sábado, 28 de janeiro de 2017

Episódio 9-Minissérie- As Piratas também Sonham: Kraken





-O que aconteceu, senhor?
-Je suis desolée !Je suis desolée ! Merci, Madamoiselle!
-Eu não entendo francês, tragam a Celine aqui para traduzir! Disse June.
Carmen foi e trouxe a menina com ela.
-O que ele está dizendo?
-Ele está pedindo desculpas, Capitã !
-Desculpas?Pergunte a ele o que aconteceu aqui!
Ela perguntou.
Ele se encolheu em um canto, apavorado, de olhos arregalados e gritou:
-Kraken !Kraken ! Kraken !
E faleceu.
Long Legs Laura o sacudiu, sem resposta. Um fio de sangue saiu do canto da boca dele.
-Ele está morto, Capitã...
-Jogue ele ao mar, então. Vamos embora , Laura !
-Sim, senhora !
-Juliette, pegue mais piratas com você, transfiram tudo o que nos for útil daqui para nosso navio e vamos embora!
-Capitã, achei aqui no fundo uma pequena arca !Tem uma boa quantia de moedas de ouro e prata aqui !
-Muito bom, Léa, leve para minha cabine. E vamos nos retirar o quanto antes !
Não demorou muito, os dois navios se separaram, e tudo de interessante já tinha sido pilhado.Todas as piratas estavam de volta ao Black Marlin.
-Todas a bordo?
-Sim, senhora, Capitã!
Éntão, vamos afundar aquele navio de vez. Bianca, curva gentil a estibordo !
-Sim, senhora , Capitã !
-Juliette, assim que ficarmos paralelas ao outro navio, mande as meninas dispararem quatro canhões na direção da linha de água do outro navio !
-Sim, senhora, Capitã.
E assim foi feito. Quatro tiros ao mesmo tempo, certeiros, e o navio francês afundou no oceano.
Após este evento, todas voltaram ‘as suas atividades rotineiras.
Celine agora tinha a incumbência de jogar fora o conteúdo do penico da Capitã e o lavar. Depois, varrer  a cabine dela.
O trabalho era nojento, mas a menina não tinha frescuras e fazia tudo que a mandavam fazer, sem reclamar.
Quando terminou e saiu da cabine, ela deu de encontro com Hellen:
-Celine, quer me  ajudar a costurar a bujarrona, que rasgou?
-Bujarrona?
-É, a vela da proa, menor, que fica na...bom, como vou explicar para você entender...sabe aquela madeira horizontal que fica na proa, ou seja na frente do navio, que mais parece um espeto?Aquela, triangular !
-Ah, certo, entendi !Ajudo sim !
-Boa menina ! Aqui ninguém fica sem ter o que fazer, todo mundo tem uma tarefa, a Capitã nunca nos deixa ‘a toa !
Elas foram na proa do navio, onde a pequena vela estava colocada no convés. Com linhas e agulhas grosseiras que Hellen trouxera, começaram a costurar depois de ela ensinar para a menina como fazer o remendo.
-Puxa, você é inteligente, aprende depressa, Celine, gostei de ver !
-Obrigada !Sempre gostei de costurar !
Por acaso, June passou por ali e ficou observando o trabalho da menina.
-Ficou muito bom ! Parabéns ! Podem instalar a vela de volta !
Hellen então começou a instalação no mastro vertical, e Celine foi para o horizontal, ficando pendurada na frente do navio.
Repentinamente, uma onda mais forte a jogou no mar !
-Mulher ao mar ! Mulher ao mar !
Gritou Hellen em desespero!
Quem estava por perto era Rachel, que não teve dúvidas, tirou sua camisa, e saltou no mar para resgatar a menina.
Longo Legs Laura também jogou uma corda, para as duas  subirem de volta a bordo.
Celine já estava quase se afogando quando Rachel a salvou e a levou a tona.
A menina tossiu muito e expulsou água do mar dos pulmões mas, mal recuperara o fôlego, gritou:
-Tubarão ! Tubarão !
Rachel, que tinha acabado de amarrar Celine na corda para Laura puxar, sacou sua espada, e, boiando, encarou a fera, que atacou.
A pirata mergulhou, se desviando e a espada se afundou no ventre do predador, e o sangue correu solto.
Mas Rachel sabia muito bem: onde tem um tubarão, ainda mais um ferido, tem muitos outros que aparecem do nada.
Ela mais que depressa, num grande esforço, saltou para fora da água e se agarrou na corda, que já estava com Celine no ar.
E de súbito a água ficou coalhada de tubarões e vários deles saltaram, e Rachel teve de recolher suas pernas para cima para mão perde-las.
Finalmente estavam as duas de volta a bordo, e Celine estava pálida com cera e tr~emula como gelatina, de pavor.
Ela se agarrou a Rachel, com a cabeça afundada no busto generosamente grande  e macio, nú,  dela e chorou.
A pirata, mal refeita do susto também, abraçou a menina e acariciou os cabelos molhados dela.
-Obrigada, muito obrigada, Rachel, eu te devo minha vida !
-Imagine, não foi mais que obrigação, nós piratas temos de ajudar uma ‘a outra, somos todas companheiras aqui. Mas devemos nós duas agradecer 'a Long Legs Laura, que nos salvou, nos tirando da água, ou já estaríamos mortas !
-Muito obrigada, senhora Laura !
A loira enorme de pernas longas ficou completamente sem graça.

(Por continuar)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Episódio 8-Minissérie- As Piratas também sonham:Kraken !






Agora o avanço foi um pouco maior.
-Vai, vai, vai, cai, vai subindo, subindo !Assim!.
-Nossa, agora estou muito alta, estou com medo, e se eu cair daqui?
-Você morre !Inclusive por que nem eu, nem ninguém iremos conseguir te segurar. Não olhe para baixo, continue até chegar na retranca!
-O que é a retranca, Carmen?
-É a madeira que atravessa o mastro, na parte de baixo da vela!
-Ah, então já chegamos ! E agora?
-Se segure na retranca e suba, depois se segure no mastro, atrás da vela.
E assim, Carmen a foi ensinando, todos os truques, como esticar as velas, como virá-las, como recolhê-las e os cuidados que tinha de ter com elas.
No dia seguinte, outro aprendizado: desta vez sua professora foi Lilian, que a ensinou a limpar e manusear os canhões.
A cada novo dia ela ia aprendendo uma nova função, e a semana se passou tranquila, com ela aprendendo muito e se esforçando em colaborar em todas as rotinas do navio.
E todos os dias ajudava Joanna a cozinhar e servir as refeições.
Agora ela já era capaz de subir e descer dos mastros com prática e sem medo, adquirira agilidade e estava se saindo excelente maruja !
Por fim, no início do dia seguinte, numa esplêndida manhã de sol, a voz de Diana se soltou:
-Navio ‘a vista !Navio ‘a vista !
June saiu de sua cabine e foi ter com ela:
-Consegue identificar?
-Sim, senhora, é um navio comercial francês !
-Está muito longe?
-Não senhora, está a bombordo, mas parece estar ‘a deriva!
-‘A deriva, Diana?
-Sim, senhora, meu palpite é que deve estar vazio !
June estendeu sua luneta ao máximo e olhou na direção que sua vigia apontava.
O navio de fato parecia estar a deriva.. Só haviam farrapos onde deveriam estar as velas, e parecia mesmo vazio. Mas o mais surpreendente foi o tamanho do estrago nas amuradas e beirais, e rombos estranhos no costado , que pareciam não serem resultados de impactos de balas de canhão.Na verdade, era quase um milagre o navio ainda estar flutuando!
-É, não vejo movimento algum nele, parece estar vazio mesmo, e bem danificado. Vamos verificar ! Bianca, curva gentil a estibordo, vamos emparelhar com ele!
Disse June.
-Será outro navio fantasma,Capitã?
-Mão acredito ser este o caso, Juliette. Mas é bom darmos uma olhada para saber o que aconteceu e por que a tripulação abandonou o navio.Está muito esquisito isto! Mas quem sabe lá tenha alguma coisa de valiosa, ou víveres, água doce, especiarias, algo que a gente possa aproveitar? Não custa nada dar uma olhada!
Não demorou e se alinharam com o navio misterioso.
Jogaram as correntes com ganhos e o puxaram para junto do Black Marlin.
Aí desceram o pranchão.
Normalmente, ao ser abordado por um navio pirata, a tripulação geralmente tentava se defender e receber os piratas com violência, mas ninguém apareceu.
June, acompanhada de Long Legs Laura, Juliette, Léa,Vivian e Carmen, adentraram no navio francês.
Caminharam pelo convés e tudo parecia estar vazio, abandonado.
Mas haviam muitas manchas de sangue pelo convés.
Entraram na cabine do Capitão, e os vidros estavam destruídos, mas havia um diário de bordo, que June recolheu para si.
Na primeira galé, os canhões estavam jogados pelo convés, fora dos carrinhos, e havia uma mistura de pólvora e sangue no local.
O caldeirão na popa esta caído.
Na segunda galé, também tudo vazio, mas havia um bom depósito de pólvora, que June mandou suas piratas saquear.
Também os barris de água doce foram transferidos.
Na terceira galé encontraram muitos mantimentos ainda intactos, mas, estranhamente, nenhum rato ou barata, como seria muito comum.Mas atrás de vários sacos de víveres, encontraram enfim um único homem, que parecia bem idoso,muito ferido e já ‘as portas da morte.

(Por continuar)

Episódio 4 (final)-Minissérie-Diavoline !





Ela caiu na gargalhada de novo e desta vez, rolou no chão de tanto rir, sempre apontando para ele, e depois voltou a ficar com o decote abaixado, com os seios de fora e a saia levantada, de propósito.
-Além de burro, é otário, mas é um capacho mesmo !Ahahahahahahahahahahahahah !
Henry queria ficar com raiva dela, mas não conseguia, e olhou para seu ferimento no braço, ainda sangrando.
-Ainda está doendo?Eu dou um jeito nisto !
E Diavolina chupou o machucado, sorvendo o sangue, para então dar uma tremenda mordida no braço dele, arrancando um pequeno pedaço de músculo, o qual ela mastigou e engoliu com o rosto dela bem perto do dele.
-Huum, que delícia !Sua carne é doce como seu sangue !
A reação de Henry ‘as palavras da menina, com o sangue escorrendo pelo canto da boca, por seus lábios sensuais, foi de pavor.
-Você quer mesmo fugir, “querido”? Achei que você gostaria de ter isto aqui...
E ela abaixou sua calcinha e deixou entrever sua virilha rapidamente e levantou a calcinha de novo.
-Está vendo, “querido”...ela pode ser seu céu...mas seu inferno também ! Tudo tem sua contrapartida na vida...se você me obedecer direitinho e for meu capacho, meu escravo, quem sabe..afinal, você gostaria de estar inteirinho dentro de mim, não é? Ou você não quer a ela?Não quer estar dentro dela, quentinha, molhadinha, só para você?
E ela abaixou a calcinha novamente e desta vez a jogou no chão, mas baixou a saia de novo, não deixando ver  a virilha nua.
-Se você, Henry, realmente me ama de verdade e quer me conquistar e ser meu namorado, então prove!Lamba a minha calcinha no chão ! Lamba ! É uma ordem, escravo !
Ele estava hesitante, com ela de pé na frente dele e com olhar hesitante.
-Lamba, vamos ! É uma ordem, já disse !
Ela gritou, histérica, e uma multidão se formou em torno deles.
Diavoline deu um tremendo chute na boca do estômago dele , que o fez se curvar de dor e com um empurrão, o fez cair para a frente, ajoelhado, com a cara na calcinha dela.
Humilhado, ele continuou hesitante, ela pisou na cabeça dele, esfregando-a na calcinha dela e disse:
-Pois saiba que o inferno é quente, molhado e sujo ! Ahahahahah !Vamos, me obedeça, prove que me ama !
Desta vez, no entanto, foi demais, e ele se recusou, se levantou, com cara feia, brava, deu as costas a ela e foi embora a pé.
Ela, frustrada, pegou sua moto e foi embora também.
Anos depois, se reencontraram por acaso.
Ela ainda tinha uma Diavoline, mas desta vez maior, de cento e cinquenta cilindradas.E era vermelha como a antiga.
Desta vez, ela o seduziu e o levou a um motel.
Ficou nua na frente dele.
-Você ainda me quer?Ainda me ama?Quer usar o meu corpo para o seu prazer?
-Sim, Diavoline.
-Então hoje eu vou revelar quem eu realmente sou.
E os olhos vermelhos dela brilharam.
 Ele já estava deitado na cama, quase nu. E ela,se aproximou e foi chegando perto dele, ajoelhada, com seu corpo escultural.
-Você ficou comigo todos estes anos e nunca me conheceu realmente, nunca soube quem realmente sou, de verdade.Você me quer?Quer me usar?Quer que eu seja seu objeto, seu desejo sexual hoje?Quer realizar o grande sonho de sua vida?
-Quero!
Agora ele já não mais se envergonhava e respondia com segurança.
-Huuum...então, vou me revelar !Ahahahahahahahahahah !
Repentinamente a pele dela foi ficando rubra, e pequenos chifres saíram de sua testa, e do término da espinha, na base das nádegas nasceu uma cauda com ponta em forma de flecha, e seus dentes caninos cresceram, seu olhar rubro brilhou com crueldade:
-Seu idiota !Idiota !Pensa que eu me esqueci que você me desobedeceu e me abandonou por estes anos todos?Agora vou ter minha vingança !
E um tridente se materializou na mão direita dela e ela o enterrou no ventre dele, com força descomunal, e começou a  rasgá-lo e dilacera-lo com o tridente afiadíssimo, de lâminas pretas,tintas de sangue.
Sangue, aliás , que jorrou aos borbotões, até o teto, e Henry gritou de dor enquanto Diavoline gargalhava e chegava ao êxtase sexual.
Ele gritou até morrer, e depois que ele morreu, ela avançou no corpo esfacelado dele , devorando-o com a própria boca, como uma fera, um animal predador faz com sua caça.
Devorou-lhe todas as entranhas e boa parte de seus músculos, e bebeu de seu sangue, até que abriram-se asas semelhantes ‘as de um morcego em suas costas.
Ela então disse ao morto:
-Você queria usar o meu corpo e queria que eu fosse seu objeto, seu brinque sexual, sem nunca ter percebido sua vida inteira que  na verdade você, seu corpo, foram meu objeto, meu brinquedo, inclusive sexual !
Abriu a janela do motel e voou, desaparecendo na noite.
No dia seguinte, a polícia chegou e encontrou o corpo semi devorado, dilacerado e esquartejado de Henry.
Pesquisaram a  vida de Diavoline, e descobriram que todos os namorados dela, e também os pais dela, foram mortos por ela. Todos os que foram para a cama com ela  durante toda a vida dela morreram , ou durante o ato sexual, ou tempos depois.'A ela foram atribuídas pelo menos trinta e três mortes, todos homens.
Mas nunca descobriram quem ela realmente era.
Tentaram em vão encontra-la, numa caçada espetacular.
Mas não a encontraram.
Ela já estava em outro país, matando mais e mais homens, sem remorsos nem culpa, mas com muito prazer !

                                               FIM