domingo, 21 de janeiro de 2018

Episódio 30-Neanderthal 2: Transição de Sangue !




-
-Kirilla !
-Oi, Karanna, digas...
-Oooooh, mas...este é...o Mar?
-Sim, é o Mar, não é lindo?
-Maravilhoso !
-Então se sente ao meu lado e me diga o que querias saber de mim...
-Eu soube que você está grávida do Ran Atok !
-Aquela anciã tem uma língua maior que a de um Garras Grandes !Sim, estou !
-Mas não foi você quem me disse que nunca iria se unir a ninguém e nunca ia ter filhos?
-Pois é, fui eu mesma !
-Como explica?
-Minha jovem, aconteceu, eu dormi com ele com a intenção de consolá-lo e...aconteceu!
-Ah, eu não acredito que você tenha sido assim tão ingênua de acreditar que poderia se deitar com um homem e não ficar grávida!
-Não foi por ingenuidade.Eu tinha esperança de não engravidar...
-Mas é claro que iria, não tinha jeito...
-Minha jovem, depois que as roupas caem, tudo é inevitável...
-Só que não era para terem caído...
-Realmente, não eram. Não eram mesmo. Mas repentinamente quando o abracei comecei a sentir um calor aqui...
E Kirilla apontou para a própria virilha.
Karanna soltou um suspiro.
-Eu sei, eu sei...mas agora já foi, já aconteceu e terei de ter este bebê.Por um bom tempo, depois que meu ventre crescer, não poderei caçar, nem coletar nada. Mas como eu disse para a anciã, Ran Atok não terá minha posse,não serei a consorte dele. Depois que meu filho ou minha filha, desmamar, nós sairemos daqui e procuraremos um lugar seguro  longe daqui. Ran Atok sempre será meu amigo, mas nada além disto.
-E será que ele aceitará não madar em você?
-Se não aceitar, vamos embora amanhã mesmo !
-Iiiih, não sei não...bom, eu vou colher umas frutas com as mulheres e volto logo !
Kirilla se despediu de Karanna e ainda ficou um longo tempo ali, pensativa, olhando o mar.
Foi quando finalmente seus devaneios foram interrompidos pela chegada de Ran Atok.
-Olá, já voltei da caçada !Vamos lá comer?
-Ran Atok, tenho uma conversa muito séria a ter contigo...
-Sim, pode falar!
-Vou direto ao que interessa: eu estou grávida  de você !
-Ga..ga...grávida?De...de...mim?
-De quem mais seria, se foi você o único homem com quem me deitei em toda a minha vida?
-Eu...eu...eu serei...pai !
-Sim, será e pare de olhar para mim com estes olhos arregalados e queixo caído!Por quê está pálido e trêmulo?
-É que...é que eu...eu achava que por sermos de Povos diferentes, você não engravidaria !
-Mas engravidei !E aí?Não vai se responsabilizar?Vai me abandonar?Vai se desinteressar por mim, ou eu só sirvo para me deitar com você?
-Claro que vou me responsabilizar !Claro que você não serve  só para isto...
-Sei, sei...mesmo sabendo que nunca mais deitarei contigo e nunca mais me tocarás daquela maneira?Mesmo sabendo que para mim és e sempre serás somente um amigo?
-É...é que...bom, as regras do meu povo dizem que quando um homem e uma mulher se deitaam, ele toma posse dela...
-Eu sou sua lança por acaso?Sua roupa? Sua pedra de cortar?
-Claro que não!
-Então não serei sua e não mandarás em mim. Trarás comida para mim e meu filho enquanto nosso filho ou nossa filha não nascer, e até ele ou ela desmamar !
-Mas, e as regras?
-Eu não sou do seu povo. Eu sou uma Ka-Gigur, então não preciso segui-las.
-É, é..ih, vai ser difícil de explicar isto para o meu povo...não é melhor...
-Ou é do meu jeito, ou não é de jeito nenhum! Se não quiser assim, vou embora daqui amanhã mesmo e te abandono e nosso filho ou nossa filha crescerá sem pai !Ou você enfrenta seu povo por mim, ou pode me esquecer...para sempre !
-E...e...eeeeeh?
O olhar de Kirilla era colérico:
-Estou falando sério !Nunca falei tão sério em minha vida ! Responda logo, aceita ou não aceita?
Diante de tamanha pressão, Ran Atok se viu obrigado a concordar:
-Sim, eu aceito!
-Muito bem, acho bom ir aprendendo a ser pai !
-É, Kirilla...eu sou um Ke- Gemmar, você é uma Ka-Gigur...o nosso filho ou nossa filha será uma mistura de nós dois...o que ele será?
-A primeira semente de um povo completamente novo, o que o tornará ainda mais importante !
-E como chamaremos este novo povo?
-Qual animal caçaram hoje?
Ran Atok estranhou a pergunta, mas respondeu:
-Ah, eu tinha vindo aqui não só para te chamar, mas para te contar da caçada de hone...nós caçamos um cervo gigante !Só que aí apareceu uma Morte de Dentes Longos, e tivemos de deixar nossa caça para ela, e logo vieram outras e fugimos enquanto elas devoravam e...
-Ki- Gemur.
-Ki-Gemur?
-Significa abençoado pela Morte de Dentes Longos!
-Será o nome de nosso filho?
-Não será o nome do novo Povo que surgirá!
-E o nome de...
-Vai depender se for homem ou mulher. Quando eu souber, escolherei o nome. Vamos comer, pois já estou com fome !

(Por Continuar)

Episódio 235-Admirer Voyages !





A intervenção da Admirer fora providencial:
Na Exploiter, Valéria já estava ficando desesperada, pois eram muitos inimigos contra ela!
A sorte dela era a de que nenhuma das naves atacantes tinha desmaterializadores, ou ela já teria sido destruída.
Mas ela e sua tripulação viam sumir a olhos vistos a proteção dos escudos defletores. Elas tinham conseguido destruir cem  naves inimigas, algumas com seu desmaterializador, inclusive. Mas ainda assim, estava sob fogo cerrado:
-Como estão nossos escudos agora, Giselle?
-Críticos, Capitã, onze virgula quatro por cento e descendo !
-Ainda bem que a Admirer veio nos ajudar  e reforçar nosso fogo!
-Capitã, a Capitã Dina quer falar com a senhora !
-Na tela, Alessandra !
-Val?
-Oi, Dina, que bom que você veio nos ajudar ! Muito obrigada !
-E você acha que eu te deixaria na mão, amiga, de nada !Então, olha, acabei de receber uma sugestão  da Isolda , que foi endossada pela Irisa, de compartilhamento de escudos defletores!
-É mesmo?Nunca tinha ouvido falar disto !Você conhece, Dexia?
-Sim, é possível, Capitã Valéria ! Uma nave entra dentro da permeabilidade seletiva da outra nos campos de escudos defletores, e uma aumenta os escudos da outra !
-Mas isto não enfraqueceria as defesas da Admirer, Dexia?
-Não, Capitã, por que é como se ambas as naves fossem uma só  , protegidas pelo campo de escudos defletores que for mais forte!Só que isto exige uma completa sintonia e sincronização dos dois campos de escudos defletores, muito, muito preciso. Impossível de fazer por meios humanos. Eu e a Irisa trabalhando juntas e conectadas em rede é a única maneira possível de fazer isto, e teria de ser logo, pois estamos perdendo meio por cento de escudos por minuto !Em menos de vinte minutos não teremos mais proteção alguma !
-Tudo bem, obrigada pela informação, Dexia! Dina, vamos fazer este procedimento sim !
-Ok, bom, a Irisa aqui está me dizendo que ela e a Dexia precisarão estar no comando absoluto das duas naves, com conexão no modo TETAS!
-As minhas ou as suas? Ahahahahah !
-As delas, Val !Ahahahahah !Bom, eu e as meninas da ponte vamos nos reitrar, para a Irisa assumir então!
-Faremos a mesma coisa aqui !Dexia, a ponte é toda sua !
Ambas as tripulações de ambas as pontes de ambas as naves se retiraram e suas assistentes virtuais assumiram os controles totais das naves.
Logo elas estavam sincronizando os campos e quando terminaram, moveram as duas naves , uma a apenas um metro da outra, muito próximas mesmo.
Agora os campos defletores de um bilhão de camadas da Admirer englobava e protegia a Exploiter, e as duas continuaram atacando.
Desta vez , porém, não havia mais queda significativa e preocupante de escudos, e em poucos minutos as duas destruíram as naves inimigas, cuja frota perdera mais mil naves.
Antes de desfazer a sincronia, ambas ficaram atacando outras inimigas até que os escudos da Exploiter conseguissem se regenerar completamente e voltar aos cem por cento.
Só então as naves se separaram e seus escudos defletores também.
As tripulações de ambas voltaram para suas respectivas pontes e as respectivas Capitãs reassumiram seus comandos.
Iniciou-se então, nova conversa das Capitãs:
-Muito obrigada, Dina!
-De nada, Valéria, estamos ‘a disposição de vocês e estaremos sempre, contem conosco !Dina, desligando !
-Tivemos sorte desta vez, Capitã !
-Verdade, Cecília, a Dina é uma amigona de verdade, viu?Nunca nos deixa na mão !
-Admiro muito a ela, e ‘a tripulação dela também !
-Ah, e muito obrigada também, Dexia, merece uma medalha depois da batalha !Parabéns, você trabalhou muito bem, e sua parceria com a Irisa está perfeita !
-Muito obrigada, Capitã, eu e ela somos amigas e parceiras também !

(Por Continuar)

Episódio 175-Sensibilidade de Viver:Interlúdio ETP





Estavam todos na copa saboreando o lanche da tarde, quando  o volumoso Sr. Hayao chegou e disse para Lune:
-Tenho novidades !Depois quero conversar com você !
-Ok, Hayao-sama, assim que eu terminar aqui  a gente conversa.
-Oran, Hayao-kun, seja educado e sente-se na mesa e coma com a gente ! Lune-san, está gostando das panquecas com sorvete e framboesas?
-Adorando, Motoko-sama !A senhora cozinha muito bem !
-Está vendo, Hayao-kun, senhor meu marido, como a Lune-san é agradecida, você deveria elogiar mais minha comida também !
O Sr. Hayao  ficou sem graça e se serviu de panquecas e chá.
Terminado o lanche, Lune e o Senhor Hayao voltaram para a biblioteca, e ele contou a ela suas novidades sobre a ilha, e a prisão e morte da Sra. Severe.
-Fico feliz e aliviada em saber, muito obrigada, Hayao-sama !
-De nada, imagine, não poderia fazer menos por você !
Disse o Sr. Hayao do alto de seus dois metros de altura e cento e trinta quilos de peso, cofiando seu espesso bigode, que lembrava o de Nietzche, com uma mão e segurando seu cachimbo com a outra.
Aliás, ele contrastava fortemente com sua esposa de pouco mais de um metro e meio.
-Agradecida novamente !
-Muito bom ! Bem, eu agora precisarei ir na minha empresa, mas fique a vontade e divirta-se !
O Sr. Hayao levantou-se de sua poltrona de couro estilo capitonée vermelha e saiu pela porta.
Lune não resistiu ‘a tentação de aproveitar e fuçar na enorme biblioteca-aquilo sim era diversão para ela !
Mas ela não teria sossego tão cedo. Não demorou, Otaru chegou.
-O que você está fazendo aqui,onii-chan?
-Ainda tenho contas a acertar com você , onee-san ! E pare de me chamar de -chan, não sou mais criança, já disse !
Lune olhou para os lados, e viu duas espadas decorativas penduradas na parede a seu lado.
Imediatamente pegou uma delas, e , com a ponta afiada da lâmina, forçou uma distância entre ela e o irmão.
-É mesmo, onii-chan?Eu vejo que você não é mais criança mesmo, e preferia que você tivesse continuadocriança, não tivesse se transformado num monstro estuprador incestuoso ! Você não terá meu corpo, esqueça ! Ou eu arranco seu membro com esta espada aqui agora mesmo !
-Esta espada é de enfeite, a lãmina é cega !
-Cego  e ordinário é você, que tem a Megumi ao seu lado, não a valoriza e quer trair a ela, que está grávida de você , com sua própria irmã !Você não presta, moleque ! Toma !
Lune desferiu um rápido golpe com a lateral da lãmina , no rosto dele, tão forte que por pouco não o derrubou.
Ainda assim ele avançou para cima dela, tentando agarrá-la e ela usou a empunhadura da espada para acertar os testículos dele em cheio, com toda a força.
Otaru caiu  de queixo no chão, gemendo de dor.
-Isto é para você aprender a me respeitar, onii-chan !Eu te odeio !Odeio !
E ela começou a chutá-lo sem parar, até cansar. Depois saiu da biblioteca e o deixou chorando de dor, se contorcendo no chão qual verme.
Ela mal chegara naquela casa- e não via a hora de ir embora !
Criou-se um clima de incômodo e um gelo intenso entre Lune e Otaru.
Motoko, do alto de sua experiência, já tinha percebido, e evitou forçar os dois a conversar, por isto mesmo passou a fazer de tudo para evitar  que Lune e Otaru ficassem a sós, e estava sempre requisitando-o a ajudar em diversas tarefas pela casa, sempre afastando-o da irmã.
Já Lune, sentindo-se insegura, passou a grudar em Takeo como cola, e não o deixava nem ir ao banheiro sozinho, sobretudo enquanto o Sr. Hayao não chegava, pois na presença do patriarca dos Soryu, Otaru sossegava o facho e se fazia de santo.
Megumi já sofria em silêncio: ela sabia que a culpa não era de Lune, e que seu  futuro marido era um traidor nato, colecionador de mulheres, e estava ansioso para cometer incesto.Ela se preocupava com seu bebê que estava para nascer, e se sentia insegura e fragilizada, com seu ventre avolumado, que lhe dificultava sobremaneira os movimentos. Outra grande preocupação para ela era ter de criar a criança sozinha, sem poder contar com o próprio marido.
E também tinhaa os ciúmes! Ah, os ciúmes...ela se lembrava das noites dos primeiros meses, em que eles faziam amor, e ele resfolegava em cima dela, deixando escapar , em um ato falho:
-Lune, ah, Lune-neee-san, você é tão gostosa!
Aquilo arrasava com Megumi, que ficava mordida de ciúmes, mas também a fazia se sentir rejeitada, humilhada, deprimida, e a fazia se arrepender de ter sido a primeira a despertar-lhe o desejo sexual: mal sabia ela na época que ele era na verdade insaciável, e só pensava em sexo o tempo todo!
Ela guardava para si muitos segredos  íntimos, em que ela evitava a todo custo de se lembrar, as dolorosas lembranças dos estupros cometidos contra ela até o quarto mês de gravidez, em que ela não queria, e ele rasgava as roupas dela, forçava suas pernas até abri-las e a coitava sem consentimento, com ela chorando de dor e de raiva!
A tara dele era tanta, que , ela tinha certeza, ele já tinha transado com quase todas as empregadas da mansão, e já tentara agarrar até a própria Motoko, quando Hayao estava viajando!E não fora só uma vez...
O que , no entanto, Megumi não sabia, é que Otaru  na verdade já tinha levado Motoko  para a cama e transado com ela contra a vontade dela.
E que ela estava certa- Otaru tinha , de fato, coitado quase todas as empregadas da casa, algumas até, Megumi pegou em flagrante ainda na fase de  assédio e tentativa.
Mas tudo ali era mantido secreto, para que o Sr. Hayo não soubesse-não apenas por que Otaru correria sério risco de vida, mas também por que ninguém queria que os laços familiares e políticos das famílias Soryu e Tamasuki se desfizessem. 

(Por Continuar)