terça-feira, 19 de junho de 2018

Episódio 24-Sensibilidade de Viver: Gestação !




Lune  tratou de dar as costas a ele e ir logo para o refeitório antes da próxima aula, pois já estava com fome.
Já Sato mergulhou a cabeça entre os braços cruzados sobre a mesa e debulhou-se em lágrimas.
Embora professores tivessem sua própria cantina, Lune preferiu a dos alunos, e pegou um sanduíche de carne de porco e um refrigerante na lanchonete. Pagou e se sentou em uma das mesas.
No entanto, uma das alunas de sua classe  a reconheceu e disse:
-Sensei, posso sentar com a senhora?
-Pode sim, Haruka-kohai.
-Obrigada ! Então, eu vi a bronca que a senhora deu no Sato-san...
-Eu sou casada, e preciso manter certa distância dos meus alunos, o relacionamento deve ser só profissional, você entende, não é?
-Entendo sim, Sensei. Mas por favor me permita  te contar algumas coisas de meu primo, da vida dele...
-Ele é seu primo?
-Sim, Sensei, estudamos juntos a muito tempo e praticamente crescemos juntos, pois os meus tios eram nossos vizinhos.Ocorre, Sensei, que ele foi diagnosticado com depressão profunda. Ele é um eterno fracassado no amor e desde sempre tem sido recusado pelas garotas da idade dele. Ele inclusive quis namorar a mim, mas eu sempre o vi como se fosse um irmão, ele sempre foi um irmão para mim, e embora eu goste muito dele, não sinto nada de romântico ou amoroso por ele. Ele se apaixona muito fácilimente  e vive se desiludindo...
-Ninguém namora por dó, Haruka-kohai, vc é mulher como eu e sabe bem disto. Eu nem sequer o conheço, nada sinto por ele e não posso me aproximar dele....
-Então, Sensei, mas não vim aqui pedir para a Senhora namorá-lo, mas para dar uma força para ele, ajuda-lo a conquistar alguém...
-Virei cupido agora, Haruka-kohai?
Disse Lune em um sorriso.
-Sensei, agora a senhora me fez sorrir, só de imaginar a senhora com asinhas nas costas e um arco e flechas...mas falando sério, o Sato-san ele tem uma tendência séria ao suicídio, e os pais dele não o compreendem, o acham um fraco e fracassado, só o colocam mais para baixo ainda, e ele pode vir a se matar...e eu penso que se ele arrumasse alguém para ele, ele melhoraria, entende?
-Sim, entendo, mas isto foge completamente das minhas atribuições como professora! Não que eu não fique com dó e não queria ajuda-lo, mas o que eu, como uma simples professora, poderia fazer?
- Ele está apaixonado pela senhora, Sensei, mas ele também, por outro lado não me escuta e me incomoda com a insegurança e com a carência emocional e sexual dele.Sabe, Sensei, no ano passado eu cheguei a cometer o erro de ter ido para a cama com ele, e ele estava tão ansioso que....falhou comigo do modo mais frustrante possível e depois disto brigamos feio e ficamos meses sem olhar um na cara do outros, e depois ele passou a me assediar, tentar abusar de mim, sabe, fazendo mão boba, olhando meus decotes,etc, só não o denunciei pelo meu medo de ele se matar...mas existe uma garota na classe que é apaixonada por ele, mas que ele sempre desprezou, a Makoto Myiagi, aquela  menina obesa que sempre se senta ao lado dele, justamente por ela ser obesa. Eu já tentei muitas vezes convencer ele a ficar com ela, mas ele não me escuta, mas a senhora, acho que ele  a escutaria, então queria que me ajudasse a aproximar ele dela...não em plena classe, claro, mas nos intervalos, ou conversando reservadamente sem ninguém ver...
-Bom, Haruka-houkai, não te garanto nada, vamos ver...agora preciso ir para minha próxima classe, pois já vai bater o sinal!
-Tudo bem, Sensei, até amanhã, e obrigada !
-De nada...
Lune levantou-se, pegou suas coisas, jogou os restos de seu almoço no lixo, e foi para a Classe 1-D.
O  restante do dia dela foi tranquilo, lecionando em outras classes.
Finalmente, no final  da tarde, cansada, após a última aula, Lune pegou seu carro e foi embora.
Ela pegou o maior congestionamento na volta , mas ainda assim, conseguiu chegar antes de Takeo.
Exausta, comeu tudo o que encontrou de doce na geladeira e depois desabou no sofá da sala e dormiu.
Nem percebeu a chegada de Takeo  duas horas depois, também exausto de tanto trabalhar.
O que não tinha caído a ficha para os dois até então é que, com exceção do Domingo e dos poucos feriados, todos os dias seriam assim!
Takeo não quis interromper o sono de Lune, mas ficou com dó dela dormir no sofá, e a carregou para a cama.
Lá a colocou e colocou as cobertas dela e ficou sentado pensativo no pé da cama.
O que fazer? Quem iria fazer o jantar?Era preciso pensar em quem teria esta tarefa todos os dias, pois não dava para ficarem saindo para comer fora ou pegar comida fora todo dia, acabariam gastando demais, e também, as compras de supermercado iriam acabar estragando.
Normalmente, no Japão, a esposa fica em casa como dona de casa e o marido trabalha fora, e a esposa faz todos os serviços domésticos.
Mas Takeo conhecia Lune e sabia que ela jamais aceitaria  um papel submisso destes.Ela mesma já tinha avisado que queria divisão de tarefas.
O problema era que ambos tinham pouco conhecimento de cozinha e pouca prática e ninguém dos dois jamais foi muito interessado em aprender a cozinhar.Contratar uma empregada doméstica?
Domésticas são absurdamente caras no Japão, e o pai de Takeo podia, pois era milion[ario, mas Takeo e Lune viveriam de salários, e não mais de gordas mesadas, então teriam de se virar só com o que ganhavam, pois os pais de nenhum dos dois os iria ajudar financeiramente.Então, contratar uma doméstica estava fora de questão. Mas Takeo não podia decidir sozinho, teria de ser em conjunto com Lune, então ele preferiu esperar uma ocasião adequada para discutirem isto.
Por enquanto, ele acabou decidindo mesmo por pedir  comida em uma fast food de hambúrguer mesmo.

(Por Continuar)

Episódio 286-Admirer Voyages !



- Já ouviram falar do Projeto HEVISPAREN ?
-Não, Isolda, deste nunca ouvi falar...
-Então explicarei, Capitã. Rede Heurística Virtual Auto Reforçativa Personalizável de Sensores. Uma rede de pequenos sensores virtuais, com trinta e seis minidiscos, que reforçam de modo exponencial o sinal um do outro, e que pode ser personalizada para ignorar interferências. Os sensores são virtuais, externos, como as armas e cobrem um ãngulo de 360 graus. Como são pequenos, bem menores que os físicos da nave,o alcance deles é limitado, mas dá uma qualidade e definição de imagem melhor do que o procedimento tradicional.
-Mas a imagem fica completamente limpa de interferências?
-Não, Capitã, embora um disco reforce o sinal do outro em ciclo contínuo, é possível limpar no máximo vinte e oito por cento das interferências, contra quatorze por cento do método tradicional.O alcance máximo é de seiscentos metros em todas as direções ao invés de cento e vinte para a frente do método tradicional.
-Parece bem melhor, Isolda !Pode começar então !
-Vou  precisar da ajuda da Comandante Wendy e da Irisa, Capitã !
-Wendy , ajude a Isolda! Irisaaaa !Apareça, menina !
-Oieeee !E aí, Capitã?
-Ajude a Isolda e a Wendy no novo projeto delas, por favor !
-Com o maior prazer, Capitã !Vamos, mamães?
E Irisa ficou de braços dados com as duas. Isolda estava visivelmente constrangida, e Wendy, divertida.
-Vamos para o laboratório de sensores !
-Podem ir, Wendy, divirtam-se !E você, Irisa, juízo, heim?Juízo , viu?
-Pode deixar, Capitãzinha...
-Sem dúvidas a Irisa é muito carinhosa e adora você...
-Nunca na minha vida pensei que um dia fosse ser chamada de capitãzinha, Amber...cada uma, viu?
-Tomara que achemos logo estas piratas, temos de voltar a tempo para o evento da Sasha e da Alexa...capitãzinha !
-É mesmo, Amber, já estava me esquecendo !Tomara que não demorem ! E por favor, não fique fazendo pilhérias de mim, especialmente em público, olha o decoro militar...
-Desculpe, Capitã...
Isolda, Irisa e Wendy agora já estavam no Laboratório de Sensores, que ficava logo atrás do disco de sensores dianteiro da nave, no corpo  principal.
-Acionando o Gerador De Vloss! Wendy e Irisa, programem e projetem as peças virtuais no gerador holográfico 3 D.
-Já tenho tudo nos meus bancos de dados, desenhados !Construindo algoritmos e programação tridimensional !
Disse Irisa.
-Uh, queria ter sua velocidade no teclado, filha!
-É que os dados meus entram por cybertelepatia entre meu programa e o do gerador, em um link instantâneo, conectado com a Rede da KST, seria literalmente humanamente impossível a um ser humano ter esta velocidade de processamento, trilhões de vezes mais rápido que a do cérebro humano, mamãe.Pronto, construção virtual iniciada!
-Vamos iniciar os testes padrão do novo sistema!
-Sim, Comandante Isolda, mamãe 2 !
-Flha, ela não gosta de ser chamada de mamãe 2...
Disse Wendy.
-Não gosto mesmo !Eu participei junto com a Comandante Wendy da sua criação, mas não me considero sua mãe. Ela pode nem se importar em ser chamada assim, mas eu me importo !Diagnosticando e escanneando o novo sistema...aprovado !Vamos aos testes !
Wendy conduziu os testes enquanto Irisa fazia  a sintonia fina do  novo sistema.
-Desculpe, Comandante Isolda, eu só quis ser carinhosa para  com a senhora, mas a senhora tem  razão, a única que pode ser carinhosa com a senhora é a Comandante Sasha, ela é a única que lhe pode oferecer suas carícias e...
-Irisaaaa !Chega ! Você está constrangendo a Comandante Isolda!Não percebeu que ela está vermelha de vergonha?
-Ih, é mesmo, desculpem...o novo sistema passou em todos os testes !
Isolda soltou um suspiro. Tinha vontade de dizer umas poucas e boas para Irisa , mas não podia fazer na frente de Wendy.
-Vou iniciar o processo de incorporação do sistema e seu comando no painel de sensores da Ponte agora !Vamos nos concentrar no trabalho, temos pressa !
-Pronto, já está incorporado, agora o novo sistema já pode ser cionado e controlado do painel de sensores da Ponte, vamos voltar para lá !
Disse Wendy.
Dali há pouco:
-Comandantes Isolda e Wendy e assistente Virtual Irisa se apresentando na Ponte !
-Ingresso concedido ! E aí?
-Deu tudo certo, Capitã,o novo sistema já foi incorporado e já está aptoa funcionar!
-Ótimo, Wendy, então, ao trabalho !
-Permissão para voltar a meu posto na Engenharia, Capitã !
-Concedida, Isolda, dispensada !

(Por Continuar)

sábado, 16 de junho de 2018

Episódio 23- Sensibilidade de Viver:Gestação



No dia seguinte, após uma noite tranquila e reconfortante e de um lauto café da manhã bem cedo, providenciado por Takeo, Lune foi para seu primeiro dia de trabalho, enquanto Takeo ia para o trabalho dele.
Ela chegou ao prédio do Departamento de História, com sua pasta e sua bolsa. Agora não era mais a velha mochila escolar, ela é que era a professora, e nem tinha idéia do que teria de enfrentar.
Ela foi ‘a sala dos professores e assinou o ponto.
-Huum, professora nova aqui !Bom dia, novata, como se chama?
-Lune Tamasuki, vou  lecionar História Mundial para a classe 1-C!
-Eu sou Nagisa Sawakashi !A professora de História do Japão. Então  você entrou no lugar da Haruka Maranata, é isto?
-Não a conheci, infelizmente, hoje é meu primeiro dia aqui.
-Seis, sei, puxa, mas você é tão novinha...quase se confunde com os alunos...
-Senhora, eu tenho vinte e três anos de idade!
-Então é a mais novinha daqui, pois aqui ninguém tem menos de trinta e seis.
-Ser cronologicamente mais nova que você não me desqualifica...
-Aahaaam, com licença, novata...
-Meu nome não é novata, é Lune !
-Você comprou esta arrogância toda  no shopping ou no centro mesmo?Você deveria respeitar mais suas sempais..eu sou  Ninasa Yatamuchi, professora de...
-Arrogãncia é de vocês, Yatamuchi-sempai !Não tenho obrigação de respeitar a quem não me respeita !
-Huum, bravinha e insolente...deve ter aberto as pernas para alguém para entrar aqui...
SPLAAAAFT !
Soou o tapa de Lune na cara de Nagisa!
-Eu não sou prostituta para abrir minhas pernas para ninguém, Yatamuchi-sempai,eu sou uma mulher digna ! E sou casada, se quer saber ! Agora com licença que tenho de ir ministrar minha aula !
Nagisa, espantada, caída sentada no chão , ficou de queixo caído! Seu olhar, porém era de fúria!
-Ela vai pagar por este atrevimento, este  insulto!Ai, meu traseiro !
Disse Nagisa para Ninasa.
As demais professoras ficaram olhando espantadas.
Lune procurou espantar a irritação de sua cabeça.Já começara brigando com as colegas logo no primeiro dia, embora ela não tivesse culpa das provocações delas. Mas a mentalidade típica japonesa de fazer tudo pelo coletivo anulando-se a si mesma, e de obedecer a uma rígida hierarquia com base na idade e na experiência, em que as mais novas teriam de se submeter ‘as mais velhas e sofrer caladas todo tipo de provocações e humilhações a revoltava, era algo que ela não aceitava e que criticava muito.
Ela entrou na sala de aulas, pensativa.
A classe era predominantemente feminina, havia poucos alunos e muitas alunas.Todos na faixa de dezoito a dezenove anos de idade.
Como mandava a tradição japonesa, eram todos muito ordeiros e tímidos.Ou pelo menos era o que pareciam ser ‘a primeira vista.
-Bom dia, Tamasuki-sensei !
Dissea classe toda, em uníssono, levantando-se de suas carteiras, e cumprimentando-a com o cumprimento típico japonês, inclinando o torso para baixo.
Lune respondeu cumprimentando-os da mesma forma.
A educação deles lhe fez esquecer um pouco sua irritação e ela sorriu, respondendo logo depois:
-Muito obrigada !Bom dia a todos e todas vocês !
A classe se sentou novamente  e ficou em silêncio aguardando as ordens dela.
Foi quando Lune sentiu uma sensação de domínio sobre a classe, de autoridade, poder, mas também de responsabilidade sobre eles e elas. As expectativas  ali eram altas, não só da classe, mas da própria Universidade.
Ela depositou sua pasta na mesa professoral, olhou para a lousa, olhou para a classe, e sentiu o clima de expectativa no ar.Era a sua primeira aula, e sua primeira experiência como professora, e era a hora de colocar tudo o muito que tinha planejado em prática, pois ali, ali era a realidade. E ela sabia que não poderia vacilar, gaguejar, ficar nervosa, nem fraquejar ou se mostrar indecisa. Aquela classe dependia dela para se formar e adquirir conhecimentos, e ela precisava inspirar auto confiança em toda a classe, que tremenda responsabilidade !
-Bom, estou vendo que não precisarei me apresentar, já que já me conhecem.  Então começarei fazendo a chamada de presença !
Ela abriu sua caderneta e começou a chamada.
Quando terminou, e viu que a classe toda estava presente e terminou suas anotações, Lune se levantou da cadeira e  ficou em pé na frente da Classe.
-Bom, então vamos começar nossas aulas. Onde a antiga professora de vocês parou?
- Ela tinha terminado toda a Antiguidade e ia começar a Época Medieval, sensei !
-Ah, está certo, então retomaremos de onde ela parou. Muito Obrigada, Tamome-   kohai ! Por favor, abram seus livros na primeira página do capítulo sobre a Idade Média !
A classe obedeceu prontamente.
-A Idade Média não é conhecida como a Idade das Trevas ‘a toa. Foi um período de tremenda regressão , brutalidade e selvageria, foram tempos bárbaros, com muitas guerras, dentre elas as famosas Cruzadas, foi um período também de grande opressão popular, em que os Estados como conhecemos ainda não existiam, fragmentados em pequenos feudos regidos pela nobreza:Reis, Duques, Barões, Viscondes, Condes, etc....
E foi ministrando a sua aula.
Optou por colocar pouca coisa na lousa, pois era cansativo escrever nela e ela não tinha o menor talento para desenhar.
Naquele primeiro dia, a classe fora extremamente bem comportada, mas havia um aluno ali que a incomodava- era o mesmo que, quando da sua apresentação ‘a classe pela Diretora do Departamento, a ficara observando apaixonadamente.
Enquanto ela falava, ela percebia o olhar amoroso dele para ela, mas também de uma boa dose de desejo sexual por ela. Ele ficava no fundo da classe, e quando o sinal tocou e a aula acabou, denunciando o intervalo, ela esperou toda a classe se esvaziar, percebendo que ele seria o ultimo a sair, e disse a ele, com voz autoritária:
-Sato-kohai, precisamos ter uma conversa séria !
-Sim, sensei !
Os olhos dele brilharam. Lune continuava de pé na frente da classe e ele sentado no fundo.
-Mas que raio de olhares seus para mim são estes, Sato-kohai?Pensa que sou boba?Pensa que não percebi?
-Desculpe, sensei...mas eu...
-Ah, não ! Não me venha por favor com confissões amorosas para cima de mim !Olha o respeito para com sua professora, rapaz ! Eu sou casada, aliás, muito bem casada, e é uma atitude deplorável um aluno se envolver amorosamente com uma professora, além de crime, proibido por lei !
O rapaz ficou cabisbaixo, com olhar triste e caído.Lágrimas começaram a brotar odos olhos dele, mas Lune continuava implacável:
-Quando eu fui estudante, rejeitei dezenas de garotos na cara dura, sem dó nem piedade, exatamente como estou rejeitando você !Coloque-se em seu lugar e concentre-se só nos estudos, e não quero mais ver esta droga de olhar para mim nunca mais, fui clara?
Ela disse, em tom bem alto, com as mãos na cintura e olhar colérico fuzilando-o impiedosamente, humilhando-o de maneira cruel.
Na verdade, ela queria cortar o mal pela raiz, e impedir que a situação se agravasse e se tornasse constrangedora, colocando sua carreira e seu casamento em risco.
Mas apesar da humilhação e da mágoa, não havia ódio nem raiva no coração de Sato Ourichi. Havia sim, a determinação de conquista-la e o sonho de namorá-la e leva-la para o motel. Para ele, aqueles lábios carnudos e espessos, eram sensualíssimos, irresistíveis, e ele mal se continha em sua vontade de beijar a boca dela !

(Por Continuar)

Episódio 285- Admirer Voyages !

   
Rita usou seu comunicador:
-Alessandra, pode destravar a escotilha !
-Sim, Comandante Rita ! Escotilha destravada!
Agora Rita podia ver  o espaço sideral da saleta onde estava, e , claro, a nuvem densa.
Ela acionou os motores do seu traje astronáutico e saiu da nave, e a escotilha, que ficava bem no centro da lateral esquerda da nave, pouco abaixo e atrás de onde o disco começava, e ganhou o espaço sideral, admirando como era minúscula perto da nave.
Foi contornando até chegar ‘a frente do corpo principal da nave, onde o imenso disco oval estava.
Ela abriu uma pequena gaveta externa na lateral direita ao lado do disco, na borda externa do casco e retirou a película que estava guardada ali. Ela aplicou a película, que aderiu ao disco da altura de quatro andares  e foi a desenrolando e a aplicando com cuidado. Como não havia vento, nada atrapalhava.
Mas o temor dela eram os raios, que passavam perto.
Levou cerca de duas horas para aplicar a película, e depos ela foi no canto central direito e apertou um botão, que destravava o disco,permitindo que ele se movimentasse alguns centímetros em todas as direções, para a frente e para trás.
Outro botão na lateral acionou manoplas, que saltaram para fora, uma de cada lado, uma no alto e outra no canto inferior central.
Ela foi mexendo e reposicionando o disco, usando como referência seu computador de pulso, de onde saia uma tela tridimensional holográfica, e assim foi mexendo até chegar na posição exata que queria.
Mais meia hora e estava pronto. Fechou as maçanetas e gavetas e foi embora para em frente ‘a escotilha.
-Anne Paula, já terminei. Estou em frente ‘a escotilha, pode abri-la para mim, por favor?
-Claro, lá vai !
E a escotilha se abriu e Rita entrou.
O ar foi reposto na saleta com o fechamento da escotilha e a porta da saleta se abriu. Rita foi para o quartinho, onde tirou o traje astronáitico, e voltou para a Ponte.
Pouco depois:
-Engenheira Chefe Rita se apresentando na Ponte !
-Sejas benvinda de volta, Rita !
-Muito obrigada, Capitã !Solicitando permissão para testar as novas calibragens !
-Permissão concedida !
Rita foi ao posto de Anne Paula e se sentou ao lado dela.
-Vamos testar!Reinicie os sensores, Rita, por favor!
-Reiniciando sensores...
-Pronto, já reiniciou, inicie novo escaneamento !
-Iniciando...huuuum...nosso alcance antes era de no máximo doze metros com precisão, agora é de...cento e vinte quilômetros !
-É, melhorou, mas a nuvem tem cento e dez mil quilômetros de comprimento, não sei não se nos será muito útil...espero que a Admirer tenha melhor sorte !
Disse Valéria.
Por falar nisto, de volta para a Admirer:
-Engenheira Chefe Isolda se apresentando, Capitã !
-Muito bom, quem é viva sempre aparece !
-Em que posso ajudar, Capitã?
-Com as interferências nos sensores e inventando um jeito de eliminá-las.
Isolda assumiu seu posto no painel da Engenharia  da Ponte.
-Huuum, eliminar completamente, muito difícil, mas posso tentar melhorar o alcaçe com precisão.
-E de que maneira faria isto?
-Ah, Capitã, há várias. O modo tradicional, que a maioria das engenheuras faria, seria recalibrar o disco dos sensores manualmente e colocar uma película anti interferências nele, pelo lado de fora da nave.E tem o meu modo...
-Fiquei curiosa para saber o seu modo, Isolda...
-Pois não, senhora Imediata! Vou lhes explicar...

(Por Continuar)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Episódio 22- Sensibilidade de Viver:Gestação



Distraída, porém, Lune nem percebeu o olhar do rapaz para ela.
Ela então saiu da classe, e Mikasa continuou mostrando a Universidade para ela.
Por fim, tudo o que precisava ser visto foi mostrado, ela recebeu seu crachá, e Mikasa lhe deu as últimas informações:
-Senhorita Lune, preste atenção: aqui é uma universidade respeitável e tradicional, honrada. Portanto, exigimos certa indumentária para trabalhar aqui: saias até os joelhos, tipo executiva, de cores escuras, blusa de mangas compridas, sem decotes, branca ou escura combinando tom sobre tom, de tecido espesso, sem transparências. Sapatos fechados escuros de salto baixo. Tailleurs são permitidos, desde que discretos,e de cores escuras.Gravata feminina, só acompanhada de Tailleur, mas não é obrigatória, tem de ser estreita e escura também, tudo combinando. Meias brancas ou escuras quase até os joelhos. Calças compridas somente do tipo social, folgadas, escuras e usando ou um tailleur mais comprido ou uma blusa mais comprida por cima da calça de modo a esconder o traseiro.
-Sim, senhora, procurarei me vestir de acordo com as regras!
-Excelente! Lembre-se: nada de calças jeans, minissaias ou shorts, certo?
-Certo, senhora !
-Muito bem, agora, com licença, tenho muito a fazer!
Liberada, Lune foi para o carro.
E já dentro dele, pensativa, lembrou-se de que tinha poucas roupas que combinavam com as exigências da Universidade. Então, resolveu ir a um shopping comprar novas roupas.
Ganhou as ruas e foi ao shopping mais próximo.
Ela sinceramente não gostava muito destas roupas caretas e discretas, de cores escuras, mas não tinha jeito.
Tomou primeiro um lanche em um restaurante fast food na praça de alimentação, depois foi comprar as roupas.
Adquiriu três calças, quatro tailleurs, cinco camisas de manga comprida e quatro saias executivas, além de cinco pares de meias e cinco pares de sapatos, tudo no cartão de crédito.
Depois voltou para o carro. Agora já estava quase escurecendo, e Takeo não demoraria muito a chegar, se é que já não chegara.
Ela lembrou do jantar! Não , não ia dar tempo de novo de cozinhar nada, e teria de trazer comida de fora de novo. Passou em um restaurante de lámen, e levou dois macarrões para viagem, e voltou enfim para casa, esbaforida.
Porém, ao chegar na garagem, o carro de Takeo já estava lá...
-Iiiih, ele já chegou...vou levar bronca !
Disse Lune para si mesma, e pegou o elevador correndo.
Mal ela entrou no apartamento, ouviu:
-Oi, amor, que bom que você chegou! Como foi lá na Universidade?
-Foi tudo bem, querido!
E cumprimentou o marido com um selinho.
-Huum, vejo que trouxe comida...
-Desculpe,tive de comprar roupas para o trabalho, acabei demorando demais...vamos ter de comer comida de fora de novo...
-Imagine, querida, sem problemas, o cheirinho está muito bom !
-É macarrão lámen ! De porco com molho shoyu para mim, e de peixe com molho temaki para você !
-Excelente, amor, vamos jantar então, pode deixar que eu coloco a mesa !
-Oh, Takeo-kun, você é tão prestativo !
Colocaram tudo na mesa, se sentaram e jantaram.
  Foram a seus computadores após o jantar e foram dormir.
Lune foi a última a se trocar e colocar a camisola.
Ela se deitou na cama, do lado de sempre, o esquerdo, e se ajeitou debaixo das cobertas.
Não demorou, Takeo a abraçou por trás, tencionando dormir de conchinha.
Lune estava pensativa. Ela não estava acostumada a dormir acompanhada, todos os dias, muito menos a ter um homem a abraçando por trás durante o sono.
-Querido...
-Sim, meu amor?
-Pode me abraçar, mas ...não encoxe no meu traseiro, por favor. Nem toque em meus seios.Hoje quero apenas dormir...
-Sem problemas, fofa...
-Desculpe, eu sei que você deve ter ficado meio frustrado, mas...eu me acostumei a dormir quase todas as noites sozinha, ainda estranho alguém me tocando a noite inteira, abraçada, parece que fico presa, sem liberdade de movimentos, entende?
-Imagine, anjo, não precisa pedir desculpas, eu a respeitarei, como a tenho respeitado sempre.Eu é que te peço desculpas por ter te abraçado...
-Não, querido, não, por favor entenda, não é uma proibição, apenas preciso me adaptar, me acostumar, leva tempo, entende? Apenas acho que não precisa ser de conchinha toda noite...
-Entendi, querida.Você terá seu tempo, claro, o tempo que for preciso.Eu na verdade estava, para ser sincero, achando que era minha obrigação abraça-la e ficar de conchinha com você , pois senão eu correria o risco de você se sentir rejeitada por mim...eu normalmente durmo me revirando de um lado para o outro , trocando de lado a noite toda...
-Eu também tenho este costume ! Então, meu querido marido, vamos combinar o seguinte: vamos dormir, no comum das noites, como dormiríamos se estivéssemos cada um na sua casa, com liberdade, apenas dividindo a cama, e quando quisermos, de comum acordo, dormiremos de conchinha, está certo?
-E a conchinha não precisa necessariamente durar a noite toda, também, combinado?Quando quisermos desfazer a conchinha, a gente desfaz, sem precisar pedir, sem obrigações !
-Que bom que você me entende tão bem, Takeo-kun !Combinado! Então vamos de conchinha por enquanto, mas procure não roncar no meu ouvido, ok?
-Ok, amor, boa noite, durma bem e até amanhã !
-Você também,meu querido !

(Por Continuar)