive, a única.
-Ainda vou me vingar !Ainda vou me vingar da Fran, da Laura e da Capitã, você vai ver !
-Léa, conselho de amiga: para com isto, vai ser pior para você. Você desobedeceu a Capitã, e viu no que deu, você apanhou barbaramente da Long Legs Laura, não quero que isto aconteça com você de novo, minha amiga !
O olhar de Léa para Françoise foi fuzilador.
-Humpf !Grande amiga você é, não moveu uma palha para me defender...
-Eu não podia, amiga, eu também não poderia com a Laura, você sabe, ninguém pode!
-Podia sim, podia ter dado uma estocada de espada nela pelas costas e a ter matado!
-Aí a tripulação se revoltaria e eu seria uma mulher morta, seria motim, isto sem falar que a própria Capitã ou a Imediata poderiam me matar.
-Uma boa amiga dá sua vida pela amiga !
Respondeu Léa.
Vivian calou-se. Não conseguia responder este comentário. 

(Por continuar)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Episódio 8(final)-Minissérie- As Piratas também Sonham: A tomada da Ilha de Malachetta



Episódio 8

Mas dois soldados a tiraram da frente da espada no último instante, e a arrastaram até seus cavalos e a levaram a galope para o castelo.
Noventa e sete soldados morreram no combate, nenhuma pirata e dezoito homens do povo morreram, mas a cidade estava salva de um incêndio fatal!
No entanto, com a animação da vitória, o povo estava completamente descontrolado e fora de si, e começaram espontaneamente a rumar para o Castelo, a fim de invadi-lo e a perseguir os soldados, que levavam Ariadne pendurada no ar, cada um dos dois cavaleiros a levando por um braço.
Ao vê-los chegando, e a população, com tochas e as armas dos soldados mortos nas mãos não muito longe, os vigias das torres avisaram a Baronesa.
Em pouco tempo, o que eram quinhentos cidadãos , viraram três mil, e liderados pelas piratas ‘a frente, cercaram o castelo, que fechou os portões.
Ariadne chegou esbaforida na sala do trono, e Marlene disse:
-O que está fazendo aqui, sua pateta ? Vá liderar a resistência !
-Mas Majestade, eles estão em número muito maior do que nós, e nós perdemos  mais noventa e sete homens, não vamos conseguir, melhor nos rendermos !
-Não ! Que morram todos os homens, mas me protejam, e cortem as cabeças de todos os infelizes que estão tentando invadir o Castelo ! Vá, vá logo, anda !Deixa de ser covarde !
Ariadne sabia que se tratava de uma missão suicida, mas não havia outra maneira. Ela ordenou que os poucos guardas que restavam atirassem flechas na multidão ensandecida.
Mas , do lado de fora do Castelo:
-Françoise, você que conhece melhor o castelo, onde podemos achar uma entrada secreta?
-Por aqui, Capitã !
Todas as piratas e parte da multidão foi seguindo a menina, e June mandar uma parte continuar o cerco ao Castelo, para evitar a fuga dos soldados.
-Mãe, ali naquele canteiro de flores, bem ali, tem uma alça de ferro, puxe-a !
-É muito pesada a tampa, filha !
-Deixa comigo ! Disse Long Legs Laura, que com sua força descomunal conseguiu puxar a alça e abrir a tampa de um alçapão, que dava para um corredor com escadaria !
-Vamos entrar !
A horda toda entrou corredor adentro e lgo chegaram ao interior do castelo.
Uma Aia conseguiu ver os invasores sem ser vista e avisou a Baronesa.
-Muito obrigada, serviçal. Muito bem, se já invadiram e estão em tão grande número, é melhor eu abandonar o castelo. Chame alguns soldados para me escoltar e preparem minha carruagem na saída secreta !Os outros que morram por mim...’a toa !
Disse a Rainha- Baronesa.
As piratas e a multidão logo chegou ‘a sala do trono, mas estava vazia. Vasculharam o Castelo todo, mas não encontraram a ninguém. Até a valente Ariadne  fugira.
As piratas foram ao calabouço e soltaram as crianças  prisioneiras e também, na torre mais alta, soltaram o irmão de Marlene.
Françoise, como a nobre mais aparentada, coroou a ele como o novo Barão-Rei da ilha, numa rápida cerimônia.
Enquanto isto, Marlene, Ariadne e Lorena, com mais os últimos trinta homens que lhes restavam, chegaram no cais do porto, onde um enorme navio francês estava parado.
-Onde estã o Capitão?
-Sou eu, Majestade !
-Tragam um dos meus baús da parte de trás da carruagem !
-Sim, Majestade !
Disse Ariadne, que voltou com o baú e o abriu na frente do Capitão:
- Aqui tem dez mil moedas de ouro, Capitão, estou comprando o seu navio !
-Sim, senhora !
-Vamos todos embarcar! Vamos embora daqui ! Capitão, ordene os seus homens para sairmos o quanto antes !
-Sim, majestade !

E todos embarcaram no enorme navio, que logo zarpava, fugindo da ilha.
Não demorou, as piratas chegaram, junto com a multidão, e viram o navio singrando no horizonte.
-Fugiu ! Aposto que a desalmada  covarde fugiu naquele navio ! Todas para o nosso navio, vamos persegui-los !
Disse June, se despedindo em seguida do povo.
-Muito obrigada, Capitã, nunca vamos esquecer o que vocês fizeram por nós !
-Nós também nunca nos esqueceremos de vocês, Antoinette !
-Vocês serão sempre muito bem vinda aqui ! Até breve, Capitã !
-Até breve !
E June abraçou a velhinha e entrou no navio, que logo zarpava.
Ao por do sol, uma nova aventura nascia, assim, como uma nova inimiga.
Numa outra ilha muito próxima, Marlene mandou Ariadne matar o capitão e seus homens. Ali era uma ilha onde ela deportava todas as mulheres criminosas de sua ilha, só tinha bandidas ali, que fizeram sua pequena cidadela.
Marlene conseguiu arregimentar setenta criminosas para sua tripulação, e apareceu, depois de sair do antigo quarto do capitão, com a nova roupa que Lorena  confeccionara para ela: agora ela seria uma Capitã pirata, e uma bandeira com o símbolo da aranha dourada tremulou do mastro principal. O navio foi rebatizado de  “ Aranha do Mar”,  e sua missão era perseguir o Black Marlin e matar sua tripulação !
Mais uma grande aventura começava agora, mas...esta já é outra história !

FIM

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Episódio 7-Minissérie-As Piratas também Sonham: A Tomada da Ilha de Malachetta




-Muito bem, General, finalmente você chegou!Já estava entediada de tanto esperar !
-Desculpe, Vossa majestade, magnífica soberana !
-Bajuladora barata !Você não serve nem para lamber a sujeira de minhas botas, sua inútil !Mas hoje abrirei uma exceção e permitirei que sua Aia lhe coloque unguento nos ferimentos e lhe dê um banho no bebedouro dos cavalos. Depois disto, reúna cem homens e  coloquem fogo na cidade !Os cidadãos vão ter de serem punidos pela resistência deles e certamente culparão as piratas por seus infortúnios !Ahahahahahahah !
-Sim, majestade, imensamente agradecida pela sua titânica generosidade !
-Ah, sim, depois que a cidade estiver ardendo em chamas, cobrem o triplo de impostos da população, e se encontrarem as piratas, matem-nas !Aliás, os desertores já estão presos?
-Sim, Majestade !
-Ótimo ! Surre a todos eles com vontade antes de sair do Castelo !Os demais tem de aprender o que acontece se fugirem da luta !
Enquanto isto, na cidade, as piratas chegavam na praça central.
Para seu desespero, no entanto, Léa viu uma cena que a deixou furiosa:
Na sua frente, Pierre estava beijando uma outra garota,uma nativa da ilha.
-O quê? Mas com mil tainhas, seu traidor desalmado !
-Está nervosa por que, Léa?Nós nunca namoramos, nunca a pedi em namoro !E se quer saber, não a amo, nem nunca te amei !
Diante do olhar frio e de desprezo de Pierre, e de suas palavras, geladas,Léa cambaleou e quase cai na rua.
-Mas...mas você se deitou comigo ! Você disse que me amava !E eu... eu estou apaixonada por você !
-Ah, Léa, olha, sim, foi muito bom, aproveitei muito bem, mas eu menti para você para que você se deitasse comigo !Menti ! Agora, se você me ama, azar o seu, eu não te quero mais, fedorenta !Vai, vai embora, xô, passa, passa !
-Perdeu sua vez, querida, agora é a minha !Ahahahahahahah !
Disse a garota, e o novo casal se beijou de novo, na boca.
Agora fora demais !O sangue subiu ‘a cabeça, e Léa não aguentou mais tanta humilhação, e tirando forças de onde nem mesmo ela sabia de onde, ela sacou sua espada, e gritou:
-Pilantra !Fascínora !Canalha ! Eu me arrisquei engravidar por você ! Eu ontem a noite apanhei feito uma condenada por sua causa e quase morri, para depois você em trair?E no maior cinismo, na maior crueldade me enxotar como se eu fosse uma cadela de rua?Agora foi demais !Eu não aguento mais ! Mora, desgraçado, morra !
A espada de Léa trespassou  Pierre e sua amante, de fora a fora, e a ponta da espada apareceu do outro lado da garota que o beijava.Uma poça de sangue enorme saiu dos dois e o olhar de Pierre ainda era de espanto e surpresa, o da moça, idem.
A espada saiu dos dois corpos, que tombaram no chão.
Léa caiu ajoelhada no chão, colocou as mãos sobre o rosto e chorou. Chorou como nunca em sua vida, com as demais piratas assistindo.
Agora elas ficaram com dó da colega e se ajoelharam e a abraçaram.
-Capitã?
-Ela fez o que deveria ter feito, Imediata. Ele mereceu !Como Capitã, não posso prestar meu apoio a ela na frente de todos, mas posso ver que nem tudo está perdido, ainda   um pouco de sentimento de humanidade.É uma lição que ela nunca mais esquerá na vida dela.
-Mas será que com a morte dos dois, a população não ficará contra nós?
-Não, Juliette, eles todos viram a traição dele, dos dois e a falta de caráter que foi. Ela defendeu a honra dela e eu não quis intervir, por que é a vida pessoal dela e ela quem tinha de resolver. E ele já nos serviu para o que precisávamos.
Repentinamente ouviu-se uma gritaria advinda do fundo da multidão:
-Fogo ! Fogo ! Os soldados da Baronesa estão vindo com tochas para a cidade ! Vão colocar fogo em tudo !
Foi o que se ouviu.
-Não se nós não deixarmos ! Povo de Malaqueta ! Peguem suas foices, machados, facas o que tiverem de armas na mão e nos sigam ! Vamos salvar a cidade !
Bradou June para a multidão !
Em instantes a população entrou em suas casas e instantes de pois voltavam com as armas que dispunham, e seguiram as piratas como um exército !
-Atacar !Gritou June .
Agora eram quinhentas pessoas contra cem, e avançaram nos soldados que estavam na entrada da cidade.
Eles logo foram cercados por todos os lados.
Eles estavam todos a cavalo agora, mas a população enfurecida desta vez não se intimidou e foram para cima deles com tudo, e os cavalos se assustaram e empinaram, derrubando muitos de seus cavaleiros e fugindo.
A multidão não teve dúvidas, lincharam os soldados que puderam até a morte.
Também as piratas lutaram bravamente, e mesmo toda arrebentada, mas louca de raiva, Léa matava indiscriminadamente, com uma ferocidade assustadora.
Foi quando , já percebendo que iria ser derrotada de novo, Ariadne resolveu por bem  atirar uma flecha em Françoise,que por muito pouco não acertou seu braço direito, rasgando a manga da camisa dela.
E Hellen viu de onde partira a flecha e quem atirou.
Agora o sangue subiu ‘a cabeça  de Hellen, que virou uma verdadeira tigresa, e foi para cima de Ariadne com uma fúria tão desmedida, que assustou até as demais piratas:
-Não ouse machucar a minha filhaaaaaa !Vou te mataaar !
Sua espada silvou sinistramente em sua dança da morte, com tamanha velocidade que nem a experiente Ariadne conseguia segurar, e  a lâmina se enterrou no peito dela, destroçando um dos seios da General completamente, em meio a uma nuvem de sangue. A sorte dela é que não chegara ao pulmão, mas destruiu completamente a glândula mamária.
Ariadne gritou de dor e caiu ajoelhada no chão já esperando a morte, pois novamente a lãmina de mãe leoa de Hellen descia velozmente em direção de sua cabeça, prestes a partir sua cabeça em dois pedaços.

(Por continuar)