domingo, 26 de fevereiro de 2017

Episódio 11- As Piratas também Sonham: O Destino do Belingerance




-Capitã, e agora, daqui, para onde iremos?
-Bom, acho que depois de todas estas aventuras, acho que as meninas estão precisando de uma parada numa ilha civilizada, onde possam comer e beber bem numa taverna ! Vamos na minha cabine olhar os mapas!
-Sim, senhora, Capitã!
E lá se foram as duas.Depois de olharem os mapas e fazem os cálculos...
- A ilha mais próxima daqui é a de Fontanara !
-Excelente ! É uma ilha civilizada e receptiva, vamos para lá então, está decidido !
-Sim, senhora, Capitã ! Agora, que tal irmos abrir o baú do tesouro? Está todo mundo curiosa para saber o que tem lá !
-Está certo, Juliette, vamos lá então. Mas antes dê as ordens  do nosso curso para a Bianca !
-Sim, senhora, Capitã !
Assim Juliette procedeu.
June saiu de sua cabine e viu Celine passando.
-Queria que a minha menina querida tocasse o sino para reunir todo mundo para a abertura do baú do tesouro !
-Pois não, Capitã, será um prazer !
Celine não só obedeceu, mas ainda , ao badalar do sino juntou seus gritos estridentes de criança:
-Atenção, Atenção, vamos abrir o Baú do Tesouro, venham ver, venham ver !A Capitã está chamando a todas !

Não deu um minuto, a tripulação inteira “voou” para o tombadilho próximo ao mastro principal, onde June, Juliette, Long Legs Laura e Celine já esperavam por elas.
Todas de olho, na maior atenção, na maior expectativa !
O que havia naquele baú afinal?
-Muito bem, Laura, vamos tentar abrir  este baú novamente. Trouxe o pé de cabra?
-Sim, senhora, Capitã !
-Então, pode abrir !
Long Legs Laura colocou a ferramenta no vão da tampa emperrada, e colocou força nela.
A tampa, no entanto, não cedia.
Ela colocou mais e mais foça e bufou, bufou e nada ainda.
-Hellen, traga outro pé de cabra. Enquanto uma tenta de um lado, a outra tenta do outro !
-Sim, senhora Imediata !
Dalia a pouco Hellen voltou com a segunda ferramenta, e a encaixou.
Foram necessárias três piratas de um lado e Laura do outro, por longos minutos a fio, até a tampa se abrir num estampido tão forte que até espantou as gaivotas que sobrevoavam próximas.
E quando se abriu, a expectativa chegou ao clímax !
Tinha um pano grosso por cima do conteúdo, escondendo-o.
Tiraram.
E outro. E outro !
-Mas será que só tem panos velhos neste baú?
Disse Juliette, algo decepcionada.
Mas, então, o último pano foi retirado, o quarto.
-Pistolas ! Dezenas delas !
Disse June.
-Ah...eu esperava que fosse ouro, prata, joias...
-Juliette, você tem uma idéia de quanto custa uma pistola destas?São caríssimas ! E, olhem ! Tem mosquetes também !Tem armas de fogo aqui suficientes para um pequeno exército ! E nos serão muito úteis !
-É verdade, uma vez eu vi um pistola para vender, e custava mesmo uma fortuna , Capitã !
-E são pistolas finas, sofisticadas,  coisa fina mesmo, pistolas de nobres !
Disse Laura.
-Muito bom !Então vai ser o seguinte !Vamos contar o número de pistolas aqui e de mosquetes também !
Hellen foi retirando as armas, uma a uma, e contando.
-Temos setenta e sete pistolas e três mosquetes, Capitã !
-Excelente !   Todas vocês, peguem uma pistola para cada uma. Já os mosquetes ficarão para uso dos membros mais graduados da tripulação:eu, a Imediata e a Laura, e ficarão guardados na minha cabine.Podem pegar! Ah, só lembrando: se alguma de vocês usar uma arma destas para ferir ou matar uma companheira, será severamente punida, fui clara, tripulação?
-Sim, senhora, Capitã!
Disseram todas, em uníssono.
-Assim que eu gosto ! Bom, agora iremos para a ilha de Fontanara, a dois dias de viagem daqui, e lá poderemos todas descansar, comer bem e beber ‘a vontade !
As piratas comemoraram, felizes ! Não viam a hora de entrar numa boa taverna e se refastelar !

(Por continuar)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Episódio 19-Admirer Voyages





Ela chegou finalmente em seu laboratório e colocou o recipiente em cima de uma mesa.
E acionou seu comunicador.
-Capitã, vou ficar aqui no laboratório estudando o espécime, se não se importa!
-Tudo bem, Lola, pode ficar aí então e nos mantenha por dentro!
Já de volta ‘a Ponte de comando:
-Capitã, já escaneamos e recolhemos imagens e dados de todos os fragmentos!
-Bom, então não temos mais o que fazer por aqui. Nossa missão, creio eu, está terminada. Stephanie, abra um canal de comunicação com imagem, para o Comodoro Louis Lowwer, por favor !
-Sim, Capitã, está aberto. Ele já atendeu!
-Comodoro?Aqui é a Capitã Janessey, da Admirer !
-Pode falar, Capitã, boa tarde !
-Boa tarde, senhor ! Então, tivemos um embate com a Nave Monstro e a vencemos, senhor! Coletamos todas informações possíveis e até um filhote !
-Filhote?
-Sim, senhor. Descobrimos e temos provas científicas de que a Nave Monstro é na verdade um animal, uma espécie ! Bom, nossa missão era encontrar  este animal e destruí-lo , portanto, gostaria de pedir a sua permissão para encerrarmos nossa missão e voltarmos para a Terra!
-Sinto informa-la de que tal permissão não poderá ser concedida, Capitã!
-Com todo o respeito, senhor, poderia saber por quê?
-Primeiro, sua missão era  encontrar e matar  este monstro, mas também descobrir de qual planeta ele é. Segundo, se ele é um animal, ele não há de ser o único, isto só torna ainda mais importante a sua missão de localizar de onde vem esta espécie e onde está concentrada, se migra,enfim, precisamos saber de tudo !
-Entendi, senhor, conte conosco, senhor !
-Muito bom, Janessey, boa sorte em sua empreitada !
-Muito obrigada, senhor!
-Dispensada!
-Sim, senhor !
A ligação foi cortada.
-Bom, minhas amigas, então, como viram, não poderemos voltar para casa tão cedo e esta missão será longa.Vamos prosseguir então !
Disse Dina.
-Capitã,os sensores das sondas, localizaram algo extraordinário !
- O que foi que encontraram, Wendy?
-Inicialmente eu achei que fosse um campo de asteroides, pois está bem no limite máximo de alcance dos sensores das sondas, mas quando as informações chegaram, com as imagens, entendi:não era um campo de asteroides, mas um cemitério de Naves Monstros, milhares delas, todas mortas, vazias !E diversas delas muito, mas muito maiores do que as que já encontramos !
-Maravilha, Wendy, transmita as coordenadas para o console da Monique, por favor !
-Sim, Capitã.
-Monique, calcule o nosso tempo de chegada nas coordenadas em máxima velocidade Zarp !
-Sim, senhora, Capitã. Cálculos terminados: levaríamos oito anos, dois meses, quatro dias  , doze horas, vinte e dois minutos e trinta e seis segundos para chegar lá !
-Uuuuh, vai ser longe assim...vai levar uma eternidade deste jeito. Vou chamar a Isolda, temos de dar um jeito nisto.
-Tudo bem, Capitã, mas o que devemos fazer até lá?
-Monique e Dóris: reprogramem nosso curso para as coordenadas estabelescidas na velocidade Zarp máxima !
-Sim, Capitã ! Disseram as duas.
-Isolda? Preciso de você aqui na ponte!
-De novo, Capitã? Estou ocupada agora !
-Como, de novo, anda logo, vem !
-Mas eu estou no banheiro, senhora, fazendo...
-Não precisa falar! Termine logo e venha !Ah, ninguém merece...
-Sim, enhora.
As tripulantes da Ponto soltaram suas risadinhas.
-Coitada da Isolda, Capitã...
-Coitada? Olha a folgada , respondendo para mim, maior desrespeito, isto sim !
Dali a pouco:
-Oficial Chefe da Engenharia Isolda na Ponte, Capitã !
-Já não era sem tempo ! Bom, o negócio é o seguinte: precisamos investigar um cemitério de naves monstros que está a quinhentos e vinte milhões de anos luz daqui, mas em velocidade máxima, chegaríamos em mais de oito anos !É tempo demais! Eu quero que você e a Wendy vão no laboratório da Engenharia e reprogramem o gerador De Vrott e as nacelles Zarp para multiplicar nossa velocidade por dez, vinte, quanto mais melhor !

(Por continuar)

Episódio 10-As Piratas também Sonham:O Destino do Belingerance





Gritou Lilian .
-Léa ! Carmen ! Hellen ! Deem um jeito nela!
-Sim, Capitã !
Disseram as três.
A cobra era uma Píton, aparentada com a Sucuri brasileira, e tinha pelo menos sete metros de comprimento. E levantou boa parte do corpo, de boca aberta e sibilando grosso.
As três piratas saltaram, com suas espadas em riste, e deram seus golpes: a serpente fora fatiada em pedaços. Estava morta.
Quando Laura puxou o cipó, ele se quebrou e Vivian, para seu desespero, caiu de novo na areia movediça.
Laura pegou outro cipó e jogou para ela.
Também June, Juliette e Constance jogaram um segundo, desta vez feito um laço, e as quatro a puxaram de lá e finalmente ela conseguiu sair.
-Muito obrigada, gente !
Disse Vivian, aliviada.
-Maravilha, vamos continuar. Laura, você trouxe a pá?
-Sim, senhora, e a Hellen trouxe outra.
-Então vamos escavar !
Depois de um bom tempo, encontraram finalmente um baú.
-O tesouro ! Encontramos !
Disse Juliette.
Laura saltou no buraco, pegou o baú e o colocou para fora do buraco, no chão.
-A tampa dele não abre! Está trancado ‘a chave !
-Espere aí, capitã, vou tentar mexer na fechadura com meu punhal !
Disse Suzanne.
E ela era mesmo jeitosa com as mãos e conseguiu destravar a tampa. Só que ela mal começou a abrir e estava emperrada.
Laura tentou abrir, mas de repente, uma gigantesca aranha caranguejeira apareceu e saltou em seu braço.
-Aaaaah !
Léa não teve dúvidas: com um golpe muito bem calculado, acertou a aranha com sua espada e a dividiu em dois pedaços!
Mas o braço de Laura ficou todo melecado pelas entranhas aracnídeas.
-Argh, credo, que nojo !
E várias piratas tentaram abrir o baú, e nenhuma conseguiu. Long legs Laura, enojada, foi até um rio próximo, tirou suas roupas e se banhou lá para se limpar das papas de aranha.
Foi quando se ouviu outro grito.
Metade das piratas foi correndo em socorro de Laura.
Quando viram, ela estava cercada de crocodilos famintos, que a encurralaram em um canto, onde a beirada era feita de pedras altas.
-Nós vamos salvá-la , Laura !
June carregou sua pistola e atirou bem no olho do crocodilo mais próximo.
Valentes, Hellen e Léa saltaram nas costas de dois outros e enterraram suas espadas neles.
O sangue escorreu e os crocodilos ficaram enlouquecidos.
Quatro piratas deram suas mãos para Laura, que conseguiu sair da água.
-Vamos embora logo daqui. Melhor tentarmos abrir este baú no navio !
-Ah, ainda bem, Capitã !Não via a hora de deixarmos esta ilha!
Disse Juliette, suspirando aliviada.
Finalmente embarcaram no navio e começaram os procedimentos de zarpagem.

(Por Continuar)