domingo, 17 de dezembro de 2017

Episódio 222-Admirer Voyages!



Claro que Irisa sabia onde estava cada uma delas.E como a situação demandava pressa, ela desapareceu da ponte e reapareceu dentro dos aposentos de Monique.
-Tente Comandante...
Monique estava deitada de bruços na cama, chorando baixinho.
-Tenente-Comandante...
Irisa nunca vira a pilota daquele jeito:
Monique se levantou, com olhos injetados, expressão de fúria e ferocidade no olhar:
-O que você faz aqui, sua invasora?Como você invade meus aposentos sem a minha permissão?Por que é que você tem de ficar se metendo na minha vida, desgraçada?Toma !
E a pilota estapeou a assistente com força, e raiva incontidas !
Irisa caiu ajoelhada no chão, com a cara para o lhão e olhos baixos, murmurando baixinho:
-Desculpe...me perdoe...perdoe...o erro foi meu....
-É, o erro foi seu mesmo, aliás, não foi nem erro, foi de propósito mesmo, não foi?Confesse !
E Monique deu um chute no queixo de Irisa, que a jogou para trás. Fosse uma mulher de carne e osso, poderia ter fraturado a mandíbula ou mesmo quebrado a base do crânio.
E os xingamentos continuaram:
-Vagabunda !Vadia !Prostituta ! Vaca ! Pilantra !
Sim, a missão de Irisa seria difícil, muito difícil desta vez!
Repentinamente, o sinal de emergência tocou:
-Uóoooo !Uóooooo !Alerta Laranja !Alerta Laranja !Emergência Médica !
-É a Tenente-Coronel Dóris ! Ela está tentando se suicidar no fosso de manutenção da Engenharia !
Os olhos de Monique se arregalaram, e seu rosto se contorceu num espasmo, e a muito custo o grito saiu:
´Dóris !Nãaaaaaaaaaaooooooooooooo!
Irisa desapareceu, e Monique saiu correndo em direção da Engenharia.
Quando ela chegou lá, encontrou a sala lotada, com Amber, Isolda, Shiva, Yolanda e outras engenheiras, além de Sasha, que já tinha sido liberada e reconduzida ao seu cargo,  várias guardas, além da Dra. Nádia e várias enfermeiras.
-O que aconteceu?O que aconteceu?Eu preciso salvá-la !
Gritou Monique em desespero.
-Ela invadiu a Engenharia totalmente fora de si e nos jogou todas longe, e entrou dentro da área restrita do fosso da Torre do Reator!Ali a radiação é altíssima, emortal !E o fosso tem mais de cinquenta metros de profundidade, nenhum ser humano sobreviveria a uma queda destas e aesta dose de radiação!
Disse Shiva.
-Nãaaao, Dóriiiiis !Saiam da frente, preciso salvá-la !
-Monique, ela já está condenada, não há nada que humanamente se possa fazer...
Disse a Dra. Nádia.
Monique desesperou-se mais ainda, e as guardas a seguravam pelos braços.
Irisa via tudo e se sentia culpada.
Ela apareceu e disse:
-Não há nada que humanamente se possa fazer, e nenhum ser humano poderia sobreviver, mas há o que um ser cibernético possa fazer e sobreviver. Sou imune ‘a radiação. Vou salvá-la !
E Irisa desapareceu e reapareceu do lado de dentro da separação transparente que separava o fosso do resto da Engenharia.
E lá estava Dóris: pendurada no corrimão na beira do fosso ,pronta para se jogar!
Sua pele ardia com as queimaduras generalizadas provocadas pela alta radiação e ela estava por perder os sentidos e cair.
Irisa, no entanto, a abraçou por trás, e com esforço, a jogou junto ‘a parede transparente de separação.
Dóris, no entanto, estava morrendo, e caiu desfalecida no chão, sequer conseguia ficar em pé, mais,
-Doutora, vá imediatamente para a enfermaria e deixe a câmara de descontaminação nuclear pronta, eu vou teletransportá-la direto para lá !
Disse Irisa pelo comunicador.
-Mas será seguro teletransportá-la neste estado?
-Senhora Imediata, se ela ficar lá ou tentar ser removida manualmente, morrerá do mesmo jeito, netão não há nada a perder, há que se tentar !
Respondeu Yolanda.
Nisto, Nádia e suas enfermeira já tinham disparado para a Enfermaria.E Monique, atrás delas.
Amber também foi para lá, assim como Irisa.
Nádia chegou e já encontrou Dóris na câmara de descontaminação, e começou o tratamento imediatamente. Os nano robôs iam reconstruindo os tecidos e órgãos danificados, mas a taxa de descontaminação era lenta e a contagem atômica de radiação ainda era muito alta e o tempo limite que o corpo humano poderia suportar tais níveis estava se esgotando.
-Não vamos conseguir, neste ritmo não vamos conseguir...
Disse Nádia para suas enfermeiras.
-Não se eu puder ajudar !
Disse Irisa, que mergulhou dentro do computador médico e do equipamento de descontaminação, e , modificou, em tempo real, a taxa de descontaminação e sua velocidade se multiplicou por dez !
-Opa, melhorou muito, os níveis estão baixando dramaticamente agora, ela TEM uma chance !

(Por Continuar)

Episódio 162-Sensibilidade de Viver: Interlúdio ETP




Finalmente o dia seguinte chegou, e Lune acordou com o seu celular tocando estridentemente.
Ainda de olhos esbugalhados e sonolenta, ela levantou o torso da cama e se espreguiçou , e esfregou os olhos.
Só então olhou na tela do seu celular a mensagem:
-“Amor, cheguei! Já estou na frente da sua casa !Você já está pronta?Estou te esperando !Takeo !”
Os olhos de Lune se arregalaram, e ela bateu com o punho esquerdo na testa e disse alto para si mesma:
-Aaaahn !É mesmo, aviagem com o Takeo-kun !
Ela se olhou no espelho e levou um susto: toda descabelada, com olheiras, só de camisola !
Aquela mesma, transparentona e que deixava ver os seios e a calcinha...
Lune abriu a janela de seu quarto e viu Takeo ao lado do carro dele, estacionado na calçada em frente a seu quarto .
Ela acenou para ele, que adorou ver o decotão flutuante balançando ao vento, e ele acenou para ela, mostrando que a viu.
Agora era correria !
Ela tirou as roupas entrou no banho correndo, tomou uma chuveirada mal feita e se enxugou aos trancos e barrancos.
Aí começou a procurar qual a roupa que iria vestir, feito barata tonta, na pressa, ela não conseguia achar nada, até que bateu os olhos por acaso na cadeira do computador e tchan tchan tchan tchan !
A mãe dela tinha deixado uma muda de roupa completa e adequada, com lingerie e tudo, prontinha em cima da cadeira!
-Vai esta mesma !Estou com pressa !
Disse Lune para si mesma, se trocando a jato.
-Cadê minhas malas?Cadê minhas malas?Cadeê minhas malas?Cadê minhas malaaaaaaaas?Que droga !
Até que ela tropeçou nas ditas cujas e caiu em cima da cama.
-Ah, droga, estão ali !
Ela se penteou de qualquer jeito, passou só um desodorante, e esqueceu o resto, pegou as malas e com dificuldade, desceu as escadas com elas, quase caindo várias vezes.
Por fim, abriu a porta da sala, colocou as malas para fora e trancou a porta.
Ainda bem que seus pais ainda dormiam, pois nem se lembrou que eles existiam naquele momento!
Takeo, de pé, encostado na sua bela Mercedes, com uma perna cruzada na frente da outra reta, sorriu, e pegou as malas enquanto Lune trancava a porta.
E ela era assim:odiava ter pressa, e na pressa se embananava toda!Por isto, demorou mais do que de costume para trancar a porta.
Assim que se virou de frente para a rua, porém, viu Takeo, de braços abertos, sorrindo docemente para ela.
-Oi, minha linda, bom dia !Vamos indo?
-Bom dia, vamos...ué, cadê as malas?
-Já coloquei no porta malas, querida !
-Deixa eu ver se colocou tudo mesmo!
Takeo teve de reabrir o porta malas e mostrar para ela.
-Vamos embora !
Disse Lume, meio estressada.
Takeo abriu a porta para ela, e assim que ela se acomodou, fechou, e foi para o posto do motorista.
-Vamos nesta !
Disse Takeo, dando a partida no enorme motor V8 , e saíram em direção ao aeroporto.
-Takeo-kun, vamos deixar o carro no estacionamento?
-Não, querida, nós vamos entrar pelo acesso VIP, para aviões particulares, e vamos deixar o carro no hangar do meu pai.
Demorou um pouco, pois pegaram um certo congestionamento, mas logo chegavam ao aeroporto.
Entraram pela área VIP do aeroporto, e foram para o enorme  hangar das Empresas Soryu.onde havia um jatinho Embraer Legacy, um turbohélice Beechcraft King Air, um helicóptero Agusta executivo e um hidroavião anfíbio Dornier Sea Star.
Takeo deixou o carro estacionado em um canto algo escondido do hangar, onde não atrapalharia a entrada e saída das aeronaves.
O piloto apareceu, deu as boas vindas ao casal e levou todas as malas para o bagageiro do hidroavião.
-Em qual que a gente vai, Takeo-kun?Eu não entendo nada de avião...
-Naquele ali !
E Takeo apontou para o Dornier Seastar branco. Ele tinha asas altas e dois motores turbohélices acima das asas,um atrás do outro, um com a hélice virada para a frente, o outro com a hélice voltada para trás.
-Venha, quedrida. Cuidado com os degrauzinhos da escadinha !
-Não sou criança para você ficar falando deste jeito, Takeo-kun !
Os dois se ajeitaram no interior apertado do aviãozinho , configurado para quatro passageiros, com dois assentos lado a lado e mais dois, voltados de frente para os dois primeiros, de um modo que todos os quatro passageiros pudessem se olhar na cara.
Piloto e co piloto entraram na cabine.
-Fofa, coloque o cinto de segurança, por favor!O avião é pequeno, então não há aeromoça para nos servir.
-Tudo pronto para decolar, Soryu-dono !
Disse o Co Piloto, abrindo a porta da cabine.
-Ótimo, podem decolar, vamos embora então, por favor !
-Sim, senhor, chefe !
A porta da cabine se fechou e a porta dos passageiros, assim como a do bagageiro, estavam bem trancadas.
Os motores se ligaram, e logo o aviãozinho já saía de frente e ganhava a pista de taxiamento, e depois, a de decolagem.
-Mas que aviãozinho barulhendo este que você foi arranjar, heim, docinho?E apertado !
-Não acho tanto, querida, mas é um avião alemão e tradicional, muito bom !
Logo o avião chegava na cabeceira da pista e pelos auto falantes, escutaram o piloto falar:
-Nossa decolagem já foi autorizada!

(Por Continuar)

sábado, 16 de dezembro de 2017

Episódio 16-Neanderthal2:Transição de Sangue !




-Bom, ao menos nos livramos dos insetos, dos morcegos, e dos maus espíritos !
-É, Karanna, mas isto não quer dizer que estejamos fora de perigo. Apesar da grande maioria dos animais ter viajado, sempre pode ter um ou outro animal caçador para nos ameaçar, e aqui, neste descampado imenso, não teremos onde nos esconder, e nem adianta correr, e dependendo de qual for, e do número deles, só nós duas seremos insuficientes para enfrentar !
=Verdade, Kirilla, eu não tinha pensado nisto! E vai lá saber onde encontraremos outra caverna...tudo bem que o frio melhorou, mas pode piorar depois, e se não tem animais, também não terá caça para nós, que corremos o perigo de passar fome...
-Esta é uma ameaça bem real, de fato.
--Uuuuuuuuuuuuuuuu !
-Ouviu, Kirilla ?Uivos !
-Sim, e são de Lobos Gigantes!
-Ai, não...
-Eles estão longe da gente, bem longe !
-Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuu !
-Agora , comparando o primeiro com o segundo, são dos mesmos lobos, e os uivos estão ficando baixos e fracos, eles estão se distanciando de nós, então, não tem perigo, eles não perceberam nossa presença.
Disse Kirilla, que apontou na direção leste  e continuou:
-Os uivos vem daquela direção, uma direção diferente do rumo que estamos tomando e estão se afastando, então, vamos nos acalmar.
-Ainda bem !
Depois de várias horas de caminhada:
-Kirilla, estou com fome! Minha barriga está doendo de tanta fome! Estou começando a ficar fraca...
-Shhhhh !Escutei um barulho ! Vem de debaixo da terra !Me ajude a remover a neve aqui , com nossas lanças !
Elas remexeram na neve até encontrar  a terra debaixo dela.
Kirilla sentiu uma leve vibração da terra e enterrou sua lança no chão, com força.
Ouviu se algo parecido com um fino e baixo ganido, e a terra e a neve em volta da lança fez uma pequena mancha de sangue.
Kirilla retirou a lança da terra. Era uma Marmota !
-Mas que raio de animal é este, que nunca vi! Bom, sei lá, vamos tentar fazer uma fogueira,  e comê-lo !
Elas começaram então a trabalhar. Retiraram a neve  e encontraram pedaços de lenha debaixo dela, e acenderam o fogo.
Depelaram , desmembraram e desossaram o bichinho e o cozinharam, e puseram-se a devorá-lo.
-Huum, melhor que o morcego, pelo menos ! Disse Karanna.
-Ei, olhe aqui, no meio das lenhas, tem umas raízes grossas, amareladas, acho que dá para a gente cozinha-las ! Afinal, só este animalzinho não vai nos alimentar ! E tem bastante delas aqui !
-Acho que era o que o animal estava comendo, Kirilla, por isto ele estava gordinho assim !
-Exatamente, vamos tentar colocar elas no fogo e ver se dá para comer!
Elas não sabiam, mas aquilo eram batatas selvagens !
Assim o fizeram, e logo descobriram que elas assadas ficavam deliciosas!
Agora sim, estavam bem alimentadas !
-Vamos levar algumas destas raízes já cozidas com a gente, será útil mais tarde !
Disse Kirilla.
E logo partiam de novo.
Depois de uma boa caminhada, deram de cara com um rio congelado.
-Tenho saudades do rio da caverna, dói meus dentes ficar mastigando neve para matar a sede...
-Lá estava ficando perigoso demais , e não podíamos ficar lá para sempre, Karanna.
-Kirilla...eu...eu estou naqueles dias...
Kirilla olhou e viu o rastro de pingos de sangue atrás de Karanna.
-Humm, isto é um problema !Animais caçadores podem seguir o rastro do sangue, nos descobrir e chegar até nós !
-Mas eu não tenho como parar de sangrar...
-Eu sei, Karanna, espere um pouco, estou pensando em alguma maneira...
-Não podemos ficar paradas aqui! Daqui a pouco escurece...
-Tenho uma idéia ! Me dê sua colcha de pele de Mamute !
Karanna deu.
Kirilla então rasgou algumas tiras relativamente finas e compridas.
-Levante sua roupa até a barriga !
-Mas está muito frio...
-Levante, vamos , é importante !
Kirilla passou uma das tiras em volta da cintura da menina, depois amarrou as pontas em um nó, bem apertado, para não cair. Depois colocou três outras tiras, todas com a parte peluda para dentro,  e as amarrou na primeira, transversalmente, de um modo que elas passavam exatamente entre as pernas da menina, e ficaram coladas ao sexo dela, a idéia era os pelos da pele absorverem o sangue.

-Pronto, pode abaixar agora. Caminhe um pouco, vamos ver se ainda cai sangue!
Karanna caminhou alguns passos e desta vez, não pingou nada.
-Acho que resolvemos o problema, ao menos por enquanto !Vamos prosseguir na nossa viagem !
Disse Kirilla, com um sorriso nos lábios .

(Por Continuar)