domingo, 19 de maio de 2019

Episódio 35- Admirer Voyages:Peregrine !



Agora era a vez de Berenice, a pilota da nave:
- Nos próximos cem anos encontraremos e faremos contato com novas espécies alienígenas, novas civilizações ?Por que até agora não encontramos nada...será que somos o único planeta com vida no Universo?
-Olha, novas civilizações, só encontramos as já extintas até agora, descobertas por nossos exo -antropólogos. Novas espécies alienígenas, sim, encontramos muitas, mas não sencientes ainda, porém, nosso banco de dados de fauna e flora  alienígenas é gigantesco, já catalogamos mais de cem milhões  de  animais e vegetais aliens até agora! No entanto, já registramos cerca de cem civilizações alienígenas extintas, que deixaram monumentos, construções, cidades inteiras e até imagens deles e de suas populações, histórias e vida cotidiana, então creio que isto tudo prova cabalmente que  não somos o único planeta a ter vida e que não somos a única espécie humanoide senciente do espaço! É apenas uma questão de pouco tempo encontrarmos uma espécie humanóide senciente  viva !
Berenice vibrou com a resposta !
E respondeu:
-É, eu tinha me referido a humanoides mesmo, espécies animais alienígenas nós já temos conhecimento, porém, até a nossa época, apenas mil e quinhentas espécies, e o mais próximo que encontramos de humanoides foi o povo Monomono, do planeta Simius III, que lembram muito os babuínos terrestres, mas tem o dobro do tamanho e são azuis, e tem chifres na cabeça e tem o corpo sem pelos, muito, muito feios !
Por fim chegava a vez de Nelson, o navegador:
-Gostaria de saber o quanto expandimos os domínios do nosso Império nos últimos cem anos...
-Muito, mas muito mesmo !Com o aumento das velocidades ZARP de modo dramático, nosso território agora abrange uma área de  820 bilhões de anos luz !
-Caramba, Capitã Valéria !Estou espantado !
-É que vocês, com velocidade limitada a ZARP 10,ficavam limitados a uma área máxima de 432.000 anos luz, apenas. Mas a medida que a velocidade ZARPfoi aumentando, a capacidade de expandir o Império aumentou muito. Esta região do espaço, por exemplo, na época de vocês já era a fronteira do Império, bem na borda. No nosso tempo, ela fica no comecinho dos nossos domínios !
-Impressionante !
Respondeu Nelson, embasbacado.
-Bom, eu sei que vocês tem muitas outras perguntas a fazer a ela, porém, agora ela tem outros afazeres. Valéria, vamos conversar novamente no meu escritório...e cadê este Charles, que não chega? Samira, chame a ele por favor, localize-o !
-Sim, Capitã Françoise!
-Eles estão demorando demais!
-Calma, Françoise, é natural que tenham muito a conversar e muitas curiosidades a matar...
Respondeu Dina, se levantando da cadeira, haja vista que sua bisavó já estava de pé.
-Capitã, Françoise, o Imediato Charles já respondeu. Eles já estão no elevador, a caminho da ponte !
-Finalmente !Escapou de ter o comando hoje, Gurt !
-É uma pena, senhora!
-Sei,sei...ah, aí estão eles !Sejam bem vindas !
A delegação da Peregrine retribuiu com sorrisos e continências respeitosas.
-Charles, você está no comando. Apresente nossas colegas do futuro a seus colegas e mantenha todo mundo entretido. Vou conversar a sós com minha bisneta e já volto !
-Sim, Capitã Françoise.
E lá se foram bisavó e bisneta para o escritório de Françoise de novo. Ao chegarem lá:
-O Charles é um bom menino, mas as vezes se entusiasma um pouco demais no cumprimento de minhas ordens, talvez seja por que tem uma quedinha por mim...
-É , eu vi como ele olhava para você...parecia transar com você só com os olhos...
As duas ruborizaram e se fez um certo gelo.
-Ahaaam, mas eu não quero nada com ele e mantenho a distância. Bom,eu ouvi o que você respondeu ao Gordon...por que não teve as mesmas considerações comigo?
-Por que você é minha bisavó e não tinha como não falar, você estranharia e me cobraria respostas ...
-É, com certeza eu o faria...aliás, eu vi o jeito que o Gordon olhava para você, parecia que você estava nua e rebolando o traseiro na frente dele, tal a tara com que ele olhava para você!
-É, não nego que eu seja sexualmente extremamente atraente aos homens, mas...eu sou lésbica e homossexual, e namoro minha Imediata, a Amber, não tenho o menor interesse nele!Aliás, fiquei impressionada com a obesidade dele!
-Fiquei espantada, meio que chocada agora, mas ainda bem, por outro lado. Eu vou depois coloca-lo no lugar dele e ordenar que lhe peça desculpas e lhe olhe e trate com respeito !É, ele é muito gordo mesmo, sempre foi, come demais... 

(Por Continuar)

Episódio 97-Sensibilidade de Viver: Gestação !


Os dias foram se passando e as contrações de Lune foram ficando cada vez mais próximas uma das outras, e agora a gravidez chegara a sete meses e meio.
Quem lhe ajudava a minorar seu sofrimento  era Takeo, mas Momiji também a visitava com frequência.
Quando as contrações ficaram sendo de quinze em quinze minutos, Takeo, Momiji e Kazuo chegaram ‘a conclusão de que era chegada a hora de levar Lune para o hospital, para os procedimentos pré- parto.
A Dra. Horie, sua médica, a recebeu e logo a internou.
Começou a maratona de exames, e constatou-se de que ela já estava pronta para dar a luz.
Durante aquelas horas  e horas que pareciam intermináveis, já que ela entrara no hospital pela manhã e agora já era plena madrugada, as suas contrações passaram a ser uma a cada dez minutos e depois uma a cada cinco minutos. Finalmente  a sua médica decidiu mandar Lune para o centro cirúrgico.Antes de ser sedada, Lune fez a pergunta crucial:
-Doutora, o parto será natural ou cesárea?
-Será natural, Lune-san. Sua bebê está numa posição perfeita, e o cordão  umbilical está numa posição segura.
Lune ficou nervosa, só  de pensar na dor terrível que estava por sentir.
Ela se arrepiou só com a dor da injeção do sedativo.
Porém,enquanto esperava o sedativo terminar de fazer efeito, ela sentiu uma dor intensa e aguda na região da vagina e baixo ventre!
-Aaaaaaaaaaaiiiiiiiii!
Ela gritou. Então ouviu a doutora gritar:
-A bolsa estourou !Levem-na já para a mesa de parto!
Em seguida Lune perdeu os sentidos.
Mas não por muito tempo. Ao acordar, viu-se na cama de parto,cercada de médicas e enfermeiras e ouviu o barulho dos equipamentos que mediam batimentos cardíacos,pressão arterial, respiração,e outros sinais vitais, e estava com as pernas abertas e a vagina dolorosamente escancarada.
Sua primeira reação foi de extremo pudor e vergonha. Por um átimo, sua vontade era de fechar as pernas, mas ela lembrou que estava em pleno parto e não poderia fazer isto.
A médica lhe dava as instruções de como respirar e ela sentiu mãos em sua vagina, que doía desmensuradamente aponto de ela quase não acreditar que poderia se abrir tanto assim, parecia que ela iria se rasgar inteira.
Então lhe sobreveio a dor! E que dor !Uma onda que mais parecia um tsunami de sofrimento que de repente paralisou no lugar e não quebrou, numa dor permanente, dando a ela a nítida impressão de que iria morrer!
Era-lhe extremamente complicado conseguir prestar atenção e entender as ordens da médica e da equipe e ela berrava e chorava de dor totalmente descontrolada!
Não conseguia pensar na bebê, só em dor, dor , dor, mal conseguia respirar e em seu suplício,aquele inferno de dor parecia não ter fim e não acabar maise ela se perguntava quando ia terminar.Só que seu pensamentofoi mais alto do que pensava.
-Vai terminar quando sua bebê nascer !Coopera !
Era a voz da médica.
E de fato, o parto estava difícil, a vagina de Lune era muito apertada e não estava se abrindo o suficiente para a passagem da cabeça da bebê.
-Não tem jeito, vamos ter de cortar ! Bisturi, anda, depressa !
Foi o que Lune ouviu a médica falar.
Foi então que sentiu mais uma dor horrorosa se somar ‘a que já sentia: sentiu asua pele sendo rasgada em um corte profundo e ela gritou ainda mais alto.
O bisturi rasgou a região entre a vagina e o ãnus e o sangramento foi grande.
Agora sim a abertura era suficiente, mas a dor aumentou ainda mais, irradiando do umbigo até, do outro lado do corpo, o começo das nádegas, na altura do osso cóccix, no fim da coluna!
Lune achou que não iria suportar tanto volume de dor, e tentava respirar do jeito que a médica mandava e fazer força com seus músculos abdominais e vaginais, mas ela estava já exausta, até que, por fim, após tremenda e muita luta, ouviu:
-Unheeeeeeeeeé!Unheeeeeeeé !
Era Rina !Sim, era Rina, Rina tinha nascido !Finalmente !
As dores começaram a diminuir, e as lágrimas caíram abundantes pelas faces de Lune.
Ela arregalou os olhos e viu sua filha em um breve relance, sendo pesada e limpa,e então chegara ahora que ela sabia que viria e que ela tanto temia:
Rina não veio aos seus braços.Foi colocada na encubadeira em cima de um carrinho e levada a outra sala.
-Filha ! Filha ! Minha filha ! Minha filha ! Rina-chan, não me abandone !
Lune gritou, desesperada.Mas o que ouviu de resposta foi uma gelada e hostil voz dizendo:
-Fica quieta aí, temos de resolver esta hemorragia e tirar os restos de placenta e cordão umbilical !E dar pontos no corte entre seu ânus e vagina !Fica de pernas abertas, pombas !
Mais e mais dores,com ela sentindo mãos e braços dentro desua barriga, quase lhe tocando o diafragma, sentindo algo que mais parecia seus órgãos internos sendo retirados, e continuou gritando de dor.
Finalmente a operação terminou e  ela recebeu mais um sedativo, e foi levada a outra sala, onde sentiu seu corpo flutuar como se a alma lhe saísse dele e dormiu pesadamente.
Quando acordou, estava cercada por seu marido, seus pais e sua irmã, e vestia um avental sem nada por baixo.
Novamente corou de vergonha, mesmo tendo um lençol por cima de si, que não deixava ninguém ver nada.
Sentia que sua vagina tinha sido destruída e seu ânus também.Toda esta região, além da barriga e das nádegas doía muito, pois a anestesia já tinha passado.
Ela olhou para um lado e viu que estava recebendo uma transfusão de sangue.
Estava exausta e muito fraca.

(Por Continuar)

sábado, 18 de maio de 2019

Sensibilidade de Viver:Gestação !


A pipoquinha e o refrigerante finalmente chegaram e Lune se esbaldou!
No dia seguinte, após o café da manhã, os dois se arrumaram e foram para a médica.
Lune contou sobre sua primeira contração eamédica fez novos exames e confirmou que o parto seria prematuro, dentro de no máximo um mês, provavelmente antes. E explicou que o intervalo entre as contrações iria diminuir em breve. Por fim, receitou meias elásticas de média compressão para aaliviar as dores nas pernas.
Após a consulta, Takeo parou em uma loja para comprar as novas meias, e depois levou Lune para casa, para almoçar.
Após a refeição, Lune colocou as novas meias e Takeo a levou para a casa dos pais dela.
Ela tocou a campainha. O portão da garagem e o carro de Kazuo não estava, apenas o de Momiji, que logo abriu a porta e recebeu Lune com um abraço carinhoso.Normalmente ela fazia só o cumprimento típico japonês, mas desta vez foi exceção, o que mostrava que ela estava bastante fragilizada emocionalmente.
As duas entraram na casa.
Ah, e aquela casa fez bater tamanhas saudades do seu tempo de solteira...família unida e reunida,tempos alegres, agitados, bons e ruins, tão diferente da sua realidade de agora !
Elas foram para a sala, onde Momiji se sentou no sofá eLune quis se sentar ao lado dela, olhando de frente para ela.
-Então, filha, seu pai te contou o que aconteceu comigo, não é?
-Sim, mãe, inclusive recentemente sonhei com a senhora...
-Entendo, filha...
-Ele me contou como a senhora tem se sentido...
-E não era para me sentir assim, filha? De fato, ando muito deprimida, insegura, não sei quanto tempo vou viver, e tenho receio de que a Morte venha me buscar muito mais cedo do que eu imaginava...  
-Não pense assim, mamãe...pense positivamente...temos de aproveitar nossas vidas ao máximo enquanto podemos, é tudo tão imprevisível...
-Imprevisível, filha,esta é a chave !É algo ambíguo, tudo imprevisível e previsível ao mesmo tempo, uma loucura!Eu nãoesperava esta doença, que naõ tem cura, masse é previsível que eu vá embora,é imprevisível quando !E nisto, nossos sonhos, esperanças, planos para o futuro, vão sendo tudo destruídos!É muita frustração, justamente para mim, eu amo tanto a Vida ! E minha vida...minha vida são vocês, Ruri, Otaru e vocês! E eu sofro tanto com o Otaruzinho preso...a Ruri casada e com filhos, que não poderei ver crescer, você casada e grávida, até quando poderei acompanhar a Rina-chan, seu crescimento?Será que eu poderei ver o Otaru-san livre e seráque meus netos e minhas netas se lembrarãode mim? A palavra”imprevisível” me é tão dolorosa...frustrante...não me dá as respostasque preciso desesperadamente !Eo Kazuo-kun sofrerá tanto...como ele vai se virar sozinho, sem mim?Ele não sabe passar as meias dele, a casa vai ficar uma bagunça e uma sujeira só,quem vai lavar as roupasdele, cuidar dele?
Lune abraçou Momiji com carinho e uma chorou no ombro da outra, pois não havia respostam possíveis...
Depois que as duas se recuperaram e se desgrudaram, Lune contou sobresua gravidez.
-É, filha, sua médica tem razão,sua gravidez será mesmo  de partoprematuro, como vocêfoi, comoconversamos outro dia.Mas agora vocêdevese preparar psicologicamente,e, claro que você sempre  poderá contar comigo, a apoiarei como sempre. O período da encubadora vai sermuito sofrido, mas você não estará sozinha.Mas sabe, filha, depois que você saiu daencubadeira e foi para meus braços pela primeira vez...olha, foi umaemoção tão grandiosa...foi um dos dias mais felizes da minha Vida ! É como se você tivessenascido umasegunda vez, meu amor por você explodiu de uma maneira inesquecível!O tamanho  do meu alívio, daminha alegria, era um sonho muito acalentado e esperado que se realizava! Eu me derreti em carinhos por você, tão pequetitinha, era a minha bonequinha !
E novamente Momiji se emocionou e se debulhou em lágrimas.
Lune a abraçou novamente, muito comovida também. Agora ela sabia, tinha a certeza de que aquela alegria tão intensa aconteceria com ela também !
Aquela conversa seria inesquecível e marcaria a vida de Lune para sempre. As homéricas brigas com Momiji agora eram passado, e Lune jurava para si mesma, que nunca mais ocorreriam.As duas nunca foram tão amigas quanto agora !
Já era final da tarde quando a visita terminou e Takeo foi buscarLune e a levou para o apartamento deles.

(Por Continuar)

Episódio 34- Admirer Voyages:Peregrine !



O espanto foi sonoro e geral na Ponte:
-Ooooooh !
Valéria olhou para a Ponte: pequena, apertada, ela dispunha de uma cadeira maior no centro, da Capitã, na frente desta, duas cadeiras menores diante de painéis inclinados maciços, o posto de Piloto, do lado esquerdo e de navegador do lado direito , tudo em um nível mais baixo do que os demais postos, interligado ao resto por escadinhas, e os dois níveis separados por corrimãos ; e,  junto as paredes curvas, de cada lado, várias estações de trabalho: do lado esquerdo, uma para oficial de sensores , outra para o Oficial de Ciências, e outra para a Oficial de Comunicações. Do lado direito, o posto do Artilheiro e uma cadeira solitária para o Imediato. Na parte da frente, defronte aos postos de piloto, navegador e Capitã, havia uma tela com quatro metros de comprimento por dois de altura, não holográfica.
Os postos de trabalho dispunham de grandes telas soft touch e teclados físicos, além de um mouse. Todas tecnologias já há muito superadas. Não havia um acesso verbal ao controle central, mas nos terminais , sim. No fundo, havia dois elevadores primitivos, separados por uma porta automática, que dava para o “pescoço” da nave, de onde se podia acessar o corpo principal da nave.
-Desculpe não termos muitos lugares aqui, mas como o Imediato ainda não chegou, pode se sentar na cadeira dele, Valéria.
-Sem problemas, Françoise.
Valéria percebeu na tripulação da ponte certo nervosismo e muita curiosidade, com eles ansiosos para fazer perguntas. Porém, não foi a única: Françoise também percebera a mesma coisa.
-Está bem, está bem, podem perguntar o que quiserem para nossa convidada, um por um, em ordem de patente!
O alívio nos rostos dele era evidente !
Gurt, o oficial de Ciências, foi o primeiro:
-Capitã Valéria, como é o século XXIII?
-Em qual sentido?
-Na tecnologia...
-Ih, isto é tão vasto, foram tantos os avanços...mas na hierarquia da Ponte houve mudanças também:No século XXIV já não existem mais os cargos de Oficial de Ciências, nem de Ordenança, o resto permanece. O seu posto foi substituído pelos postos de cada uma das principais ciências.
Depois foi a vez da Oficial de Sensores:
-Imagino então o que não terá mudado na tecnologia de sensores...
-Sim, avançou demais, tanto na precisão, como no alcance e também a interface é outra!Para você ter idéia, minha nave tem um alcance de sensores de 5200 anos luz,e é considerado fraco  , as naves grandes chegam a dez, cem vezes mais, e as especializadas em reconhecimento chegam a ter sensores com capacidade de alcançar 520 bilhões de anos luz!
-Impressionante ! Respondeu Chelsea.
Agora era a vez de Gordon, o artilheiro:
-Quanto tempo vou viver? Do que falecerei, como? Vou me casar, ter filhos? Quantos filhos terei? Meus filhos estarão vivos daqui cem anos?
-Olha, estas são perguntas naturais de se fazer, e eu até poderia consultar no meu computador de mão, mas são perguntas que não seria éticas de responder de minha parte.Ocorre que, se eu lhe responder, você poderia querer modificar seu futuro, o que incorreria numa ruptura  do tempo continuum, o que, no mínimo, prejudicaria seus descendentes. Sem falar de outras pessoas de seu convívio também.E , para a própria pessoa, é altamente prejudicial  saber data de falecimento, modo de falecimento, pode levar a stress, depressão, angústia , enfim, prejudicaria sua vida. Então desculpe, mas não posso responder suas perguntas, infelizmente...
Gordon ficou frustrado- e decepcionado ! Mas estava determinado a descobrir suas respostas por outros meios!
Então, foi a vez de Samira perguntar :
-E as relações humanas daqui a cem anos, vão mudar?
-Boa pergunta ! Olha, não mudaram nada...as pessoas continuam amando e odiando, namorando, tendo amizades e as desfazendo...porém, o machismo  continua vivo, ainda não foi exterminado, muito embora o índice de estupros e abusos e também de feminicídios tenha baixado dramaticamente nos últimos cem anos. Inclusive, a tendência de se ter naves com tripulações inteiramente femininas é cada vez mais forte, a da minha, por exemplo , é exclusivamente feminina! Atualmente estão registradas na R-KASF cerca de mil naves, das mais diferentes classes, com tripulações exclusivamente femininas !Isto já é 0,05 % da frota inteira, mas está aumentando exponencialmente !
Outro “-Ooooooh !” geral soou pela ponte!
-Uma tripulação inteiramente feminina, que máximo !Meu sonho !
Os homens da ponte olharam feio para Samira, que , no entanto, se manteve altiva.

(Por Continuar)

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Episódio 95:Sensibilidade de Viver:Gestação !


Kazuo a colocou em seu carro e a levou para o apartamento dela.No caminho ele avisou a Takeo, que ficou de prontidão.
Logo pai e filha chegavam no prédio, e o porteiro deixou Kazuo entrar com o carro na garagem, onde Takeo esperava por eles.
Depoiseles a tiraram do carro e escorada pelo marido de um lado e pai do outro, Lune foi até o elevador e os três subiram para o apartamento.
Enfim em casa,Lune adentrou a sala e quis ficar sentada na sua confortável poltrona.
Eles a colocaram delicadamente nela,e Kazuo ainda pegou um banquinho,colocou umas almofadas que encontrou por cima,edepois colocou as pernas de Lune em cima com toda a delicadeza.
-Pai, posso visita-los amanhã a tarde?
-Claro, filha, sem problemas, pode vir , será um prazer tê-la em casa!
-Que bom !Amanhã cedo tenho consulta marcada na minha médica, mas a tarde irei vê-lo se vou querer ter uma conversa a sós com a mamãe.
-Vai ser muito bom para nós asua visita, filhinha !Bom, agora tenho de ir!Até amanhã 1
Kazuo se despediu da filha e deTakeo e foi embora.
-Bem por que você disse eu e não nós?
-Por que eu preciso ter uma conversa particular com minha mãe, querido.E também por causa da situação médica dela também.
-Como assim?
Lune contou a ele  sobre a doença auto imune de Momiji.
-Puxa vida, que dureza, anjo...não sabia que era sério assim...
-Pior que é, Takeo-san...ah, finalmente a dor passou!
-Tudo bem então, fofinha. Vamos fazer o seguinte: amanhã  depois do desjejum, te levo na médica, depois te trago de volta para almoçarmos em casa, e depois te levo na casa de seus pais.Aí,quando você quiser voltar, você me liga e venho te buscar!
-Ai, querido,é tanto trabalho...perdi tanto da minha liberdade e autonomia depois de parar de dirigir nestes últimos tempos...odeio dar trabalho para os outros e odeio mais ainda ter de depender de quem quer que seja !
-É o nosso espírito livre e autônomo , independente, de Autistas, não , querida?É da nossa natureza de Ser...mas esta fase vai passar, fique tranquila, é por pouco tempo!
-Anjo , faz uma pipoca para mim, liga a televisão e traz um copo de refrigerante para mim, por favor?
-Claro, docinho, é para já !
E lá se foi Takeo!
Ele sabia que Lune adorava dar trabalhos para ele se ocupar, por que assim não teria tempo para pensar em sexo, e isto era algo que ele detestava nela.
Mas ele sabia que desta vez era diferente.
O que ainda não tinha lhe caído a ficha, é que ficaria muito mais difícil de conseguir fazer sexo com Lune após o parto. Primeiro, por que ela teria de se recuperar do parto, e durante o período de lactação, ficaria difícil, pois a bebê precisaria mamar com frequência e também por que os seios de Lune, ficariam cheios de leite, a derramar toda hora.
Mesmo depois do desmame,a criança daria tanto trabalho aos dois, que dificilmente teriam tempo ou concentração para o sexo.
Mas o que Takeo não ignorava e lhe preocupava , era o fato de que ele sabia que Lune , após o parto, passaria a ter estrias e celulite e talvez não voltasse mais ao peso normal, e passasse a engordar, se tornando o que o próprio Takeo descrevia como “sexualmente não atraente”, e, fruto do desconhecimento dele, tinha esperança de que a barriga dela voltasse ao normal logo depois do parto.Só que, na verdade, muitas vezes a barriga continua saliente após o parto, fica inchada, tem a placenta, que ainda tem de sair, e muitas vezes não sai rápido, enfim...
E tinha outro fator a considerar: se Rina nascesse prematura, como tudo  indicava, Lune ficaria psicologicamente abalada por causa da manutenção de Rina na incubadeira, e não teria a menor condição emocional de pensar em sexo. Tudo isto o desafiaria a continuar firme com Lune e manter o casamento coeso, seriam etapas difíceis que ambos teriam de superar!
Mas tudo isto estava na cabeça de Takeo, para quem o mundo girava em torno do sexo. Já Lune , nem pensava nestas coisas e não tinha a menor preocupação em quando iria fazer sexo de novo, era o último e , na maioria das vezes desagradável assunto que lhe poderia passar pela cabeça.
No que Lune pensava mesmo era na expectativa do nascimento, na futura experiência com a amamentação e se ela daria conta de cuidar  de Rina adequadamente.E, claro, pensava muito no seu futuro profissional e como conciliá-lo com suas atribuições de mãe. 

(Por Continuar)

Episódio 33-Admirer Voyages:Peregrine !



-Entendi, Charles, então, vamos lá !
Não demorou , chegaram a uma saleta apertada, com apenas três mesas com quatro cadeiras cada, e um sintetizador de alimentos na parede, de um modelo bem primitivo. Ao lado, em um armário embutido sem portas, havia bandejas, talheres , copos e xícaras, seguido de uma primeva máquina de lavar louças.
No sintetizador de alimentos, na parte de cima, uma tela de vinte e sete polegadas soft touch continha os menus de comidas e bebidas. Não tinha muitas opções: oito refrigerantes, oito tipos de chá, água, quatro tipos de leite: puro, com chocolate, com capuccino e com café. Tinha opções de café também: puro, cappuccino ou com chantilly. De comida eram dezesseis opções quentes e oito frias, além de oito opções de doces, oito de bolos e oito de sorvete. Finalmente, tinha dez opções de sanduíches, sendo quatro delas de hamburger e uma de cachorro quente. E era só !
Cecília e Rita escolheram suas refeições, as receberam e foram para a mesa. O refeitório estava vazio naquele horário.
As refeições não eram tão gostosas como as da Peregrine, tinham um leve sabor artificial, meio plástico.Mas Charles disse a elas que a tripulação já estava acostumada.
Seguiram então para a enfermaria, que ficava um deck abaixo.
Ali também era pequeno e modesto, e a tecnologia dos equipamentos foi considerada por elas extremamente primitiva, com bem poucos recursos perto dos da Peregrine.
-Agora eu gostaria de conhecer o hangar agora...
-Pois não, Cecília!Fica neste mesmo deck, venham comigo!
Disse Charles, conduzindo-as pelo corredor curso, até chegar a uma porta automática, que se abriu para eles, e esta garantiu o acesso a elas por um corredor reto, um dos poucos naquela nave.
Na verdade aquele corredor era o “pescoço” da nave, que ligava o globo frontal ao corpo principal  da nave.
Era estreito, escuro e tinha paredes curvas verticalmente.
As garotas se sentiram um tanto inseguras naquele ambiente claustrofóbico, sem janelas, era como caminhar por um tubo sem janelas e escuro.Mas ele era relativamente curto e logo uma nova porta automática se abria para um corredor reto transversal, que dava para três corredores laterais, com salas entre eles.
Seguiram pelo corredor do meio até uma porta automática, que se abriu para o hangar, cuja comporta única, que se abria para cima, estava fechada. Dentro dele, quatro navetas  Classe Astazou, bem primitiva comparada ‘as que a Peregrine usava.
-Olha só, nunca tinha visto uma destas na minha vida !
-Eu só a conheci em antigos manuais técnicos,  Imediata !Elas tinham capacidade para até dez pessoas, não tinham escudos defletores nem armas, não tinham gerador De Vrott ,e a velocidade máxima era de 25% da velocidade da luz e o alcance máximo era de meio milhão de quilômetros!
Enquanto isto:
-Valéria, é hora de você ir conhecer a Ponte desta nave !
Disse Françoise.
-Tudo bem, vamos lá!
-Vem comigo !
Não demorou e as duas chegaram na ponte.
-Capitã na Ponte !
Bradou o Artilheiro.
-Vejo que esta é uma tradição que atravessou o século!
-É mesmo, Valéria, no século XXIV os artilheiros continuam anunciando a chegada dos Capitães?
-Sim, igualzinho...isto não mudou !
-Bom, vou lhe apresentar minha tripulação de Ponte então:O Imediato, que não está aqui no momento, você já conheceu. Este aqui é Gordon Calwell, meu artilheiro, esta é Samira  Salmson, oficial chefe das comunicações, Chelsea Churchill, oficial de Sensores, Gurt Weiss, Oficial de Ciências, Berenice Ferrari, Pilota, Nelson Waterloo, navegador! Tripulação, esta é a Capitã Valéria Soleil,da KSS Peregrine, ela é minha bisneta e veio dofuturo, século XXIV !

(Por Continuar)