segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Episódio 165-Admirer Voyages !





-Vai ser meio difícil eu me acostumar com ela,que ferocidade !
-No começo é assim mesmo. Mas é preciso respeitá-la e se dar ao respeito,não se mostrar inferior, ou ela a considerará uma caça. E nunca, jamais, a deixe passar fome, pois se isto acontecer, a primeira coisa que ela vai querer devorar é você!Por isto, inclusive, tomamos muito cuidado para não nos machucarmos- o cheiro do sangue as enlouquece !
-Muito obrigada,é...como você se chama mesmo?
-Daimoria ! Bom, por falar em comer, eu e mais umas amigas vamos sair para caçar, para que possamos ter jantar hoje.Quer vir conosco?
-Ah,, estou sem nada para fazer mesmo, vou sim!
-Então terá de aprender a montar nas aves, Sasha!
Damoria olhou firme para a ave e gritou:
-Aaaahaaaân !
A ave soltou um berro e dobrou as pernas para a frente, se abaixando.
-Monte devagar, mas sem medo.Não vacile.Estas aves conseguem girar a cabeça até quase a volta inteira, e uma bicada e pode se despedir da vida!
Sasha abriu as pernas e se ajeitou com cuidado.
-Como vocês fazem para não cair?
-Fácil, Sasha ! Está vendo estas penas grandes no começo do pescoço?Elas são fortes e extremamente difícieis de serem arrancadas, e tem filamentos que se encaixam nos dedos direitinho, bem rígidos. Puxe a da esquerda para ela virar para a esquerda, puxe para a direita para ela virar para a direita, puxe as duas para ela frear.
-E para ela levantar e andar?
-Dê aquele grito que dei agora, ela vai se levantar, grite de novo e ela vai andar. E quanto mais você gritar, mais ela correrá. Depois que ela te conhece e se acostuma, instintivamente ela já faz tudo sozinha.Elas são muito inteligentes !
-Sim, mas e para eu me equilibrar nela?
-Observe que há, de cada lado do tronco, um pouco antes de onde as asas se abrem, uma depressão onde suas pernas se encaixam no corpo dela naturalmente. Quando ela levanta, ela pressiona as asas junto ao corpo, então você se senta com as pernas entre o corpo e as asas.Notou que ela abriu as asas quando você se sentou?É para isto !Então, quando ela começar a andar, as asas dela se prensarão nas suas pernas, mantendo-a firme no lugar.Dê o comando para ela se levantar!
-Aaaahaaaaãn !
A ave se levantou imediatamente.
-Agora grite de novo, Sasha !
-Aaaaahaaaaân !
A ave começou a caminhar.
Damoria subiu em outra aves e ficou ao lado dela.
-Geralmente quando uma ave corre, a outra corre naturalmente também, pois o instindo dela é seguir a líder. Vamos lá dar umas voltas para você se acostumar !Ahaaaaaân !
A ave da guerreira disparou no galope e a outra a seguiu, disparando também.
-Está firme no lombo dela, Sasha?
-Estou !É uma sensação esquisita, as pernas dela ficam roçando nas minhas !
-É assim mesmo, você se acostuma!
As duas ensairam curvas e brecadas, depois Damoria a ensinou a saltar.
-Muito bom, Sasha, você aprendeu direitinho!Está pronta para nos acompanhar !
Dali a pouco, outras oito guerreiras chegaram em suas aves e as dez foram correndo para a floresta.
Enquanto isto, na beira do lago, as duas engenheiras, Isolda e Rita, sentadas  de pernas cruzadas uma ao lado da outra, conversavam:
-Mas que droga !Vim parar num maldito planeta primitivo e alienígena, correndo o risco de ser estuprada, e sem nada o que fazer, sem falar que o lugar está infestado destas aves perigosas...
-Ah, Isolda, calma, é bom variar um pouco, ter contato com a Natureza...
-Eu sou uma engenheira, eu gosto é do contato com a tecnologia, no conforto de uma nave !Não gosto de ficar na Natureza sem ter nada para consertar, arrumar...
-Eu também sou engenheira, mas não estou reclamando...
-Você não é igual a mim só por ser engenheira também!
- Não, não sou mesmo ! Eu também adoro o contato com a tecnologia e amo meu trabalho, mas não sou viciada nele!
-Eu não sou viciada nele !
-Ah, sei, sei...
-Aaaaah, Rita! Rita, você me irrita !
E Isolda se levantou, nervosa.
-Está bem, está bem, desculpe, Isolda...
-Me deixa em paz !
-Mas...
Nisto chegou Cecília:
-Não ligue para ela, ela está nervosa por que está com ciúmes da Sasha, que foi caçar com as guerreiras...

(Por Continuar)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Episódio 105-Sensibilidade de Viver ;Interlúdio ETP





Não demorou, Sakuya apareceu vestida com uma calça de moleton folgada e uma camiseta sem mangas, ainda descalça.
-Huum, deixa ver o que você comprou...oooh, quanta coisa, puxa, tem comida aqui para um mês inteiro, você deve ter gasto uma fortuna !
-Imagine, Sakuya-san, você merece !
-Nem sei como te agradecer, minha amiga...
-Me oferecendo um gostoso chazinho com biscoitos e depois me ajudando com a faina de sua casa! Vamos deixar isto aqui brilhando, comprei bastante produtos de limpeza !
-Opa, com certeza, agradecida de coração, Lune-san, vamos nesta sim, vou fazer um chazinho para nós, e aproveitar estes biscoitos de canela que você comprou !
Enquanto Sakuya lavava a louça e fazia depois o chá, as duas foram conversando:
-E aí, como foi lá na prisão?
-Ai, amiga, sofri tanto, tanto, você nem imagina, viu? Eu estava acostumada a ficar tomando esteroides e anabolizantes e comidas  de mega massa, e fiquei viciada naquelas coisas, e me deu síndrome de abstinência, foi horrível, você nem imagina as dores, fui parar no hospital, quase morri, olha, terrível, viu?
-Uns tempos atrás eu tive o pressentimento de que você corria perigo e me chamava, fiz o Takeo-kun me trazer aqui de carro em plena madrugada, mas não me deixaram entrar...
-Sim, eu fiquei sabendo, a fofoca chegou até mim, e eu tinha certeza de que só poderia ter sido você. E de fato, na quela noite mesmo que tive a maior crise de minha vida e pouco depois que você foi embora, fui internada num hospital, e realmente eu gritava seu nome,  e dizia:Como eu queria que você estivesse aqui para me ajudar e e me apoiar, Lune-san !
Disse Sakuya , de olhos rasos.
-Eu...eu bem queria ter estado mesmo, minha amiga...obrigada...
Disse Lune, de voz embargada e de olhos marejados.
-Sabe, Lune-san, eu me recuperei e não me entreguei, pensando em você , na nossa amizade, sabe, você foi e é, a minha única amiga de verdade, que sempre me ajudou, e que sempre fez tudo por mim,eu pensava comigo enquanto sofria  as brasas do inferno: Eu tenho de resistir, eu não posso morrer agora, se eu morrer, Lune-san vai sofrer e chorar, e ela não merece isto, a minha amiga, minha única e preciosa amiga, tão preciosa, que adoro tanto, tanto...tenho de viver, por Lune-san, pela nossa amizade, que tem de continuar, pois é tão bonita, tão bonita...eu vou aguentar, por Lune-san, por ela eu aguento tudo !
Lune se levantou da cadeira, de cabeça e olhos baixos, e abraçou a amiga, que a abraçou de volta.
Novamente Sakuya se abaixou, para ambas chorarem uma no ombro da outra.
-Você nunca me abandonou, sempre me defendeu...isto não tem preço, Lune-san, você não tem idéia do quanto isto significa para mim, do quanto você significa na minha vida, você é meu exemplo, minha inspiração, que me dá forças para continuar vivendo !
-Faço minhas tuas palavras, Sakuya-san...sua amizade e suas superações também me inspiram e impulsionam a viver !
-Sabe, Lune-san, minha estadia lá também foi até boa para mim, refletir sobre os rumos da minha vida, me ensinou a valorizar minha vida e minha liberdade, só se dá valor quando se perde...eu aprendi muito lá, lições preciosas, que não esquecerei.Eu estava muito revoltada com a vida, e no começo, minhas companheiras de cela me temiam, por eu ser tão grande e forte, mas um dia dezenas delas se uniram e se amontoaram em cima de mim e levei uma das piores surras da minha vida, aí vi que não se consegue tudo com a violência, e que um dia a violência se volta contra nós! Aquilo é um mundo- cão, minha amiga, e cheio de sujeiras, trapaças e perversidades, corrupção...é um mundo  político também, onde o dinheiro e a diplomacia  ajudam muito mais do que a simples força bruta.Por tudo isto, eu mudei. Não quero mais saber de halterofilismo, treinamentos, e as loucuras que eu estava fazendo, que quase arrebentaram meu fígado, meu pâncreas, meus rins... hoje sou diabética, e não estou longe da insuficiência renal, um rim inclusive já foi.E se não fosse um transplante que consegui graças a meu dinheiro, já teria falecido.Então, não mais dietas hipercalóricas e exercícios intensos que quase estraçalharam com as juntas dos meus ossos e com  os ligamentos de meus músculos.Chega !Agora vou me feminimizar novamente e tentar recuperar o corpinho bonito que eu tive, ou pelo menos ficar próxima.Aprendi a não mais comer como um boi, depois de viver da ração prisional.Agora minha vida é nova, nasci de novo, foi um parto difícil, mas aprendi a lição e não viverei mais nem pela nem para a violência.Se precisar me defender, me defenderei, e só, não vou mais atacar as pessoas, intimidá-las, agredi-las. A vida é curta e preciosa demais para ser desperdiçada deste jeito !
-Puxa, Sakuya-san, fico tão emocionada de ouvir tudo isto, tanto, tanto...

(Por Continuar)

Episódio 164- Admirer Voyages !




As garotas então saíram correndo, subindo as escadas, até que, enfim, chegaram ao térreo.
Mas lá encontraram um verdadeiro exército de soldados barrando-lhes a saída.
No entanto, as tripulantes estavam decididas, e já chegaram atirando, promovendo um  verdadeiro massacre .
Vendo que não tinham chances contra armas tão poderosas e modernas, os guardas restantes fugiram.
Só que atrás delas vinham mais guardas, chefiados pelo insistente Cardigal.
Elas finalmente saíram pela porta da frente do castelo e chegaram no pátio, e a primeira atitude delas foi procurarem seus veículos.
Só que ao os encontrarem, percederam que estavam destruídos, destroçados por golpes de armas  brancas e martelos pesados.
-Esta não, como vamos sair daqui?
Disse Dina.
-Uh, oh...a coisa piorou, minha amiga!
Disse  Valéria.
E de fato tinha piorado mesmo: agora eram quinhentos soldados cercando-as , mais os que estavam em cima das muralhas!
Foi então que os enormes portões das muralhas chocalharam num estrondo.
-Vossa Santidade, o Castelo está cercado por Guerreiras Rebeldes Rasshmish !
Gritou um vigia.
-Droga, as Amazonas de Rasshmish !Era só o que me falatava para me atrapalhar, agora que encurralei as estrangeiras !
Súbitamente, os portões cederam e se abriram.
Centenas de mulheres vestidas com peles toscas, montadas em aves gigantes e com enormes lanças e bestas, apareceram.
-Aí está, o Tirano de Galandahar, em pessoa !Guerreiras, atacar !
Disse a Chefe das guerreiras.
As guerreiras  jogaram suas aves para cima dos soldados, e as tripulantes aproveitaram a confusão para atirar a vontade e ajudar suas novas aliadas.
Soldados morriam aos montes, mas mais apareciam para reforçar.
Foi quando as guerreiras, correndo montadas em suas aves, pegaram  as tripulantes e as colocaram nas garupas,e pareciam ter muita pressa, pois várias já tinham morrido vítimas de flechas.
-Bater em retirada !
Ordenou a Chefe, e o bando de aves e suas montadoras fugiram correndo, levando as tripulantes consigo.
Atravessaram a cidade velozmente e saíram pelo portão, e correram na direção oeste, onde havia uma grande floresta, e numa clareira junto a um belo lago, pararam e desmontaram.
-Uh, eu nunca tinha cavalgado numa ave na minha vida !
Disse Amber, aliviada ao sentir o chão sob seus pés novamente.
-Nem eu!Mas foi uma bela aventura!
-Ah, já eu dispenso estas aventuras loucas, Cecília, uff !
-Oras, está reclamando do que?Foi bom para quebrar a rotina...
Disse Cecília.
-Muito obrigada por nos salvar e nos tirar dali, senhorita...
-Waldoria, a Chefe das Amazonas  Guerreiras Rebeldes de Rasshmish !
Uma outra guerreira a aabraçou de lado e disse após um sorriso:
-Oras, deixe de ser  modesta, alteza... ela é a nossa Princesa !
-Nem sei se mereço este título, Violora, afinal, o Tirano de Galandahar ainda detém minha mãe nos calabouços até hoje e ainda não consegui resgatá-la!
-Sua mãe é a Rainha das Amazonas, alteza?Meu nome é Valéria.
-Sim, na verdade, de muito mais. Ela era a Rainha de Galandahar , até que o Tirano usurpou-lhe o trono e passou a governar, e a mantém refém. Só não a matou até hoje por que ele não quer uma mártir.
-Bom, alteza, então podemos lhes ajudar! Meu nome é Dina !
-E como poderiam, estrangeiras como vocês...
Dina lhe explicou que vinham de outro mundo, e de uma civilização tecnologicamente muito mais avançada.
A Princesa Amazona parecia não acreditar muito na história.
-Bom, então, se vocês nos levar onde está nosso navio voador, podemos lhes mostrar e provar que dizemos a verdade...
-Tudo bem, Dina. Mas amanhã, hoje vamos descansar e dormir debaixo das estrelas, de onde vocês dizem que vem.
Enquanto Dina e Valéria conversavam com a Princesa, Sasha conversava com uma das guerreiras:
-Como vocês conseguiram domesticar aves tão ferozes?
-É que elas são filhotes. As criamos desde o ovo e depois de certa idade  as soltamos.Desde que estejam sempre bem alimentadas e sejam respeitadas, não são tão ferozes assim.
Sasha olhou para a ave da guerreira e seu olhar era o de um predador prestes a atacar.
A guerreira acariciou a cabeça de sua ave e encorajou Sasha a fazer o mesmo.
As penas eram macias e agradáveis ao toque, mas o ronronar era quase um rugido, e era assustador- parecia que ela iria atacar a qualquer momento!

(Por continuar)