domingo, 14 de julho de 2024

Conto: O Megantereon Negro -versão 2024

 

O Megantereon Negro

                (2024)

 

Introdução:

 

Megantereon era um felino dentes de sabre  que viveu do período Plioceno ao começo do perído Pleistoceno, e era do tamanho de uma onça atual, mas mais musculoso.

A história se passa no comecinho do período Plioceno, há cinco milhões de anos atrás.

 

 

Ali era a Europa, algum lugar  nela, e , naquela época, ela era muito diferente do que é agora.

Foi uma época em que a Humanidade ainda não existia, em que os primeiros Australopitecos ainda estava milhões de anos á frente no futuro, uma época em que existiam elefantes e hipopótamos na Europa, em que os elefantes era gigantes perto dos atuais, e tinham prresas recurvadas para baixo  saindo da mandíbula inferior.

Um tempo em que os lobos já existiam, mas eram menosres do que os atuais, mas os ursos já eram grandes como os de hoje, e ondecavalos já tinham um só dedo nas patas, mas ainda eram pequenos, comparados aos atuais.

Um tempo em que os felinos estavam começando sua jornada na Terra e lutando para serem os predadores do topo da cadeia alimentar, e eles tinham caninos enormes.

Estes felinos eram os Megantereon, e só não eram maiores do que os ursos.

O dia mal raiara, e uma sombra negra e ameaçadora se esgueirava pelas trevas que aos pucos se desvaneciam.

Sua pelagem negra e brilhante se distinguia da padronagem pintada amarela-alaranjada da maioria de outros de sua espécie.

O clima, recém saído da quentura do Mioceno, era fresca e relativamente fria, com os tempos da Era do Gelo ainda distantes no futuro.

O olhar era autoconfiante e feroz, e o focinho buscava por presas em meio aos argustos da floresta que o escondia.

Ele sabia, sua cor preta o denunciaria em campo abertos e durante o dia, dificultando suas emboscadas.

Não podia se dar ao luxo de ser visto á distância, o fôlego não era longo o bastante para perseguir os pequenos mas ágeis cavalos Pliohippus por distãncias muito grandes.

Mas a empretada desta vez era bem arriscada: uma manada de elefantes Deinotherium tinha um novo filhote, e o Megantereon Negro queria cacá-lo, era o seu objetivo.

Seu estômago rugia de fome e e o saciamento era urgente.

Só assim, ele teria a chance de sobreviver por mais um dia.

Escondido nas folhagens, em silêncio, contra o vento gelado do fim da madrugada, ele tinha o olhar vidrado no filhotinho, entre as patas da mã.

Sabia que só teria uma chance, pois ao ser descoberto, o perigo de ser morto pelos paquidermes furiosos era grande.

Eis que pois, ter paciência para aguardar o momento perfeito era fundamental, inclusive para sua sobrevivência.

As flores escondiam seu cheiro, e ele, atento, atento, orelhas regirando e focando o berreiro elefantinho, narinas abertas captando qualquer odor, qualquer um era crucial e tinha seu valor.

Os Deinotherium ainda não tinham percebido sua presença, e estavam tranquilos,mas apenas relativamente, pois eram bestas experientes e sabiam que feras podiam estar á espreita, prudência e vigilância eram a receita.

Diante deles um laguinho plácido, mas relativamente profundo, onde poderiam se banhar sob a vigilância de um experimentado ancião, esta era sua função.

A mãe conduziu o seu precioso filhote, único da  pequena manada, ainda assim, desconfiada, pois perdera outro filhote dois anos antes e não não queria perder mais aquele.

Viva na sua memória a sua lembrança estava, do filhote recém nascido nas garras de um Megantereon, a mordida no pescoço, o sangue escorrendo, e ela ao seu socorro correndo, o filhote berrando em desespero,e ela finalmente chegara, o olhar de fera a encarava, e ela viu tido vermelho, e avançou contra o predador a toda carga, mas este , com agilidade fugira.

Era tarde demais, o filhote já não mais respirava, e a mãe trombeteou sua tristeza, logo veio a manada, e em volta do filhote a macabra sifonia da morte pelas trombas trovejava, seu luto tonitruante a atormentava, e grossas lábrimas de seus olhos caíam, desconsolada.

Algum tempo depois, ao partir com a manada, ela resolveu rever seu amado filhote desaventurado.

Foi quando observou, chocada, o Megantereon se alimentando da carcaça, e a poça de sangue esvaída, pingando fo corpinho sem vida, as faces do predador tintas de sangue, o contraste do vermelho no rosto com a pelagem, e aquilo despertou sua fúria e coragem!

Fora de si, descontrolada,  suas dez tonedas marchando célere rumo ‘a fera, que abriu sua boca babosa exibindo suas presas navalhinhas e enormes. Saltou para trás e correu pela floresta, e ela  perdeu a fera de vista.

Tal lembrança agora lhe fazia jorrar lágrimas novamente por seus olhos sofridos, quanto sacrifício fora necessário para ter seu novo filhote, e lhe batia desespero no coração a consciência torturante de que poderia perder mais aquele.O ódio lhe injetava os olhos lacrimejantes e ela não desgrudava do filhotinho por um só instante.

Mas alheio a todo este furacão de sentimentos, o Megantereon aguardava paciente.

Tinha de aparecer uma chance, tinha !

Mas a manada estava unida desta vez,e uma verdadeira muralha de carne e ossos protegia o bebê.

Eis que pois, o Megantereon negro ouviu ao longe, relinchos desesperados.

Tina de decidir: o filhote ou os cavalos?

Sua audição aguda não o traía. Os relinchos vinham em sua direção e se aproximavam rápido.

Logo então distinguiu urros de um urso esbravejando, perseguindo em desabalada carreira e já ofegante, e sua velocidade enfraquecia e deixava de ser distante.

O Megantereon sabia muito bem que caçar cavalos era tarefa extenuante e  que o risco era grande, pois não era páreo para o grande urso, e que não estava distante no decurso.

Mas  o felino estava descansado e forte e acabou desisisitindo do filhote.

Subiu em uma árvore para de cima observar e viu o urso freustado a ofegar, cair de exaustão não longe dali.

Então, a tropa equina passou pelo Megantereon, que escolheu seu alvo. E num ágil salto certeiro, acertou um dos cavalos,e suas presas enormes, afiadas e recurvas, abraçaram o pescoço de sua vítima de surpresa. Em um bote certeiro e rápido como um raio, em lágrimas os olhos equinos se fecharam para sempre, com sangue vertendo rubro qual torrente.

Mas o Megantereon sabia que não podia demorar, pois o urso logo iria se recuperar e para si a vítima clamar.

Foi quando o Megantereon mostrou toda a sua força e vigor: com sua presa  já travada em suas presas ensanguentadas, puxou a carcaça jpá sem vida árvore acima, e a depositou numa alta forquilha.

Em silêncio passou a saciar sua fome.

O urso por fim se levantou e rugiu furioso.

Mas seus ouvidos captaram os Deinotheriu nada distante, olhou, viu o filhote e num rompante, atacou repentinamente.

A mãe do filhote viu o urso em pé com semblante desafiante e resolveu, furiosa, mostrar quem mandava.

Suas presas afiadas voltadas pra baixo afundaram no crânio do urso, que caiu semvida, e a tropa de ancestrais elefantes segui seu caminho vigilante, para não mais suspresas doravante.

O filhotinho estav salvo, por enquanto.

E o Megantereon escondido na densa forlagem arbórea, descansava agora, de ventre cheio, pois tinha devorado ‘a forra.

E o dia para ele estava só começando, enquanto o sol já subia pelo céu raiando, naqueles temposimemoriais que não mais voltariam.

Nenhum deles ali sabia que não eriam eternos, nem o que o futuro lhes reservava doravante.

 

                                FIM

 

Conto: O Túnel


Aquele era O Túnel.

Tratava-se de um pequeno túnel ferroviário perdido no meio do nada.

As cercanias em volta do túnelzinho , que não tinha mais do que uns dez metros de comprimento,eram compostas de pequenas campinas de grama rala e falha, com a terra nua aparecendo aqui, ali, acolá, e  algumas árvores pequenas esparsas, mais distanciadas, sem nenhuma elevação do solo que justificasse construir um túnel ali.

No assoalho do túnel se via um trecho minúsculo de velhos trilhos, enferrujados, muito antigos,  com bitola estreita, típicos dos velhos trens a vapor do século XIX.

O curioso e enigmático, era por que aquele pequenino túnel fora construído ali?

Não havia montanhas por perto, nem rios, nem acidentes topográficos, era uma paisagem  bem plana por pelo menos cinquentos metros dali em qualquer direção.Nem nunca houve nada  que o justificasse nos últimos duzentos anos.

Ninguém sabia quem o construira, nem quando, mas havia o rumor de que teria mais de cento e cinquenta anos de existência.

A cidade mais próxima só aparecia a vários quilômetros dali, ninguém morava na região, e muito poucos transeuntes de passagem vagavam por aquelas paragens desertas esquecidas pelo tempo.

A maioria dos que por ali passavam, simplesmente ignoravam o velho túnel e sequer olhavam para ele.

Entretanto, eis que pois , um curioso que por ali passava o viu, e resolveu dar uma olhada.

Ele estava consciente da lenda que dizia que quem ali entrasse, desapareceria para sempre, nunca mais voltava.

Porém, havia décadas que ninguém desaparecia ali.

Mas, incrédulo, e com a ousadia que só os ignorantes conseguem ter, o curioso atreveu-se.

Tinha acabado de chover, e poças de água se formavam, nos intervalos dos pedaços de madeira apodrecida , entre um e outro, que serviam para manter os trilhos separados.

De cada extremidade do túnel, os trilhos não iam mais do que três metros de distância.

A primeira coisa que o temerário curioso notou era que, bom, um túnel pequeno daqueles era para dar para ver o outro lado com facilidade e seria iluminado pelo sol em quase sua extensão, permitindo ver seu interior em quase toda a sua extensão, mas, pasmo e intrigado, descobriu que, no primeiro momento sua presunção se fazia realidade, no segundo, não.

E dali por diante, idem.

Simplesmente não se conseguia ver o outro lado do túnel, cuja saída estava tomada por intenso breu,  e mesmo o início, a boca do túnel, se revelava cinzenta escura, sem revelar seus detalhes,sua textura, rugosidades, nada, o que era estranho, pois por fora o túnel parecia ser feito de pedras e tijolos á vista.

O homem  deu a volta, á certa distância, por fora do túnel para o outro lado e ficou embasbacado de que ali não tinha nada de mais, só a campinas e uma ou outra árvore, e  daquela extremidade também não dava para ver o término do túnel, mas caminhando ao largo era público e notório de que o túnel tinha início e fim, e que era pequeno, contradizendo e desafiando as leis da Física e da óptica.

Ele voltou , novamente marjeando o túnel a uma distância de uns cinco metros dele, para o outro lado.

Outro evento que lhe chamou a atenção foi um intenso e profundo, desagradavelmente forte cheiro de carniça-porém , não havia urubus nem abutres por perto, nem sobrevoando ali.

Aliás, era notório e intrigante que, no raio de mais de quintos metros dali, não havia um só passarinho no céu, nem nas poucas árvores ao derredor.

Então olhou para a poça d’ água nos trilhos, já disposto a ir embora, pois não suportava mais o cheiro de carniça dali.

Então fez uma careta, horrorizado, segundo-se um rictus de horror: todos os seus cabelos e pelos se eriçaram em um  instinto ancestral, seus olhos se arregalaram, com as pupilas dilatadas e vidradas até doer, sua boca aberta em  um ângulo doloroso, de tão inclinado,lágrimas corriam qual  cachoeiras, e um grito medonho de uma dor profunda e repentina, que lhe calava fundo, com uma voz que não era sua, imensamente profunda e lancinante soou.

Mas ninguém escutou, só ele mesmo.

Começaram os espasmos por todo o corpo, que se transformaram em dolorosas contorções  e ele caiu no chão.

Estava morto!

Porém, estranhamente a poça ainda refletia o que ele vira: seu próprio esqueleto !

Súbitamente,ele desapareceu no ar, como se nunca tivesse existido, e seu reflexo na poça também sumira.

Evaporara-se no ar qual um vapor que se dissipa no ar até desaparecer!

Enquanto esteve vivo, a memória que ficara era ter sentido o mais forte cheiro de carniça que já sentira na vida, que parecia vir de dentro do túnel- mas não se conseguia vislumbrar nada morto lá dentro, nem mesmo ossos, o túnel aparentava estar absolutamente vazio.

O que realmente o incomodara enquanto esteve vivo ali é que o cheiro lhe parecia ser o de sua própria carniça, como se ele já estivesse morto e em decomposição!

Pouco depois que ele desaparecera, um curioso Puma passava pelo local, atraído pelo cheiro intenso de carniça, que lhe aguçara sua curiosidade.

Caminhou pelos trilhos e com ele , o mesmo rictus de horror macabro ocorria agora, com ele caído no chão, se contorcendo qual epilético, e com berros muito diferentes do que qualquer felino poderia emitir, mas que desapareciam a poucos metros da boca do túnel.

Mesmo que houvesse alguém a poucos metros dali nada escutaria.

Olhos esbugalhados, mandíbula caída num ângulo impossível, duro como uma estátua, também o Puma desvaneceu e desapareceu.

Um cão que passara logo depois, a mesma coisa ocorreu.

Dias depois, a família do homem desaparecido soube que ele passara pela região do túnel e resolveram investigar seu desaparecimento.

Também os familiares, ao tentarem adentrar o túnel, faleceram e desapareceram em meio a um dolorosíssimo rictus de horror.

O caso então virou manchete em jornais e telejornais, nas redes sociais, e a polícia foi acionada, e ninguém que foi, jamais voltou.

Outros policiais subiram em um helicóptero e sobrevoaram o Túnel.

Do chão, ele era perfeitamente visível, do ar, nada.Fotografaram o local onde o túnel era para estar, e nada apareceu na foto, apenas uma campina vazia.

Investigadores no chão  também fotografaram o Túnel nos seus celulares, mas nas fotos  novamente o Túnel não aparecia.Só a campina vazia.

Olhando de cima, a bordo do helicóptero, também não se via o túnel onde ele deveria estar por mais vezes que se olhasse, e isto para todos os cinco policiais a bordo; é como se ele não existisse

Investigadores buscaram junto a Historiadores informações sobre o Túnel.

Tudo para descobrirem que, nada constava nos registros históricos, sequer constava uma malha ferroviária ali, nenhuma foto, nenhum documento, nenhuma reportagem, nenhuma menção a este túnel  ali, ou de trilhos na região, nada,nunca tinha havido trilhos nem túnel naquela paragem, historicamente, é como se O Túnel nuca tivesse existido!

O mais intrigante é que quem por ali passasse, por via terrestre, todos viam que ele de fato existia.

Não poderia ser uma ilusão de ótica enganando a centenas de pessoas que o olharam !

Um segundo helicóptero foi mandado, e desta vez a tripulação do helicóptero o viu e foi descendo devagar até ele.

Mas quando a aeronave pairava a poucos metros de altura do teto do túnel,repentinamente houve uma misteriosa falha total nos sistemas do helicóptero, que, desrespeitando todas as leis da física, parpu a turbina repentinamente,e os rotores ao memo tempo e o helicóptero caiu em cima do túnel como uma pedra.

Isto não era para acontecer, inclusive, normalmente quando a turbina falha, o helicóptero permanece com os rotores girando por inércia por algum tempo, no chamado “efeito solo”, que o permite voar ainda alguns metros em queda controlada.Mas não fora o que ocorrera, A turbina, ao invés de ir parando aos poucos como quando é desligada, parou de vez, e os rotores iden, junto e ao mesmo tempo, com ela.

O que centenas de espectadores curiosos, mantidos a dez metros de distância do Túnel viram, no entanto, foi o corpo do helicóptero se contorcer qual animal em desespero enquanto caía a uma velocidade anormalmente lenta,com um rugido tétrico qual uivo de agonia, sair da máquina parada, por segundos parada em pleno ar, e ao tocar o teto do Túnel, quase como se estivesse caindo emcâmera lenta, desaparecer como um vapor que se dissipa.

A multidão, em polvorosa, ao notar que o helicóptero caíra em cima do túnel sem qualquer dano a este, explodiu feito estouro de gado, mas não foram longe: todos se contorceram em agônico sofrimento,caíram mortos e desapareceram.

Mas as câmeras da imprensa caídas no chão registraram o pânico por alguns segundos e transmitiram as imagens  nacionalmente, antes de desaparecerem.

O caso ganhou notoriedade nacional, e satélites fotografaram o Túnel.

Mas as fotos enviadas só mostraram uma campina vazia.

Então, muito tempo depois, outro desavisado passou por ali ao anoitecer.

O que ele viu lhe arrepiou os cabelos, mas o que ele ouviu lhe gelou a espinha !

Parecia vir de dentro do Túnel:

Um barulho ensurdescedor de buzina de trem a vapor, em seguida, o que lhe pareceu ser um coro de vozes ´tetricas:

-Aaaaaaaaaaaaaah ! Aaaaaah !

Então, olhou para o céu, estranhamente vazio, sem lua ou estrelas, mas também, sem nuvens.

Subitamente, algo no céu apareceu, que lhe pareceu uma Aurora Boreal.

Porém, e ele sabia disto, aquele lugar estava muito, mas muit distante de locais onde auroras boreais aparecem.

Ela vinha em ondas rolando pelo firmamento, em tons de vermelho, ouviram-se trovões , relâmpagos e raios,só que sem chuva, e então, o mais tétrico ocorreu:

De entro do túnel, passando através do teto dele, esqueletos de todas as pessoas e animais que morreram por ali subindo ao céu, e desaparecendo ao chegar na altura da aurora vermelha!

O infeliz que pôde observar, pralalizado de terror aquele espetáculo terrífico,o qual ele não sabia, ocorria todas as noites, voltou a poder se mexer- mas para as contorções e espasmos impossivelmente intensos, seguidos de uma dor desesperadora e lancinante, ele, o que ele parecia sentir era como se seus ossos estivessem sendo arrancados de dentro de seu corpo ainda vivo,e seus olhos se arregalaram e suas pupilas se dilataram ao máximo e seus olhos explodiram, e seu berro foi trojevante e logo caiu duro no chão, já morto.

Seu esqueleto também flutuou e voou para a Aurora vermelha e desapareceu, assim como seu corpo, que foi ficando mais e mais diáfano até sumir.

No dia seguinte, o Túnel desaparecera completamente, como se nunca tivesse existido.

O túnel que não tinha sentido existir, que em tese nunca existiu, não aparecia nem em fotos nem em emissões de radar, nem em nenhuma outra forma de detecção, que existia sem nunca ter existido ou podido existir, deixara de existir.

E ninguém nunca mais se lembrou de um dia ter existido.

Mas existiu, por mais de cento e cinquenta anos. Ou não?

Tão subitamente quanto aparecera, desaparecera.

Apareceria de novo no futuro?

Ninguém o sabia, pois oficialmente, nunca existira.

Mas quem duvidou, pagou com a própria vida

   

                    FIM

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Episódio 50- Admirer Voyages Infinity !


-Que alívio!

- A Embaixadora  Cheethis  deseja falar com a  senhora, Capitâ!

-Na tela, Stephanie !

A imagem da embaixadora, uma bela e esguia gueparda, luxuosamente vestida, apareceu na tela, tendo ao fundo um enorme e suntuoso salão.

-Sejam bemvindas, terráqueas, nós, o Povo do Planeta Zootopia, as saudamos! Soubemos que vocês salvaram uma nave nossa e resgataram alguns de nossos cidadãos! Ficam aqui nossos agradecimentos!

-Sim, Embaixadora. De nada, imagine. Permita-me  me apresentar: sou a Capitã Dina Russel Janessey, do Império Ksariano, Planeta Terra.Muito obrigada por suas gentis boas vindas a nós.

-De nada, Capitã Janessey.Somos um povo diverso sim, mas bem educado.

-Percebi mesmo, Embaixadora. É, sem mais delongas, gostaria de explicar-lhe o motivo de nossa visita:

Gostaríamos de devolver a vocês os nobres cidadão que resgatamos, de volta a seu planeta.

-íamos justamente solicitar isto, Capitã. Estamos gratos por sua iniciativa. No entanto, será necessário negociarmos um acordo antes disto. Soubemos que um de nossos cidadãos cometeu um grave crime a bordo de sua nave.

Agora Dina e a tripulação toda da Ponte coraram de vergonha.

-Sim, infelizmente, Embaixadora.O Senhor Raposa manteve relações sexuais com nossa Chefe de Segurança.

Respondeu Dina, que enquanto isto pensou:

“-Mas como raios eles sabem de tudo isto? Temos um espião a bordo?”

-Pois então, Capitã, para mim também é muito constrangedor este assunto também.Ahaaam! Ocorre que ele já responde a diversos processos por estupro em nosso planeta, mas oque ele fez aí não é considerado crime aqui, pois foi consentido, e não um estupro. Ainda assim, há vários mandados de prisão contra ele, então, assim que ele chegar aqui, garanto-lhe que será preso imediatamente.

-Lamento saber deste triste fato, Embaixadora. Concordo que ele seja preso. Nossa tripulante também será julgada pelo crime dela, por nossa Coorte Marcial, em breve.

-Então estamos em comum acordo. Serão bemvindas aqui, mas há uma condição: não queremos que se teletransportem para cá. Venham com uma Naveta Auxiliar, por favor.

-Combinado, Embaixadora !

-As aguardamos com nossos cidadãos e nosso prisioneiro,dentro de uma hora, medida de tempo de seu planeta.EmbaixaDORA Cheethis, desligando !

-Achei que ia ser mais difícil, Ambér...

-Capitã, a Segurança informa que o Sr. Raposo fugiu e que o resto dos Zootopianos estão em motim, protestando contra a prisão dele e a entrega dele para as autoridades zootopianas !

-Esta não ! Falei cedo demais ! Alerta de intruso ! Fazer busca por toda a nave !Segurança, conter os revoltosos ! Obrigada, Stephanie! Amber, assuma o comando, vou lá embaixo resolver esta situação ! Temos uma hora para colocarmos eles numa naveta auxiliar, droga !

-Por favor, espere, Capitã!

-O que foi agora, Stephanie?

-Os revoltosos informaram que estão de posse da Tenente Karin Koggs e da Tenente Comandante Livia Livinian  como reféns ! Estão ameaçando estupra-las !

 

(Por Continuar)

sábado, 1 de junho de 2024

Conto: O Meantereo Negro

 

O Megantereon Negro

                (2024)

 

Introdução:

 

Megantereon era um felino dentes de sabre  que viveu do período Plioceno ao começo do perído Pleistoceno, e era do tamanho de uma onça atual, mas mais musculoso.

A história se passa no comecinho do período Plioceno, há cinco milhões de anos atrás.

 

 

Ali era a Europa, algum lugar  nela, e , naquela época, ela era muito diferente do que é agora.

Foi uma época em que a Humanidade ainda não existia, em que os primeiros Australopitecos ainda estava milhões de anos á frente no futuro, uma época em que existiam elefantes e hipopótamos na Europa, em que os elefantes era gigantes perto dos atuais, e tinham prresas recurvadas para baixo  saindo da mandíbula inferior.

Um tempo em que os lobos já existiam, mas eram menosres do que os atuais, mas os ursos já eram grandes como os de hoje, e ondecavalos já tinham um só dedo nas patas, mas ainda eram pequenos, comparados aos atuais.

Um tempo em que os felinos estavam começando sua jornada na Terra e lutando para serem os predadores do topo da cadeia alimentar, e eles tinham caninos enormes.

Estes felinos eram os Megantereon, e só não eram maiores do que os ursos.

O dia mal raiara, e uma sombra negra e ameaçadora se esgueirava pelas trevas que aos pucos se desvaneciam.

Sua pelagem negra e brilhante se distinguia da padronagem pintada amarela-alaranjada da maioria de outros de sua espécie.

O clima, recém saído da quentura do Mioceno, era fresca e relativamente fria, com os tempos da Era do Gelo ainda distantes no futuro.

O olhar era autoconfiante e feroz, e o focinho buscava por presas em meio aos argustos da floresta que o escondia.

Ele sabia, sua cor preta o denunciaria em campo abertos e durante o dia, dificultando suas emboscadas.

Não podia se dar ao luxo de ser visto á distância, o fôlego não era longo o bastante para perseguir os pequenos mas ágeis cavalos Pliohippus por distãncias muito grandes.

Mas a empretada desta vez era bem arriscada: uma manada de elefantes Deinotherium tinha um novo filhote, e o Megantereon Negro queria cacá-lo, era o seu objetivo.

Seu estômago rugia de fome e e o saciamento era urgente.

Só assim, ele teria a chance de sobreviver por mais um dia.

Escondido nas folhagens, em silêncio, contra o vento gelado do fim da madrugada, ele tinha o olhar vidrado no filhotinho, entre as patas da mã.

Sabia que só teria uma chance, pois ao ser descoberto, o perigo de ser morto pelos paquidermes furiosos era grande.

Eis que pois, ter paciência para aguardar o momento perfeito era fundamental, inclusive para sua sobrevivência.

As flores escondiam seu cheiro, e ele, atento, atento, orelhas regirando e focando o berreiro elefantinho, narinas abertas captando qualquer odor, qualquer um era crucial e tinha seu valor.

Os Deinotherium ainda não tinham percebido sua presença, e estavam tranquilos,mas apenas relativamente, pois eram bestas experientes e sabiam que feras podiam estar á espreita, prudência e vigilância eram a receita.

Diante deles um laguinho plácido, mas relativamente profundo, onde poderiam se banhar sob a vigilância de um experimentado ancião, esta era sua função.

A mãe conduziu o seu precioso filhote, único da  pequena manada, ainda assim, desconfiada, pois perdera outro filhote dois anos antes e não não queria perder mais aquele.

Viva na sua memória a sua lembrança estava, do filhote recém nascido nas garras de um Megantereon, a mordida no pescoço, o sangue escorrendo, e ela ao seu socorro correndo, o filhote berrando em desespero,e ela finalmente chegara, o olhar de fera a encarava, e ela viu tido vermelho, e avançou contra o predador a toda carga, mas este , com agilidade fugira.

Era tarde demais, o filhote já não mais respirava, e a mãe trombeteou sua tristeza, logo veio a manada, e em volta do filhote a macabra sifonia da morte pelas trombas trovejava, seu luto tonitruante a atormentava, e grossas lábrimas de seus olhos caíam, desconsolada.

Algum tempo depois, ao partir com a manada, ela resolveu rever seu amado filhote desaventurado.

Foi quando observou, chocada, o Megantereon se alimentando da carcaça, e a poça de sangue esvaída, pingando fo corpinho sem vida, as faces do predador tintas de sangue, o contraste do vermelho no rosto com a pelagem, e aquilo despertou sua fúria e coragem!

Fora de si, descontrolada,  suas dez tonedas marchando célere rumo ‘a fera, que abriu sua boca babosa exibindo suas presas navalhinhas e enormes. Saltou para trás e correu pela floresta, e ela  perdeu a fera de vista.

Tal lembrança agora lhe fazia jorrar lágrimas novamente por seus olhos sofridos, quanto sacrifício fora necessário para ter seu novo filhote, e lhe batia desespero no coração a consciência torturante de que poderia perder mais aquele.O ódio lhe injetava os olhos lacrimejantes e ela não desgrudava do filhotinho por um só instante.

Mas alheio a todo este furacão de sentimentos, o Megantereon aguardava paciente.

Tinha de aparecer uma chance, tinha !

Mas a manada estava unida desta vez,e uma verdadeira muralha de carne e ossos protegia o bebê.

Eis que pois, o Megantereon negro ouviu ao longe, relinchos desesperados.

Tina de decidir: o filhote ou os cavalos?

Sua audição aguda não o traía. Os relinchos vinham em sua direção e se aproximavam rápido.

Logo então distinguiu urros de um urso esbravejando, perseguindo em desabalada carreira e já ofegante, e sua velocidade enfraquecia e deixava de ser distante.

O Megantereon sabia muito bem que caçar cavalos era tarefa extenuante e  que o risco era grande, pois não era páreo para o grande urso, e que não estava distante no decurso.

Mas  o felino estava descansado e forte e acabou desisisitindo do filhote.

Subiu em uma árvore para de cima observar e viu o urso freustado a ofegar, cair de exaustão não longe dali.

Então, a tropa equina passou pelo Megantereon, que escolheu seu alvo. E num ágil salto certeiro, acertou um dos cavalos,e suas presas enormes, afiadas e recurvas, abraçaram o pescoço de sua vítima de surpresa. Em um bote certeiro e rápido como um raio, em lágrimas os olhos equinos se fecharam para sempre, com sangue vertendo rubro qual torrente.

Mas o Megantereon sabia que não podia demorar, pois o urso logo iria se recuperar e para si a vítima clamar.

Foi quando o Megantereon mostrou toda a sua força e vigor: com sua presa  já travada em suas presas ensanguentadas, puxou a carcaça jpá sem vida árvore acima, e a depositou numa alta forquilha.

Em silêncio passou a saciar sua fome.

O urso por fim se levantou e rugiu furioso.

Mas seus ouvidos captaram os Deinotheriu nada distante, olhou, viu o filhote e num rompante, atacou repentinamente.

A mãe do filhote viu o urso em pé com semblante desafiante e resolveu, furiosa, mostrar quem mandava.

Suas presas afiadas voltadas pra baixo afundaram no crânio do urso, que caiu semvida, e a tropa de ancestrais elefantes segui seu caminho vigilante, para não mais suspresas doravante.

O filhotinho estav salvo, por enquanto.

E o Megantereon escondido na densa forlagem arbórea, descansava agora, de ventre cheio, pois tinha devorado ‘a forra.

E o dia para ele estava só começando, enquanto o sol já subia pelo céu raiando, naqueles temposimemoriais que não mais voltariam.

Nenhum deles ali sabia que não eriam eternos, nem o que o futuro lhes reservava doravante.

 

                                FIM