quarta-feira, 17 de julho de 2019

Episódio 50- Admirer Voyages:Peregrine !



Rita estava na Engenharia, cuidando dos propulsores, mantendo-os estáveis, junto com sua equipe.Foi quando recebeu a mensagem de Alessandra, pelos auto falantes:
-Engenheira Chefe Rita deve reportar-se ‘a ponte imediatamente !
-Mais esta agora...não tenho paz nem sossego para trabalhar!  Sub Tenente Nancy Williams, você está no comando da Engenharia agora !Tenho de ir ‘a Ponte !  Aproveite e recalibre os canisters injetores de plastrói do motor de dobra número dois, equalize a pressão nos venturis e fique de olho na temperatura dos reguladores termiônicos da câmara  de fusão dele, se aumentar acima de setenta gigagraus, efetue a limpeza induzida dos reguladores, desviando os fluxos para os circuitos de reserva !
-Sim, senhora, Chefe !
-Qualquer coisa, me avise ! Fui !
Rita saiu da engenharia, ganhou o corredor, andou um pouco, pegou o elevador e logo estava chegando na ponte.
-Engenheira Chefe Rita se apresentando na Ponte, Capitã !Solicitando permissão para abordar !
-Permissão concedida !Vem cá !
-No que posso ser útil,Capitã?
Valéria explicou  a situação.
-Huum, entendi. Bom, terei de recalibrar os sensores para formar uma camada de proteção anti crômions em volta da nave, o que não é difícil, mas bem mais trabalho terei para solucionar a questão da barreira de grávitons.
Enquanto você não chegava, Rita, eu sugeria ‘a capitã  que uma modificação no defletor de sensores na proa da nave poderia abrir um túnel na barreira, para nós passarmos, emitindo um feixe de antigrávitons despolarizados ! O que acha?
-Então, Senhora Imediata, a sugestão é boa,é possível,  mas receio não ser possível  gerar um feixe de espessura suficiente grande para nossa nave passar.No máximo, uma de nossas navetas. A quantidade de energia necessária para geral um feixe de tal espessura exauriria a capacidade de produção de energia de nossa nave, o que poderia causar um apagão geral de todos os sistemas, muito perigoso !
-Huum, entendi...complicou !
Disse Cecília.
-Então, o que sugere, Rita? Quero soluções !
-Capitã, como eu disse, o pulso  de anti grávitons em um feixe emitido pelo defletor seria insuficiente sozinho. Mas, se nós modificássemos um torpedo Exitus   para que sua ogiva seja transformada em uma ogiva gravitônica de baixa potência, a explosão deste torpedo bem no feixe, no momento exato que ele tocar a barreira, causaria uma reação em cadeia que multiplicaria o efeito do feixe na barreira, aumentando o suficiente o diâmetro do túnel porela para nossa nave passar. Mas precisaria ser tudo extremamente preciso!
-Caso alcancemos tal precisão, há algum risco para a  tripulação ou  ‘a nave?
-Olha, Capitã, risco sempre tem. Toda explosão gravitônica aumenta brutalmente a gravidade dentro do espaço em que ela ocorre, e por dezoito milissegundos  nossos corpos serão atingidos por uma pressão de 60 G. E isto por que o sistema de gravidade artificial e os escudos inerciais da nave nos protegerão, mas o casco da nave, no mesmo tempo, suportará 6000 G ! Este valor está dentro dos limites de tolerância do casco, com resistência garantida por até 30 milissegundos. Mais do que isto, a nave implodirá.Por isto mesmo, não pode haver erro, nem mal funcionamento dos motores de dobra enquanto estivermos dentro da barreira.Uma parada lá, e seremos todas destruídas !
-Entendi. Ok, permissão concedida, pode iniciar os procedimentos ! Ah, quanto tempo  vai levar para ficar pronto?
-Obrigada, Capitã, sete horas ! Ah, vou precisar da ajuda da Anne Paula, com o defletor e da Giselle, com o Torpedo!
-Muito bem, Anne Paula, qual o tempo de duração da anomalia temporal até ela se fechar nas condições atuais?
-No máximo mais uma hora e dezesseis minutos, Capitã!A anomalia está começando a se desestabilizar !
 -Entendi ! Ok, Rita, você tem uma hora, no máximo ! Anne Paula e Giselle deem para a Rita todo o seu apoio e obedeçam a todas as ordens dela !Podem começar agora !
As duas citadas responderam em uníssono:
-Sim, senhora, Capitã !
-Dispensadas !
Anne Paula e Giselle se reuniram com Rita no console da Engenharia da Ponte e começaram a trabalhar.
-Cecília, convoque  as substitutas delas para os postos de Sensores e Artilharia !
-Sim, senhora, Capitã ! Alessandra, chame para a Ponte as Tenentes Érica Mawee, e Ruri Kadokawa !
-Sim, Capitã ! 

(Por Continuar)

Episódio 3 (Minissérie)- Eternidade


Episodio 3: Excelência, Majestade,Perenidade


No alto da mais alta das colinas jazia o Palácio.A suntuosidade daquela edificação singular contrastava com a aridez gélida da solidão.
No alto do trono estava o monarca,vestido com as peles mais finas e as jóias mais preciosas.Um suspiro percorreu a sala vazia, onde o tédio do tempo parecia o fazer perene. Quantos mundos dali ele controlava já nem tinha mais idéia,por outro lado ele se arrastava pelo tempo lembrando-se da infância, de eras passadas, outros tempos, outra gente, amigos há muito mortos ou desaparecidos,amigos?
“-Não”, pensava ele agora “-Amigos não existem .So´existe agora o Poder. Poder que corrompe, poder que rompe,destrói, dizima, extingue.Poder que oprime, Poder que tem a virtude duvidosa da Opressão,a árdua escolha a fazer entre responsabilidade e coração.Muitos amigos foram mortos assim."
Realidade que pesa,oprime o opressor, esmaga o Ditador,e ainda assim resta viver, obrigação.Corrente que não se quebra,vicio maldito, Ambição.”
A serenidade daquele rosto marcado pela idade escondia uma angustia profunda que nem mesmo aquele velho tirano sabia de onde vinha.
Tal angustia porem era ambígua em sua origem, pois não se tratava apenas do fundo de uma alma torturada e de um coração amargurado,mas por conta do segundo Imperador dentro do primeiro, havia interesses ali  e tais”fraquezas” não podiam vir à tona, razão pela qual ele tirava alguns minutos do dia para seu próprio retiro.Enquanto um Imperador adormecia, o outro chorava em sua prisão,com lágrimas ausentes e dor presente.
Havia uma ânsia de viver no Imperador oprimido,mas não havia esperanças.
Não havia por que continuar vivendo, mas este pequeno monarca permanecia.
O retiro terminou.
Um General entrou e relatou que a pequena cidade de Sotto tinha –se rebelado contra o Império, recusando-se a pagar impostos, refutando a opressão.
O rosto do Imperador ate então sereno, transformou-se de imediato, tornando-se vermelho, colérico, furioso, de modo tão inesperado e imprevisível que ate´o próprio General se assustou.
Soou o brado, urro de ferocidade selvagem e incontrolável:
-Mata! Mata! Mande um exercito inteiro, dizime, destrua, promova a extinção!Faca a cidade desaparecer !Quero um lago de sangue no lugar !
O General baixou os olhos, baixou a cabeça, e respondeu:
-Sim, Majestade, sera´feita a sua vontade.

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Episódio 11- Sensibilidade de Viver:Adendos Finais



Ruri enfim reagiu, ainda muito envergonhada e triste,  e Lune a ajudou a escolher as roupas e a se pentear e se maquiar para disfarçar as lágrimas. Ainda cabisbaixa,  desceu as escadas junto com a irmã.
Quando chegaram na cozinha, no entanto, ouviram a gritaria:
-O senhor não manda em mim, tio !
-Rena-chan, você está fazendo sua prima chorar ! Por favor sente-se de uma vez para comer !
-Mas a comida está horrível, está uma droga, eu não quero esta porcaria !
-Sua tia fez com todo o esforço , amor e carinho e olha o que você faz !
-Eu não gosto de  sukiaki, tio !Eu quero hambúrguer com batata frita e catchup !
-Isto aqui não é uma lanchonete americana, menina !
-Unheeeeeee´!
Berrou Rina na sua cadeirinha.
Rena jogou o prato  de comida na cara de Takeo, bem na hora que a mãe e a tia dela entraram na cozinha.
Ruri ficou chocada, de olhos arregalados e... virou-se de frente para Lune e voltou a chorar convulsivamente. Nem ela mesma sabia o que fizera de tão ruim na vida para a filha dela sair daquele jeito.
Rina, porém, ao ver a cara do pai toda lambuzada de comida, riu-se com gosto e parou de chorar.
Mas o pior era mesmo a atitude de Rena.
Ao ver as duas chegar após  ela jogar comida na cara de Takeo, ela apontou o dedo para ele e começou a rir ‘as gargalhadas.
Takeo se sentiu humilhado e magoado!
Ele lavou o rosto na pia mesma, enxugou o rosto e as mãos com o pano de pratos, e saiu da cozinha, foi para a garagem e saiu com seu carro, em silêncio.
Ruri não sabia o que fazer com a filha. Simplesmente não tinha forças para ficar brava com ela e estava roxa de vergonha.
Lune então viu que teria de tomar uma atitude com aquela menina, daquela maneira não dava para continuar !
-Não quer minha comida? Ótimo, vai ficar de castigo e passar fome!
Disse Lune com olhar colérico. Ela pegou a menina pelo pulso e a arrastou até o lavabo da sala e trancou a porta por dentro. Depois voltou e encontrou Ruri chorosa  sentada na mesa, em uma cachoeira de lágrimas.
Lune estava emocionada também, sobretudo com o sofrimento da irmã, embora também pensasse no sofrimento de Takeo igualmente, mas ela raciocinou que precisaria ser forte.
Serviu a irmã com arroz, sukiaki e colocou uma pequena vasilha com molho taré.
-Coma a vontade, onee-san, depois que eu lavar a louça eu tiro  a Rena  de lá...
 Disse Lune  acariciando os cabelos de Ruri e enxugando suas lágrimas com carinho  .
Ruri parecia nem sentir o gosto da comida,mas,por entre lágrimas, tentou, num esforço monumental, sorrir, e pouco depois respondeu baixinho:
-A comida está uma delícia, muito obrigada...
-De nada, Onee -san, depois tem uma sobremesa que você adora: Pudim !
Ruri por fim acabou de comer e depois foi a vez da sobremesa.
-Deixa que eu lavo a louça e limpo a cozinha para você...não quero te dar trabalho...e, por favor, perdoe a ingratidão da minha filha...  
-Ela é só uma criança, onee-san..olha, voc~eé visita,não precisa ter trabalho...
-Eu faço questão, Lune-nee-san, é o mínimo que posso fazer para consertar o que a Rena-chan fez...
-Tudo bem então,onee-chan, eu tenho de amamentar a Rina agora, depois tenho de coloca-la para arrotar e depois trocar as fraldas dela e coloca-la a dormir. Fique a vontade !
Ruri se levantou da cadeira e começou a trabalhar. Lune ficou um bom tempo na cozinha com ela enquanto cuidava da filha, e depois a levou para o quarto.
Ruri aproveitou-se que não havia ninguém por perto e voltou a chorar, sentada no chão.
Foi quando  Simone, a gata, a viu,e foi para o colo dela e começou a lamber seu rosto.
Ruri então começou a acariciar Simone com carinho, e com isto foi se acalmando.Por fim, se levantou  e começou a guardar a louça já lavada.
Claro que Rena não  iria aceitar seu castigo pacificamente.
Por mais de quinze minutos ficou esmurrando a porta e gritando, exigindo que a tirassem dali.
Por fim, ao ver que era ignorada, aquietou-se.
Por fim, Lune chegou e abriu a porta.

(Por Continuar)